Por: Josnei Borges dos SantosTextos base: Gálatas 5:1; Gálatas 2:21; 1 Coríntios 15:56“Foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Portanto, permaneçam firmes e não se deixem submeter novamente a um jugo de escravidão.” - Gálatas 5:1 (Nova Versão Internacional).
“Não anulo a graça de Deus; pois, se a justiça é mediante a lei, segue-se que morreu Cristo em vão.” - Gálatas 2:21 (Almeida Revista e Atualizada).
“Ora, o aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei.” - 1 Coríntios 15:56 (Almeida Revista e Corrigida).
O apóstolo Paulo combateu veementemente os “judaizantes” que impunham regras baseadas em rituais externos sobre os gentios convertidos ao Evangelho da Graça, apregoando justificação por preceitos humanos e não pela graça em Jesus Cristo.
“Foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Portanto, permaneçam firmes e não se deixem submeter novamente a um jugo de escravidão.” - Gálatas 5:1 (Nova Versão Internacional).
As pessoas que obedecem regras para se salvarem ou se santificarem estão debaixo da lei, invalidando o perfeito sacrifício de Jesus Cristo.
Tentar conquistar a salvação através da própria obediência, justiça ou fidelidade, é uma afronta à obra consumada de Jesus Cristo. O regenerado não obedece para se tornar ou se manter santo, mas porque ele já foi transformado pelo poder de Deus.
Nenhum mérito humano pode conquistar ou manter a salvação. Quem tenta alcançar o perdão, justificação ou santificação debaixo da chibata do legalismo religioso opressor, permanece debaixo da Aliança das Obras. O que muitas pessoas não sabem é que nenhum ser humano é capaz de cumprir toda a lei perfeitamente.
Diante da nossa incapacidade humana em cumprir a lei, dependemos totalmente de Jesus Cristo e do poder do Espírito Santo para nos regenerar e nos santificar. Santificação é uma transformação progressiva do Espírito de Deus em nossas vidas.
Fuja dos legalismos, tradições com duras e rigorosas regras para mulheres como: Proibições de corte de cabelo, proibição de calça comprida e proibição de uso de joias.
Já presenciei muitas discussões acaloradas por causa da proibição de uso de bermudas para ambos os sexos entre irmãos.
Tudo isso não passa de ordenanças extrabíblicas que não têm nenhuma eficácia para afastar o pecado. Pelo contrário, essas práticas anulam a graça de Deus e fortalecem ainda mais o pecado nas vidas das pessoas.
Adicionar regras e tradições inventadas por homens à graça de Deus significa virar as costas para a suficiência de Jesus Cristo.
“Não anulo a graça de Deus; pois, se a justiça é mediante a lei, segue-se que morreu Cristo em vão.” - Gálatas 2:21 (Almeida Revista e Atualizada).
Impor “usos e costumes” como condição de espiritualidade é negar a suficiência do Evangelho da Graça e o poder do Espírito Santo.
Sempre que tradições humanas proibitivas são impostas como regras espirituais obrigatórias, geram jugo de escravidão, ignorando o perfeito sacrifício de Jesus Cristo que já nos libertou de todo o jugo opressivo.
“Separados estais de Cristo, vós os que vos justificais pela lei; da graça tendes caído.” - Gálatas 5:4 (Almeida Revista e Corrigida).
Na Nova Tradução na Linguagem de Hoje diz: “Vocês que querem que Deus os aceite porque obedecem à lei estão separados de Cristo e não têm a graça de Deus.” - Gálatas 5:4
Se submeter a jugo legalista na intenção de manter o favor divino em sua vida significa estar caído da graça.
Mesmo sem saber, essas pessoas estão declarando que o sacrifício de Jesus não foi suficiente. Que precisam acrescentar mais alguma coisa na obra Dele.
Estabelecer regras proibitivas sobre as pessoas para que elas cresçam em santificação, significa anular a liberdade cristã.
Fardos e proibições servem apenas para gerar escravidão espiritual, contendas e divisões na Comunidade.
Líderes legalistas anulam (invalidam) a Palavra de Deus para validarem suas próprias invenções malignas.
“6 Respondeu-lhes: Bem profetizou Isaías a respeito de vós, hipócritas, como está escrito: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim.
7 E em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens.
8 Negligenciando o mandamento de Deus, guardais a tradição dos homens.
9 E disse-lhes ainda: Jeitosamente rejeitais o preceito de Deus para guardardes a vossa própria tradição.” - Marcos 7:6-9 (Almeida Revista e Atualizada).
O motivo porque pessoas tentam obter o favor, aprovação ou santificação de Deus, obedecendo regras inventadas por homens, é porque ainda não tiveram a revelação do Evangelho da Graça. A verdadeira transformação bíblica ocorre pela pregação da Palavra de Deus e não pela imposição de normas externas.
Legalismo com seus usos e costumes esvaziam o verdadeiro propósito do Evangelho na vida das pessoas. Não obedecemos a Deus para sermos salvos, mas porque já somos salvos. Obedecemos por amor e gratidão pela obra consumada de Jesus Cristo.
Como nasce o legalismo no coração das pessoas?
O legalismo se manifesta quando a pessoa procura estabelecer a sua própria justiça em vez de se submeter à justiça de Cristo.
“3 Porquanto, não conhecendo a justiça de Deus e procurando estabelecer a sua própria justiça, não se sujeitaram à justiça de Deus.
4 Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê.” - Romanos 10:3-4 (Almeida Revista e Corrigida).
Tentar se justificar diante de Deus através de vestimentas e comportamentos ensinados, fortalece ainda mais a natureza adâmica.
“Porque, quando vivíamos segundo a carne, as paixões pecaminosas despertadas pela lei operavam em nossos membros, a fim de frutificarem para a morte.” - Romanos 7:5 (Nova Almeida Atualizada).
Proibições externas, coisas que Deus não proibiu explicitamente na Bíblia, não transformam o coração de ninguém, porém fortalecem ainda mais a carne, pois o pecado reside no coração do ser humano.
“18 Mas o que sai da boca procede do coração, e isso contamina o homem.
19 Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias.
20 São essas coisas que contaminam o homem; mas comer sem lavar as mãos, isso não contamina o homem.” - Mateus 15:18-20 (Almeida Revista e Corrigida).
O foco em “usos e costumes” falha em conter o desejo carnal. Na verdade, a concupiscência aumenta ainda mais.
“Que diremos, então? Que a lei é pecado? De modo nenhum! Mas eu não teria conhecido o pecado, a não ser por meio da lei. Porque eu não teria conhecido a cobiça, se a lei não tivesse dito: "Não cobice."” - Romanos 7:7 (Nova Almeida Atualizada).
A lei não mata o pecado, mas o revela. “[...] eu não teria conhecido o pecado, a não ser por meio da lei. [...].” A lei serve para conscientizar a pessoa do pecado, não para salvar. A lei fortalece o pecado.
A lei serve como aio para revelar o pecado ao crente.
“23 Mas, antes que a fé viesse, estávamos guardados debaixo da lei e encerrados para aquela fé que se havia de manifestar.
24 De maneira que a lei nos serviu de aio, para nos conduzir a Cristo, para que, pela fé, fôssemos justificados.
25 Mas, depois que a fé veio, já não estamos debaixo de aio.” - Gálatas 3:23-25 (Almeida Revista e Corrigida).
1. O que significa aio?
Aio significa tutor, guardião, pedagogo. Era costume na antiguidade greco-romana que um homem abastado economicamente encarregasse um escravo de sua extrema confiança para supervisionar, proteger e conduzir seu filho à escola até que atingisse a maioridade.
O Aio tinha autoridade dada pelos pais para disciplinar e restringir a rebeldia da criança, inclusive aplicando punições físicas, caso fosse necessário.
O tutor era responsável pela alimentação, horários, vestes e comportamentos da criança, garantindo-lhe segurança diária.
O escravo de confiança do seu senhor era um instrutor severo, ditando a rotina diária da criança, visto que era sua responsabilidade que o filho do seu senhor demonstrasse bom comportamento na sociedade. Por isso as regras diárias eram rigorosas. Ele controlava atentamente cada passo da criança. Nada escapava dos seus atentos olhos.
O aio não era o pai e nem o mestre, mas um servo encarregado pela educação e cuidados do filho do seu senhor. Ele era responsável que a criança chegasse em segurança ao mestre.
Quando a criança atingia a maioridade, encerrava a tutela do pedagogo.
2. A Lei de Moisés é comparada ao aio
A Lei de Moisés é comparada ao tutor que supervisionava a criança menor de idade. A lei teve a função de nos conduzir à Cristo.
O aio mostrava para a criança onde ela estava errando, da mesma forma que a lei revela o pecado e a culpa do ser humano.
A lei foi um guia temporário para nos direcionar a Jesus Cristo.
Como a criança, não podíamos tomar nossas próprias decisões, estávamos totalmente sujeitos à lei.
3. Agora estamos em Cristo, não estamos mais sob a tutela de aio (lei).
A criança ficava em total submissão do aio até atingir a idade adulta. “De maneira que a lei nos serviu de aio, para nos conduzir a Cristo, [...]” - Gálatas 3:24 (Almeida Revista e Corrigida).
Em Cristo chegamos à maturidade espiritual e não necessitamos mais de aio. “Mas, depois que a fé veio, já não estamos debaixo de aio.” - Gálatas 3:25 (Almeida Revista e Corrigida).
Antes de Cristo estávamos sob a constante tutela da lei. A Lei exercia a função de guardiã, limitando nossos comportamentos e apontando constantemente os nossos erros.
Após sermos alcançados pela graça, recebendo Jesus Cristo como Senhor e Salvador, não somos mais dirigidos por regras, mas pelo Espírito Santo.
“Mas, quando vier aquele Espírito da verdade, ele vos guiará em toda a verdade, porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará o que há de vir.” - João 16:13 (Almeida Revista e Corrigida).
“Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça.” - Romanos 6:14 (Almeida Revista e Corrigida).
Agora estamos justificados em Cristo, por isso não estamos mais debaixo de tutelas, condenações, maldições ou castigos da lei.
Quando a fé da pessoa está fundamentada no medo e no desempenho, a carne é ainda mais fortalecida, agravando ainda mais a situação da pessoa. Cobranças legalistas só servem para expor a fraqueza humana, acrescentando o desejo de pecar, visto que a força do pecado é a lei.
“Ora, o aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei.” - 1 Coríntios 15:56 (Almeida Revista e Corrigida).
Está debaixo da lei e não da graça, quem vive debaixo das regras do legalismo com seus usos e costumes para se manter salvo.
A lei dá força ao pecado, por isso é um instrumento de condenação e morte.
A função da lei é expor o aguilhão. A lei evidencia a transgressão.
“Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça;” - Romanos 5:20 (Almeida Revista e Corrigida).
Mas o Evangelho da Graça é a “Boa Notícia” aos pecadores. A solução contra o pecado é Jesus Cristo. Se a lei só fortalece o pecado, podemos concluir que a prática de tentar alcançar o favor divino através de mandamentos e regras só piora a situação da pessoa diante de Deus.
A proibição é um instrumento à disposição do pecador para pecar. É um trampolim para fortalecer o orgulho e a justiça própria. O que não falta nos ambientes legalistas é crente cheio de justiça própria (glória humana).
“Mas o pecado, aproveitando a ocasião dada pelo mandamento, despertou em mim todo tipo de cobiça. Porque, sem lei, o pecado está morto.” - Romanos 7:8 (Nova Almeida Atualizada).
Pessoas que vivem focadas apenas no exterior como, vestimentas, corte de cabelo, proibição de uso de joias, fracassam em conter a natureza pecaminosa contra o pecado, gerando ainda mais pecados. Quanto mais regra extrabíblica a pessoa recebe para combater o pecado, mais o pecado revive e se fortalece no coração.
“Houve um tempo em que, sem a lei, eu vivia. Mas, quando veio o mandamento, o pecado reviveu, e eu morri.” - Romanos 7:9 (Nova Almeida Atualizada).
Tentar se santificar no muque, no esforço, pela própria capacidade humana atiça ainda mais o desejo pecaminoso pelo pecado, negando a suficiência da Palavra da Cruz de Cristo.
“E verifiquei que o mandamento que me havia sido dado para vida, esse se tornou mandamento para morte.” - Romanos 7:10 (Nova Almeida Atualizada).
Mesmo sendo heresia, as cobranças extrabíblicas soam como bíblicas na mente da pessoa que ainda não recebeu revelação do Evangelho da Graça. A natureza caída sempre procura sua autonomia e não suporta limites. Quando o “o ensino dos usos e costumes” diz – “Não use tal roupa!” A natureza pecaminosa deseja exatamente o contrário. O mesmo acontece quando a lei diz: “[...] Não cobice.” - v. 7.
“Porque o pecado, aproveitando a ocasião dada pelo mandamento, me enganou e, por meio do mandamento, me matou.” - Romanos 7:11 (Nova Almeida Atualizada).
A lei é o gatilho que desperta a rebeldia no coração humano. Ordenanças e regras proibitivas só servem para inflar a natureza pecaminosa do ser humano. Geram rebeldia em vez de santidade.
“Assim, a lei é santa e o mandamento é santo, justo e bom.” - Romanos 7:12 (Nova Almeida Atualizada).
A lei é justa santa e boa. O problema não está na lei, mas na natureza pecaminosa do ser humano que é instigada pela lei a desejar o que lhe é proibido.
Muitos comentaristas bíblicos chamam isso de “o efeito rebote”. A natureza caída sente atração pelo proibido. Quando surge uma ordenança restritiva, desperta naturalmente o desejo de transgredir a ordenança recebida. O problema não está na lei. O problema está no perverso coração do ser humano que não se submente a autoridade. A cobrança legalista desperta outros pecados como a “glória humana”, falsa moralidade, autojustiça, soberba, orgulho religioso, teimosia, fofoca, ressentimento, acusação e condenação.
Presenciei muitas pessoas testando limites de líderes controladores.
O sistema religioso legalista até mascara o pecado por algum tempo, mas não demora muito para ele se manifestar. Por isso que as pessoas que pertencem a esse tipo de seguimento não manifestam estabilidade e firmeza. Estão caindo e levantando a todo momento.
A natureza pecaminosa desperta rebeldia quebrando normas e limites. É de sua índole provocar e testar a força das autoridades. Resiste as ordens só pelo prazer de contrariar para se autoafirmar no poder.
Congreguei numa denominação onde tive sérios problemas com um “pastor legalista”.
Nesse período presenciei muitas pessoas descumprindo regras.
• Chegando atrasado no culto;• Descumprindo regras nas vestimentas;• Descumprindo regras de costumes;• E por aí vai...
A lei acaba estimulando as paixões pecaminosas.
Quando a pessoa se vê diante de uma lista de exigências, seu coração pecaminoso é despertado para manifestar o desejo contrário. A proibição aguça a vontade de quebrar a regra, de desobedecer, colocando em prática através da ação aquilo que lhe foi proibido.
“Então, aquilo que é bom se tornou morte para mim? De modo nenhum! Pelo contrário, o pecado, para mostrar-se como pecado, por meio de uma coisa boa causou-me a morte, a fim de que, pelo mandamento, o pecado mostrasse toda a sua força de pecado.” - Romanos 7:13 (Nova Almeida Atualizada).
Quando um seguimento religioso dá ênfase aos usos e costumes descamba para a autojustificação e orgulho religioso. A pessoa fica soberba, manipuladora e arrogante.
Quanto mais rígida e arbitraria for a cobrança, mais forte se torna o pecado no interior da pessoa.
Quanto mais a pessoa tenta não pecar, mais cresce o desejo de pecar. “[...] a fim de que, pelo mandamento, o pecado mostrasse toda a sua força de pecado.” - v. 13. Dessa maneira a “proibição” desperta o desejo de desobedecer. A “proibição” resulta numa ferramenta que serve como uma ocasião para o coração perverso do ser humano manifestar toda a sua rebelião. Por isso que legalismo proibitivo religioso resulta em rebeldia, hipocrisia, medo, frustração ou abandono total da fé.
A autojustificação gera orgulho religioso ou frustração.
Tem muitos crentes tentando domar o pecado na força do braço, mas não conseguem. Por isso vivem frustrados e desanimados.
“Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, temos também crido em Jesus Cristo, para sermos justificados pela fé de Cristo e não pelas obras da lei, porquanto pelas obras da lei nenhuma carne será justificada.” - Gálatas 2:16 (Almeida Revista e Corrigida).
A lei condena e fortalece o pecado ainda mais. O aguilhão é uma ponta de ferro usada para guiar ou ferir animais. A lei expõe o pecado. A lei é como um espelho que nos revela o pecado.
Atiça as obras da carne, gerando um senso de superioridade e julgamento sobre outros irmãos, manifestando o pecado do farisaísmo hipócrita. O Evangelho condena a prática da condenação entre irmãos.
“Digo, porém: Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne.” - Gálatas 5:16 (Almeida Revista e Corrigida).
O sistema religioso opressor está cheio de “fiscais espirituais” fiscalizando a vida de uns dos outros.
“Quem é você para julgar o servo alheio? É para o seu senhor que ele está de pé ou cai. E ficará de pé, pois o Senhor é capaz de o sustentar.” - Romanos 14:4 (Nova Versão Internacional).
“Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados.” - Colossenses 2:16 (Almeida Revista e Corrigida).
“Porque o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, paz e alegria no Espírito Santo.” - Romanos 14:17 (Nova Almeida Atualizada).
Em Jesus Cristo estamos livres de condenação de demônios, do diabo e de falsos irmãos que tentam tirar a liberdade que temos em Jesus Cristo.
Jesus cumpriu todas as exigências da lei em nosso lugar. Ele pagou nossa dívida de pecado, quebrando todo o domínio e poder que a lei e o pecado tinham sobre nós.
Permanecemos fundamentados, inabaláveis na perfeita obra de Jesus Cristo.
Por isso devemos pregar a suficiência de Cristo para que as pessoas sejam livres da lei do pecado e da morte. Somente unido a Ele pelo poder do Espírito Santo, podemos vencer a rebeldia pecaminosa do nosso coração.
As ordenanças proibitivas podem até ter aparência de sabedoria, mas não têm nenhuma eficácia para combater o pecado. Essas práticas não têm poder para vencer os desejos carnais do coração humano. Não transforma caráter.
“20 Se, pois, estais mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos carregam ainda de ordenanças, como se vivêsseis no mundo,
21 tais como: não toques, não proves, não manuseies?
22 As quais coisas todas perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrinas dos homens;
23 as quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum, senão para a satisfação da carne.” - Colossenses 2:20-23 (Almeida Revista e Corrigida).
Se você já experimentou o milagre do novo nascimento sendo crucificado, morto e ressuscitado com Cristo, por que ainda se submete à regras opressoras da religiosidade humana? “Se, pois, estais mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos carregam ainda de ordenanças, [...]” - v. 20 (Almeida Revista e Corrigida).
Isso significa que o “crente” que ainda permanece obedecendo práticas legalistas, continua vivendo como se ainda não fosse liberto do sistema maligno deste mundo. “[...] como se vivêsseis no mundo,” - v. 20 (Almeida Revista e Corrigida).
Imposição de vestimentas através de regulamentos humanos não tem nenhum poder espiritual contra o pecado. As regras proibitivas do sistema religioso opressor e escravagista não tem qualquer importância contra a satisfação da carne. “[...] mas não são de valor algum, senão para a satisfação da carne.” - v. 23 (Almeida Revista e Corrigida).
Muitas pessoas vivem na ilusão mental de que o “não toques”, “não proves”, “não manuseies”, têm poder espiritual para salvar ou santificar. “[...] não toques, não proves, não manuseies?” - v. 21 (Almeida Revista e Corrigida).
A Comunidade que vive focada no “não toques”, “não proves”, “não manuseies”, tende a despertar autossuficiência, soberba, hipocrisia e narcisismo religioso; procedentes do coração humano que é perverso e depravado.
Legalismo com seus usos e costumes são insuficientes para combater a natureza carnal. Viver focado no esforço humano, no orgulho e autojustiça significa não reconhecer a própria depravação.
“14 Porque bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado.
15 Porque o que faço, não o aprovo, pois o que quero, isso não faço; mas o que aborreço, isso faço.
16 E, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa.
17 De maneira que, agora, já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim.
18 Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e, com efeito, o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem.
19 Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse faço.
20 Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim.
21 Acho, então, esta lei em mim: que, quando quero fazer o bem, o mal está comigo.
22 Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus.
23 Mas vejo nos meus membros outra lei que batalha contra a lei do meu entendimento e me prende debaixo da lei do pecado que está nos meus membros.
24 Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” - Romanos 7:14-24 (Almeida Revista e Corrigida).
Não vou comentar este texto. Ele falará por si mesmo no coração das pessoas, sob o poder e iluminação do Espírito Santo.
Quando uma comunidade vive focada em regras externas, acaba fortalecendo ainda mais o pecado na congregação.
Essas pessoas vivem focadas no pecado e no diabo o tempo todo porque ainda não lhes foi revelado a suficiência de Jesus Cristo.
É impossível promover o amor e o crescimento espiritual num ambiente legalista cheio de regras humanas e cobranças.
Nesse caso, onde está a nossa esperança?
“24 Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte?
25 Dou graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. Assim que eu mesmo, com o entendimento, sirvo à lei de Deus, mas, com a carne, à lei do pecado.” - Romanos 7:24-25 (Almeida Revista e Corrigida).
“Mas graças a Deus, que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo.” - 1 Coríntios 15:57 (Almeida Revista e Corrigida).
“1 Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o espírito.
2 Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte.” - Romanos 8:1-2 (Almeida Revista e Corrigida).
Jesus Cristo já cravou na cruz as nossas dívidas e regulamentos da lei. Portanto, rituais e dogmas da religiosidade perderam o poder sobre as nossas vidas.
“13 E, quando vós estáveis mortos nos pecados e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele, perdoando-vos todas as ofensas,
14 havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz.” - Colossenses 2:13-14 (Almeida Revista e Corrigida).
Não devemos temer ou servir regras e rituais legalistas.
“Agora, porém, estamos livres da lei, pois morremos para aquilo a que estávamos sujeitos, para que sirvamos da maneira nova, segundo o Espírito, e não da maneira antiga, segundo a letra.” - Romanos 7:6 (Nova Almeida Atualizada).
Jesus convida para um relacionamento de descanso. O jugo Dele é suave, livre de imposições legalistas.
“28 Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.
29 Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para a vossa alma.
30 Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.” - Mateus 11:28-30 (Almeida Revista e Corrigida).
Jesus te convida a se aninhar e descansar nos braços da graça, onde o amor é o cumprimento da lei.
“O amor não faz mal ao próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor.” - Romanos 13:10 (Almeida Revista e Corrigida).
O verdadeiro Evangelho está fundamentado na Graça Soberana, em que a salvação é somente pela fé.
“8 Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus;
9 não de obras, para que ninguém se glorie.” - Efésios 2:8-9 (Almeida Revista e Atualizada).
A verdadeira obediência não brota de cobranças legalistas, mas da união com Cristo e do fruto do Espírito Santo.
“22 Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade,
23 mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei.
24 E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e os seus desejos.” - Gálatas 5:22-24 (Nova Almeida Atualizada).
Eu não prego regras externas. Prego a mensagem do novo nascimento, para que pessoas recebam um novo coração do Pai Celestial. A transformação interior operada pelo Espírito Santo capacitará a pessoa a tomar sábias decisões sobre sua postura comportamental neste mundo.
Portanto, que o Senhor me proteja da tola ideia de ambicionar fazer o trabalho do Espírito Santo. É Ele Quem capacita a pessoa a acolher e obedecer a Palavra de Deus.
“26 E vos darei um coração novo e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei o coração de pedra da vossa carne e vos darei um coração de carne.
27 E porei dentro de vós o meu espírito e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis os meus juízos, e os observeis.
31 Então, vos lembrareis dos vossos maus caminhos e dos vossos feitos, que não foram bons; e tereis nojo em vós mesmos das vossas maldades e das vossas abominações.” - Ezequiel 36:26-27, 31 (Almeida Revista e Corrigida).
Percebemos a atuação de Deus do início ao fim da salvação, que é uma obra 100% graciosa e soberana de Deus. É Ele Quem tira o insensível e resistente coração de pedra, e dá um novo coração que é vivo, amoroso e submisso. Também é Ele Quem coloca o Seu Espírito no interior, para que o regenerado viva conforme a Sua vontade.
A obediência não vem da nossa própria força ou capacidade, que na prática acaba gerando o legalismo religioso.
Deus não apenas exige obediência, mas colocou o Seu Espírito em nós para que obedeçamos à Sua Palavra.
É o Espírito Santo que age em nós, manifestando sede e fome pela Palavra de Deus e também repulsa genuína pelo pecado. Começamos a enxergar o pecado como Deus. A presença do Espírito Santo em nós faz com que não toleremos mais o pecado, mas que sintamos aversão e nojo a ele.
É o Espírito que desperta em nós o amor e o desejo de uma comunhão cada vez mais íntima com Deus.
Jamais troque a liberdade que há em Cristo por regras impostas por homens.
Tentar guardar mandamento para obter o favor divino só fortalece o pecado e intensifica a natureza rebelde.
Renda-se à obra consumada de Jesus Cristo.
Lembre-se de que a obediência não é um meio para alcançar o favor de Deus, mas a resposta de gratidão e adoração de um coração regenerado pelo poder do Espírito Santo, mortificando o pecado e sendo moldado gradativamente à imagem de Cristo.
Oração: Amado Pai Celestial, Deus de amor, consolação e graça. Só Tu, Senhor, conheces a profundeza do coração humano. Levanto um clamor por pessoas que estão oprimidas, adoecidas e cativas debaixo do jugo legalista religioso. Oro para que o Teu Espírito arranque a venda dos olhos dessas pessoas, que rasgue o véu do engano e manipulação religiosa. Que caiam por terra todas as amarras emocionais e espirituais.Concede discernimento para que contemplem a Tua graça e o sacrifício perfeito de nosso Senhor Jesus Cristo, restaurando seus corações feridos e adoecidos pelo fardo religioso.Manifesta nessas pessoas a verdadeira liberdade que há em Jesus Cristo.Em nome de Jesus Cristo te agradeço.Amém!Josnei Borges dos Santos
