A Corrente de Ouro da Salvação - Quarta Parte: 4. Justificação (Justificou) - A salvação é uma obra monergista (100% de Deus)

Obs: Todos os sublinhados, grifos em negrito nos textos bíblicos são meus.

Por: Josnei Borges dos Santos

Texto base: Romanos 8:29-30

“29 Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.
30 E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou.” - Romanos 8:29-30 (Almeida Revista e Atualizada).

Na quarta parte deste estudo continuo compartilhando o quarto elo da corrente: “Justificação (Justificou)”.

A justificação é um dom gratuito de Deus. A salvação é uma obra monergista, 100% de Deus.

Justificação não é um processo que torna a pessoa moralmente justa, mas um ato judicial (ou forense) instantâneo, no momento da conversão.

Fomos mudados de posição, (status) perante o Tribunal Celestial, não com base em nossas obras ou méritos, mas pela fé no perfeito sacrifício de Jesus Cristo.

• Conheceu,
• Predestinou,
• Chamou,
• Justificou,
• Glorificou.

“29 [...] aos que de antemão conheceu, ... [...] os predestinou [...].
30 [...] aos que predestinou, [...] chamou; [...] aos que chamou, [...] justificou, [...] glorificou.” - Romanos 8:29-30 (Almeida Revista e Atualizada).

 4.3.  A salvação é uma obra monergista (100% de Deus) 

 4.3.1.  O que significa monergismo:  Monergismo significa que a salvação é uma obra exclusiva de Deus, manifestada através da Sua soberania e graça irresistível. Significa “força única”, “único poder”, “um único agente eficiente”, operando do início ao fim, no processo de salvação do ser humano.

Foi Deus Quem planejou a salvação na eternidade passada. Ele trabalha sozinho na salvação do ser humano, desde o “acordo eterno” do (Pacto da Redenção) até a glorificação final, no Dia da volta do Senhor Jesus Cristo.

• O Pai Planejou a salvação na eternidade passada;
• O Filho executou a salvação desde a encarnação (o Verbo se tornando carne), abrangendo toda a Sua vida terrena em perfeita obediência e humilhação até a exaltação (Sua ascensão ao céu).
• O Espírito Santo aplica a obra da redenção em todos aqueles que foram atraídos ao corpo de Cristo na cruz.

A salvação é monergista por causa da incapacidade do homem em se voltar ou tornar-se aceitável a Deus por si mesmo. Por isso a salvação é inteiramente uma obra divina.

“17 Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas passaram; eis que tudo se fez novo.
18 E tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo e nos deu o ministério da reconciliação,
19 isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados, e pôs em nós a palavra da reconciliação.” - 2 Coríntios 5:17-19 (Almeida Revista e Corrigida).

A queda do primeiro Adão desfez a perfeita amizade que ele tinha com o Criador. O homem foi o causador da inimizade e não Deus.

• No entanto, é Deus Quem toma iniciativa para salvar.
• Foi o Pai que removeu a inimizade estabelecida pelo primeiro Adão e não nós com os nossos méritos.
• Não foram os seres humanos que colocaram as mãos à obra, mas foi o Pai Quem estendeu a Sua graça a um povo sem nenhum mérito, restaurando o relacionamento rompido.
• Reconciliação não é um bem a ser conquistado por nós, mas um presente que recebemos.

Foi Adão que virou as costas para Deus, manifestando soberba e rebeldia. Ele buscou o suposto direito de gerenciar sua própria vida, numa atitude de rejeição à autoridade Divina.

Foi Deus que tomou a iniciativa (monergista) de chamar Adão que se encontrava escondido entre as árvores do Jardim.

“8 E ouviram a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim pela viração do dia; e escondeu-se Adão e sua mulher da presença do Senhor Deus, entre as árvores do jardim.
9 E chamou o Senhor Deus a Adão e disse-lhe: Onde estás?” - Gênesis 3:8-9 (Almeida Revista e Corrigida).

O primeiro casal confeccionou tangas de parreiras para cobrir a nudez e tornar-se aceitável diante de Deus. Mas o Deus Santo e Justo não aceitou as obras de suas mãos.

“Então os olhos de ambos se abriram; e, percebendo que estavam nus, costuraram folhas de figueira e fizeram cintas para si.” - Gênesis 3:7 (Nova Almeida Atualizada).

Foi o Pai que tomou a iniciativa em sacrificar um animal para vestir Adão com vestes de Justiça, apontando para o perfeito sacrifício de Jesus Cristo.

O Senhor Deus fez roupas de peles, com as quais vestiu Adão e sua mulher.” - Gênesis 3:21 (Nova Almeida Atualizada).

A vestimenta de pele de animal sacrificado, preparada por Deus é um “tipo de Cristo”, a nossa Justiça.

“Mas vós sois dele, em Jesus Cristo, o qual para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção.” - 1 Coríntios 1:30 (Almeida Revista e Corrigida).

As vestes de justiça apontam para a justiça imputada de Jesus Cristo.

No livro do profeta Jeremias encontramos uma profecia bíblica messiânica sobre o Renovo Justo da linhagem de Davi que aponta para a Justiça imputada que nos dá segurança e certeza de salvação eterna.

“Nos seus dias, Judá será salvo, e Israel habitará seguro. E este será o nome pelo qual será chamado: "Senhor, Justiça Nossa".” - Jeremias 23:6 (Nova Almeida Atualizada).

A pureza de Cristo revestindo os regenerados. As obras praticadas pelos santos é o resultado da salvação e não a causa dela. A vestimenta foi dada por Deus e não conquistada pelo homem.

E foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente; porque o linho fino são as justiças dos santos.” - Apocalipse 19:8 (Almeida Revista e Corrigida).

Percebam que a noiva de Cristo não confecciona suas próprias vestes. E foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, [...].” - v. 8 (Almeida Revista e Corrigida).

A noiva se atavia com roupagens alinhavadas com fios da Graça de Deus. Ela não compra suas vestes, mas recebe como presente, dádiva divina.

“Eu me regozijo muito no Senhor; a minha alma se alegra no meu Deus. Pois ele me cobriu com vestes de salvação, e me envolveu com o manto de retidão, como o noivo que se adorna com um turbante, e como a noiva que se enfeita com as suas joias.” - Isaías 61:10 (Almeida Edição Contemporânea).

Percebam que é Ele Quem cobre com vestes de salvação e retidão. “[...] ele me cobriu com vestes de salvação, e me envolveu com o manto de retidão, [...].” - v. 10.

A união da noiva com o noivo, Jesus Cristo, é a garantia dela ser apresentada pelo noivo ao Pai “sem mácula ou ruga”.

“25 Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela,
26 para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra,
27 para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito.” - Efésios 5:25-27 (Almeida Revista e Atualizada).

É o Pai que fornece a roupa (justiça imputada). A Justiça procede Dele.

“E seja achado nele, não tendo a minha justiça que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus, pela .” - Filipenses 3:9 (Almeida Revista e Corrigida).

A justiça é de Deus e não nossa. Foi Ele Quem forneceu roupa de pele de animal para o primeiro casal no Jardim do Éden.

Lembram do penetra que tentou entrar na festa de casamento com suas próprias roupas (justiça própria e méritos)? Esse homem aceitou o convite para participar da festa, mas rejeitou a provisão de vestimentas do dono da festa.

Foi o dono da festa quem forneceu as roupas apropriadas para o banquete de casamento.

Ninguém entra no reino de Deus ostentando sua própria roupa (justiça própria), através de religiosidade e obras. Só entra na festa quem está revestido de Cristo.

“11 E o rei, entrando para ver os convidados, viu ali um homem que não estava trajado com veste nupcial.
12 E disse-lhe: Amigo, como entraste aqui, não tendo veste nupcial? E ele emudeceu.
13 Disse, então, o rei aos servos: Amarrai-o de pés e mãos, levai-o e lançai-o nas trevas exteriores; ali, haverá pranto e ranger de dentes.
14 Porque muitos são chamados, mas poucos, escolhidos.” - Mateus 22:11-14 (Almeida Revista e Corrigida).

A parábola das bodas ilustra a distinção entre o chamado geral (externo) e o chamado eficaz (Interno, eleição).

O homem aceitou o convite, foi participar do banquete, mas rejeitou a provisão do dono da festa (veste nupcial).

Esta parábola retrata a vida de muitas pessoas, que aceitam o convite para participar das atividades de uma Comunidade Cristã, mas não se submetem à Palavra de Deus, permanecem confiando na sua própria justiça e méritos.

Percebam que o homem que não trajava veste nupcial emudeceu. “E disse-lhe: Amigo, como entraste aqui, não tendo veste nupcial? E ele emudeceu.” - v. 12 (Almeida Revista e Corrigida).

Ninguém terá desculpas diante de Deus.

O linho puro e resplandecente são os atos de justiça daqueles que nasceram de novo, apontando para a perfeita Justiça de Cristo, sem mácula ou hipocrisia.

É necessário salientar que a justiça perfeita está em Cristo e não em nós. O Pai nos vê através de Cristo.

“Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.” - Colossenses 3:3 (Almeida Revista e Corrigida).

Quando o Pai olha para nós, não nos enxerga, mas contempla a perfeita justiça de Cristo que nos reveste. Estamos escondidos Nele.

O linho fino, as obras vivas e justas dos santos, são produzidas pelo Espirito Santo na vida do cristão, como dádiva, presente e não como conquista humana. Os santos são declarados justos não por obras ou méritos, mas pela Justiça de Cristo a eles imputada.

A noiva não recebe a roupa por obras, mas a Justiça de Cristo em sua vida produzirá boas obras (feitas em Cristo).

Foi Deus quem preparou as boas obras em Cristo para andarmos nelas.

Ele nos regenerou em Cristo para quê?

Resposta: Para as boas obras.

“Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas.” - Efésios 2:10 (Almeida Revista e Atualizada).

A pessoa que não nasceu de novo não pode apresentar boas obras a Deus, pois as boas obras só podem ser apresentadas em Cristo.

As melhores obras de uma pessoa não regenerada estão todas contaminadas pelo pecado.

“Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; e todos nós caímos como a folha, e as nossas culpas, como um vento, nos arrebatam.” - Isaías 64:6 (Almeida Revista e Corrigida).

Muitas pessoas questionam que o homem faz a sua parte na salvação confessando Jesus como Senhor e Salvador.

Por causa da depravação o homem natural está morto, incapaz de crer, se arrepender e confessar Jesus Cristo sem ação prévia do Espírito Santo.

“[...] ninguém pode dizer que Jesus é o Senhor, senão pelo Espírito Santo.” - 1 Coríntios 12:3 (Almeida Revista e Corrigida).

É o Espírito Santo Quem aplica soberanamente e eficazmente a obra da redenção no coração do homem, revelando sua culpa diante de Deus.

“E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça, e do juízo:” - João 16:8 (Almeida Revista e Corrigida).

Salvação é uma atuação divina do início ao fim. Ninguém se converte por força própria.

O homem não tem nada a oferecer para conquistar a sua própria salvação. Não tem nem mesmo fé para crer. A é dom de Deus e não mérito do ser humano.

“8 Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus;
9 não de obras, para que ninguém se glorie.” - Efésios 2:8-9 (Almeida Revista e Atualizada).

O apóstolo Paulo escreveu aos Efésios que o homem sem Cristo está morto em pecados. Se o Espírito Santo não atuar de forma prévia, autônoma e soberana revivificando o defunto atolado no lamaçal do pecado, jamais ele irá crer e confessar Jesus Cristo com os seus lábios.

“1 Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados,
5 e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, — pela graça sois salvos.” - Efésios 2:1, 5 (Almeida Revista e Atualizada).

Quem já viu um cadáver reanimar a si mesmo? O livre arbítrio caído não tem vida em si mesmo.

Se o morto não for despertado por Deus, jamais irá sair do seu estado de morte por si mesmo. O resgate espiritual pertence unicamente a Deus.

O homem não convertido, morto espiritualmente, jamais se regenerará por si mesmo. Ele é incapaz de buscar a Deus pelas suas próprias forças.

Vocação eficaz e regeneração dependem exclusivamente da obra consumada de Cristo e da aplicação do Espírito Santo. Não dependem do morto que não tem vida em si mesmo para cooperar.

O homem natural necessita desesperadamente do poder regenerador do Espírito para crer e confessar genuinamente a sua fé em Jesus, que é um presente imerecido concedido pelo Pai Celestial. Tanto o crer em Jesus como o padecer por Ele são concessões da graça soberana do Pai.

“Porque a vós vos foi concedido, em relação a Cristo, não somente crer nele, como também padecer por ele.” - Filipenses 1:29 (Almeida Revista e Corrigida).

O homem natural em seu estado decaído não consegue se decidir por Cristo. Ele é incapaz de dar o primeiro passo em direção a Deus. Por isso depende do poder da graça atrativa do Todo Poderoso.

Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia.” - João 6:44 (Nova Almeida Atualizada).

A confissão de fé genuína só pode ser manifestada através do Espírito Santo. O homem não regenerado não aceita e nem entende as coisas do Espírito.

“Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.” - 1 Coríntios 2:14 (Almeida Revista e Corrigida).

Quem agenda o momento e lugar do novo nascimento é Deus. O Espírito Santo sopra onde quer, independentemente da vontade ou controle humano. O homem não pode escolher como e onde será salvo. Não pode escolher quem será salvo. A fé salvadora ocorre unicamente pela vontade divina.

O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito.” - João 3:8 (Almeida Revista e Corrigida).

A capacidade de crer em Jesus está no Espírito Santo, sem depender da cooperação ou permissão humana.

O milagre do novo nascimento não procede da vontade do ser humano, mas do único agente que é Deus. O homem é tão passivo na obra da regeneração quanto um bebê que não escolhe e nem contribui para o seu nascimento físico.

“Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus.” - João 1:13 (Almeida Revista e Corrigida).

O milagre da conversão é um ato unilateral de Deus.

“39 Dar-lhes-ei um coração e um caminho, para que me temam todos os dias, para seu bem e bem de seus filhos.
40 Farei com eles aliança eterna, segundo a qual não deixarei de lhes fazer o bem; e porei o meu temor no seu coração, para que nunca se apartem de mim.” - Jeremias 32:39-40 (Almeida Revista e Atualizada).

A confissão genuína não é fruto do livre-arbítrio do ser humano, mas do poder regenerador do Espírito Santo e da Palavra de Deus que quebra os corações petrificados.

“26 E vos darei um coração novo e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei o coração de pedra da vossa carne e vos darei um coração de carne.
27 E porei dentro de vós o meu espírito e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis os meus juízos, e os observeis.” - Ezequiel 36:26-27 (Almeida Revista e Corrigida).

Percebam que sempre é Deus agindo em graça, tomando a iniciativa da salvação. Apenas o poder de Deus atua na regeneração do coração humano.

 4.3.2.  É Deus Quem dá um novo coração: “E vos darei um coração novo [...].” - v. 26.

 4.3.3.  É Deus Quem põe dentro do regenerado um espírito novo: “[...] e porei dentro de vós um espírito novo; [...].” - v. 26.

 4.3.4.  É Deus Quem tira o coração de pedra: “[...] e tirarei o coração de pedra da vossa carne [...].” - v. 26.

 4.3.5.  É Deus Quem dá um flexível coração de carne, capaz de obedecer: “[...] e vos darei um coração de carne.” - v. 26.

 4.3.6.  É Deus Quem nos habilita a obedecer à Sua Palavra: “[...] farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis os meus juízos, e os observeis.” - v. 27.

Por isso que toda a glória da salvação é exclusiva a Deus, abatendo definitivamente toda a vanglória humana no processo de conversão e santificação.

“[...] Ao Senhor pertence a salvação!” - Jonas 2:9 (Nova Almeida Atualizada).

Salvação para a glória de Deus e não do homem. Toda a honra e glória da salvação pertencem exclusivamente a Deus.

A iniciativa e a dádiva imerecida da salvação não procedem da vontade humana. Deus é soberano na salvação.

“Assim, pois, não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia.” - Romanos 9:16 (Almeida Revista e Atualizada).

O plano de salvação exclui a vanglória humana. Deus trabalha sozinho na salvação, sem nenhuma cooperação ou mérito da vontade ou do esforço do ser humano.

“23 mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus e loucura para os gregos.
24 Mas, para os que são chamados, tanto judeus como gregos, lhes pregamos a Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus.
25 Porque a loucura de Deus é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens.
26 Porque vede, irmãos, a vossa vocação, que não são muitos os sábios segundo a carne, nem muitos os poderosos, nem muitos os nobres que são chamados.
27 Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes.
28 E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são para aniquilar as que são;
29 para que nenhuma carne se glorie perante ele.
30 Mas vós sois dele, em Jesus Cristo, o qual para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção;
31 para que, como está escrito: Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor.” - 1 Coríntios 1:23-31 (Almeida Revista e Corrigida).

Quando as pessoas me perguntam: - “Qual é o papel do ser humano na salvação?”

Eu sempre respondo: - “Não se gloriar. Toda a glória da salvação pertence unicamente a Deus.”

“Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.” - Romanos 11:36 (Almeida Corrigida Fiel).

Deus é o início, meio e fim da obra redentora aplicada em nossos corações, para a Sua própria exaltação e glória. Tudo começa Nele e termina Nele. A cruz abate o ego (a auto exaltação humana) e exalta a Deus.

 4.4.  Deus não pode ignorar o pecado, pois estaria violando a Sua própria Justiça 

O pecado ofende a justiça e a santidade de Deus. Isso deve trazer temor aos nossos corações, pois o pecado atrai a ira de Deus.

Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda impiedade e injustiça dos homens que detêm a verdade em injustiça.” - Romanos 1:18 (Almeida Revista e Corrigida).

 D.a.  O pecado ofende a Santidade de Deus:  Por isso que Deus separou o seu povo “em Cristo” para viver em comunhão com Ele em santidade.

“15 Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver,
16 porquanto escrito está: Sede santos, porque eu sou santo.” - 1 Pedro 1:15-16 (Almeida Revista e Corrigida).

“2 Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis asas: com duas cobria o rosto, com duas cobria os seus pés e com duas voava.
3 E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória.
4 As bases do limiar se moveram à voz do que clamava, e a casa se encheu de fumaça.
5 Então, disse eu: ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos!” - Isaías 6:2-5 (Almeida Revista e Atualizada).

Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal e a vexação não podes contemplar; por que, pois, olhas para os que procedem aleivosamente e te calas quando o ímpio devora aquele que é mais justo do que ele?” - Habacuque 1:13 (Almeida Revista e Corrigida).

“4 Pois tu não és Deus que se agrade com a iniquidade, e contigo não subsiste o mal.
5 Os arrogantes não permanecerão na tua presença; odeias todos os que praticam a iniquidade.
6 Tu destróis os que proferem mentira; o Senhor abomina o sanguinário e o fraudulento.” - Salmo 5:4-6 (Nova Almeida Atualizada).

“E esta é a mensagem que dele ouvimos e vos anunciamos: que Deus é luz, e não nele treva nenhuma.” - 1 João 1:5 (Almeida Revista e Corrigida).

 4.4.1.  O pecado ofende a Justiça de Deus. A justiça de Deus exige punição de morte para a transgressão cometida 

“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus, nosso Senhor.” - Romanos 6:23 (Almeida Revista e Corrigida).

Tu amas a justiça e aborreces a impiedade; por isso, Deus, o teu Deus, te ungiu com óleo de alegria, mais do que a teus companheiros.” - Salmo 45:7 (Almeida Revista e Corrigida).

 4.4.2.  Deus não ignorou o pecado:  O pecado que deveria cair sobre nós, caiu sobre o Seu Filho Jesus Cristo. Ocorreu uma substituição penal. Nossos pecados foram lançados na conta de Jesus Cristo. Isso significa que a nossa culpa foi transferida, imputada ao Filho de Deus 

 4.4.3.  Não imputação de pecados:  O Pai decretou não punir o Seu povo pelos seus pecados, desviando o castigo para o Seu Filho Jesus Cristo, que assumiu a natureza humana para realizar a obra decretada antes mesmo da fundação do mundo. “[...] Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.” - Apocalipse 13:8 (Almeida Revista e Corrigida) 

O pecador é unido a Jesus Cristo em Sua crucificação, morte e ressurreição. Por isso estamos livres de condenação, pois a nossa dívida foi imputada a Ele. Você está entendendo?

A união com Cristo anulou nossa condenação de pecados, pois a justiça foi plenamente satisfeita em Jesus. “[...] não lhes imputando os seus pecados, [...].” - 2 Coríntios 5:19 (Almeida Revista e Corrigida).

Glória a Deus! Nossa inimizade com Deus foi definitivamente removida pelo sacrifício de Jesus Cristo.

O Pai não imputa nossas fraquezas e faltas, imputando a justiça de Cristo em nós. A ira divina foi removida e imputada a Justiça de Cristo em nós.

Foi a graça do Pai que proveu a reconciliação. O texto bíblico destaca a graça soberana, com a iniciativa de Deus na reconciliação do homem com Ele. “E tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo [...],” - 2 Coríntios 5:18 (Almeida Revista e Corrigida).

Não começa com o homem buscando Deus, mas Deus buscando o homem. A ação em nos transformar de inimigos em amigos através da obra mediadora de Jesus Cristo foi Dele e não nossa.

Percebam que Deus estava em Cristo no processo de reconciliação. “[...] Deus estava em Cristo [...].” - 2 Coríntios 5:19 (Almeida Revista e Corrigida).

Foi o Pai que estendeu a ponte sobre o infindo abismo que separava o homem de Sua Presença.

“1 Eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar; nem o seu ouvido, agravado, para não poder ouvir.
2 Mas as vossas iniquidades fazem divisão entre vós e o vosso Deus, e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça.” - Isaías 59:1-2 (Almeida Revista e Corrigida).

A base da reconciliação é exclusivamente por intermédio de Jesus Cristo. Seu perfeito sacrifício satisfez plenamente a justiça do Pai.

Deus não aceita nenhuma outra obra, exceto a que já foi cumprida integralmente pelo Seu Filho. Por isso não existe participação humana para tornar-se aceitável a Deus, a não ser a expiação substitutiva de Jesus Cristo. A justiça de Cristo é creditada ao regenerado e a culpa removida para sempre.

Nossa aceitação diante de Deus não se baseia em nosso desempenho espiritual, mas no perfeito sacrifício de Jesus Cristo. Fomos declarados justos baseados na graça soberana.

Somos legalmente declarados justos e santos em Jesus Cristo. A justiça ativa de Cristo foi creditada a nós.

 4.4.4.  Ministério da reconciliação:  A pregação do Evangelho foi confiada aos salvos reconciliados. “[...] e pôs em nós a palavra da reconciliação.” - 2 Coríntios 5:19 (Almeida Revista e Corrigida).

Todo o regenerado é um embaixador de Cristo com o dever de pregar o Evangelho.

 4.4.5.  É Deus Quem justifica:  O homem apenas recebe os benefícios do alto, sem nenhuma obra ou esforço.

A salvação é total, completa em Deus. A salvação é 100% graciosa e soberana. Nada ficou para ser feito pelo homem, até porque o nosso representante falhou em cumprir a Aliança das Obras no Jardim do Éden. Se o primeiro Adão falhou, porque ainda insistir na ideia de que poderemos fazer alguma coisa para nos tornar aceitáveis diante de Deus?

Jesus não nos salvou pela metade. A salvação do Seu povo foi total e eficaz. Jesus não disse: – “Olha aqui pessoal! Não percam a salvação! Eu fiz a minha parte, o restante é com vocês. Se virem para manterem a salvação me obedecendo em tudo”.

A salvação é 100% obra de Deus. Se existisse 1% de participação humana na salvação, já não seria graça. Não seria um presente gratuito de Deus. Salvação é um presente imerecido que você recebe de mãos vazias. Se a salvação dependesse da performance humana, ninguém seria salvo.

“8 Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus;
9 não de obras, para que ninguém se glorie.” - Efésios 2:8-9 (Almeida Revista e Atualizada).

Jesus não veio fazer uma parceria de 50% por 50% com o pecador. A segurança do cristão não está na sua capacidade de obedecer, de fazer a sua parte para preservar ou sustentar a salvação. Os salvos perseveram na fé e na santificação pelo poder soberano de Deus em suas vidas.

“Farei com eles aliança eterna, segundo a qual não deixarei de lhes fazer o bem; e porei o meu temor no seu coração, para que nunca se apartem de mim.” - Jeremias 32:40 (Almeida Revista e Atualizada).

Deus nos garante segurança não apenas para esta vida, mas por toda a eternidade. Uma pessoa que experimentou o milagre do novo nascimento não pode perder a vida eterna em Cristo. Se a vida eterna pudesse ser perdida, ela deixaria de ser eterna.

“Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida.” - João 5:24 (Almeida Revista e Atualizada).

A salvação em Jesus Cristo é segura. O regenerado não terá que enfrentar o juízo final de condenação, pois Jesus Cristo já recebeu sobre Si toda a penalidade.

“39 E a vontade do Pai, que me enviou, é esta: que nenhum de todos aqueles que me deu se perca, mas que o ressuscite no último Dia.
40 Porquanto a vontade daquele que me enviou é esta: que todo aquele que o Filho e crê nele tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último Dia.” - João 6:39-40 (Almeida Revista e Corrigida).

“26 Mas vós não credes, porque não sois das minhas ovelhas.
27 As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem.
28 Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão.
29 Aquilo que meu Pai me deu é maior do que tudo; e da mão do Pai ninguém pode arrebatar.” - João 10:26-29 (Almeida Revista e Atualizada).

Pergunto: Deus pode mentir em Sua Palavra?

Receba estas promessas para sua vida: “Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, [...] ninguém as arrebatará da minha mão. [...] e da mão do Pai ninguém pode arrebatar.”

Nossa segurança eterna não está fundamentada no nosso esforço ou fidelidade, mas na fidelidade do chamado do Pai soberano. Ele conhece os que são seus. A Palavra de Deus nos assegura que os regenerados não apostatarão definitivamente da fé.

“8 O qual vos confirmará também até ao fim, para serdes irrepreensíveis no Dia de nosso Senhor Jesus Cristo.
9 Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados para a comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor.” - 1 Coríntios 1:8-9 (Almeida Revista e Corrigida).

“O qual também nos selou e deu o penhor do Espírito em nossos corações.” - 2 Coríntios 1:22 (Almeida Revista e Corrigida).

Estas passagens bíblicas nos fazem transbordar em ações de graças. Podemos expressar à plenos pulmões nossa confiança inabalável na suficiência de Jesus Cristo em nossas vidas.

“Por cuja causa padeço também isto, mas não me envergonho, porque eu sei em quem tenho crido e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele Dia.” - 2 Timóteo 1:12 (Almeida Revista e Corrigida).

Não fomos chamados em Cristo para cumprirmos regras legalistas. Fomos chamados para viver em relacionamento pessoal com Ele. “[...] porque eu sei em quem tenho crido [...].” - v. 12 (Almeida Revista e Corrigida).

Paulo sabia em que tinha crido porque vivia em comunhão com Cristo. Para conhecer é necessário comunhão.

Tanto a mensagem do Evangelho da graça como a vida de Paulo estavam depositadas com segurança nas mãos de Deus. “[...] estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele Dia.” - v. 12 (Almeida Revista e Corrigida).

Que esta mensagem encoraje o seu coração a confiar na providência divina, declarando sempre a soberania de Deus em sua vida com certeza absoluta e inabalável.

Todo o louvor e glória da preservação da salvação pertencem somente a Ele. Jesus Cristo é o único Salvador, nós não podemos salvar a nós mesmos.

Que sois guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para a salvação preparada para revelar-se no último tempo.” - 1 Pedro 1:5 (Almeida Revista e Atualizada).

Nosso Deus soberano é poderoso para nos preservar dos tropeços espirituais, pela Sua graça.

“Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar e apresentar-vos irrepreensíveis, com alegria, perante a sua glória.” - Judas 24 (Almeida Revista e Corrigida).

Nossa segurança não reside na nossa determinação em nos manter fiel, mas na ação soberana de Deus que nos mantém fiel.

A salvação é completa em Cristo. Jesus não veio possibilitar a salvação, Ele veio para salvar. A garantia final da glorificação está na soberania e poder de Deus e não no nosso esforço próprio para nos manter salvos.

Salvação é uma obra completa. Jesus bradou na cruz: - Tetelestai Ele não apenas tornou possível a salvação, mas nos redimiu, conquistou a salvação definitivamente para o Seu povo.

“E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.” - João 19:30 (Almeida Revista e Corrigida).

A dívida foi paga integralmente sem nenhuma necessidade de complementação de obras humanas. Nada ficou para ser feito. Somos justificados não por nossos próprios méritos, mas pela obra 100% realizada por Jesus Cristo.

Jesus não ofereceu uma salvação parcial, na espera de méritos humanos para concluí-la. Ele não está na expectativa de que os homens adicionem suas obras ou decisões no Seu sacrifício na cruz. Seu sacrifício está consumado. Descanse nesta verdade.

Salvação sustentada pela manutenção humana significa desprezar o perfeito sacrifício de Jesus.

Evangelho da Graça não é Cristo mais alguma coisa. Jesus é o Salvador completo, total.

Como um homem caído, em total depravação terá capacidade de ajudar a Deus em resgatar a si mesmo da lamentável situação que se encontra?

Faça uma parceria com um morto, esperando a reação dele, para ver o resultado final.

O crente é mantido e sustentado até o fim por graça.

Se o homem pudesse contribuir com 1% na salvação teria motivos para se gabar. Já compartilhei aqui que toda a glória deve ser dada somente a Deus.

Se o Espírito Santo não manifestar fé e arrependimento no coração, a pessoa é totalmente incapaz de reagir positivamente em favor de si mesma para a salvação.

É o Espírito Santo que capacita o pecador a crer em Jesus Cristo.

Não declare Jesus como apenas um ajudante na salvação. Ele é o único Salvador. Ele não precisa de ajuda de ninguém para salvar.

Deus não apenas inicia a obra de salvação, como também conclui. Tudo começa Nele e termina Nele.

Jesus não morreu numa tentativa de salvar todos os homens, mas morreu salvando eficazmente todos os que o Pai Lhe confiou.

Jesus não deixou a salvação em aberto, na dependência da aceitação humana.

A graça de Deus é irresistível. Ele chama eficazmente, manifestando graça no coração da pessoa, regenerando e capacitando-a para responder de forma voluntária o Evangelho da Graça revelado pelo Seu Espírito.

“26 E vos darei um coração novo e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei o coração de pedra da vossa carne e vos darei um coração de carne.
27 E porei dentro de vós o meu espírito e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis os meus juízos, e os observeis.
31 Então, vos lembrareis dos vossos maus caminhos e dos vossos feitos, que não foram bons; e tereis nojo em vós mesmos das vossas maldades e das vossas abominações.” - Ezequiel 36:26-27, 31 (Almeida Revista e Corrigida).

Não é você quem faz a sua parte crendo e agindo para ser salvo, mas Deus Quem faz tudo, inclusive manifestando fé no seu coração, capacitando-o para que você creia. Salvação é monergista, obra exclusiva de Deus.

Deus salva por graça, não por méritos humanos.

A graça de Deus abate toda a nossa soberba e glória humana. Talentos, dons, inteligência, bens materiais, incluindo a salvação, tudo vêm de Deus. Nada do que temos é mérito próprio.

“Pois quem é que te faz sobressair? E que tens tu que não tenhas recebido? E, se o recebeste, por que te vanglorias, como se o não tiveras recebido?” - 1 Coríntios 4:7(Almeida Revista e Atualizada).

Na Nova Tradução na Linguagem de Hoje diz: “Quem é que fez você superior aos outros? Por acaso não foi Deus quem lhe deu tudo o que você tem? Então por que é que você fica todo orgulhoso como se o que você tem não fosse dado por Deus?” - 1 Coríntios 4:7.

Que motivo temos para nos vangloriar? O verdadeiro cristão manifesta gratidão, humildade, adoração, em total dependência de Deus.

“Porque, com uma única oferta, aperfeiçoou para sempre os que estão sendo santificados.” - Hebreus 10:14 (Nova Almeida Atualizada).

O texto bíblico diz que Ele aperfeiçoou para sempre os que estão sendo santificados. Não diz que Jesus veio barganhar com o homem. Eu faço 50% da obra e você conclui com os outros 50%. O texto bíblico diz que Ele “[...] aperfeiçoou para sempre [...].” - v. 14 (Nova Almeida Atualizada).

Todos os que foram salvos São guardados por Deus até o final.

“Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus.” - Filipenses 1:6 (Almeida Revista e Atualizada).

Antes da fundação do mundo, o Pai decidiu salvar o Seu povo baseado no Seu beneplácito, e não nas futuras obras humanas.

Glória a Deus! A minha fidelidade em permanecer no Caminho depende da fidelidade Dele atuando em mim, e não de mim mesmo.

Não cesso de agradecer a Deus pela salvação monergista, sabendo que me resgatou das trevas sem nenhuma participação meritória de minha parte. Do começo ao fim a salvação é 100% fruto da graça, do decreto e poder soberano de Deus na minha vida.

Não agradeço pelo que fiz ou possa fazer para contribuir na salvação, mas agradeço pela graça, pelo que Jesus já fez, consumando minha redenção, quitando toda a minha dívida de pecados que jamais teria recursos em mim mesmo para pagar.

Saber que fui amado antes da fundação do mundo pelo Pai, segundo o beneplácito de Sua vontade me dá segurança e confiança para enfrentar as tribulações da vida de cabeça erguida.

Muitas vezes penso: - “Por que as pessoas têm dificuldade de aceitar a salvação monergista?”

As pessoas rejeitam o Evangelho da graça porque ele esvazia o ego humano. Desde a queda no Jardim do Éden o homem luta por emancipação, poder de decisão sem interferências. Saber que não pode colaborar com Deus na sua própria salvação é humilhante demais para a natureza humana que quer estar no centro de tudo. O homem quer ter o controle total do seu destino.

Ouço muitas pessoas questionarem: - “Como fica o meu livre arbítrio? Onde fica o meu poder de decisão, se quero aceitar a Cristo ou não? Se Deus faz tudo, por que evangelizar?”

Em Sua sabedoria, o Pai alinhou a Sua soberania com a responsabilidade humana. A pregação da Palavra é o meio para alcançar todos os que Ele conheceu, predestinou, chamou, justificou e glorificou na eternidade passada.

Jesus Cristo veio para nos fazer morrer Nele. Não vivemos mais para nós mesmos, mas para Ele. É morte do nosso “eu”. Vida com Cristo envolve renúncias das nossas supostas vontades e direitos. Abandono da soberba, avareza, inveja, ira, visando a glória de Deus em nossa vida.

Se esta Palavra desceu ao seu coração, ore juntamente comigo.

 Oração:  Deus, Pai, Soberano. Obrigado por ter nos escolhido antes da fundação do mundo para a salvação, para vivermos em santificação.
Obrigado porque o Teu Espírito abriu o nosso coração para receber e acolher a Tua Palavra.
Obrigado pelo chamado eficaz através do poder do Espírito Santo que nos capacita a responder o Evangelho a nós pregado.
Obrigado pela experiência do novo nascimento, a regeneração, nos dando um novo coração.
Obrigado por ter gerado em nós fé e arrependimento, manifestando em nós o fruto da regeneração.
Obrigado pela justificação, nos declarando justos com base na Justiça de Cristo e não na nossa própria justiça.
Obrigado pela adoção, nos tornando filhos.
Obrigado pelo processo contínuo de santificação, tornando-nos cada vez mais parecidos com Jesus. Sabemos que descansamos na certeza de que começaste a boa obra em nós e completá-la-á até ao Dia de Cristo Jesus.
Obrigado pela garantia de que nos fará perseverar até ao fim. Sabemos que estamos guardados e protegidos em Ti.
Obrigado pela certeza da glorificação, quando ficaremos livres da presença do pecado com um corpo ressurreto.
Oramos focados na Tua soberania, sabendo que desde o pré-conhecimento até a glorificação é sequência decretiva de uma obra soberana e inquebrável, exclusivamente Tua, para a Tua glória. Tudo começa e termina em Ti. A eleição, chamado (vocação), novo nascimento, regeneração, conversão, justificação, perseverança e glorificação vêm de Ti.
Conhecer, predestinar, chamar, justificar e glorificar é obra Tua, óh Pai. Em nome de Jesus te agradecemos.
Amém!

Continua ...

Josnei Borges dos Santos
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