Se o Senhor não edificar o casamento, em vão trabalham os que o edificam



Obs: Todos os sublinhados, grifos em negrito nos textos bíblicos são meus.

Por: Josnei Borges dos Santos

Texto base: Salmos 127:1-5.

“1 Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela.
2 Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão que penosamente granjeastes; aos seus amados ele o dá enquanto dormem.
3 Herança do Senhor são os filhos; o fruto do ventre, seu galardão.
4 Como flechas na mão do guerreiro, assim os filhos da mocidade.
5 Feliz o homem que enche deles a sua aljava; não será envergonhado, quando pleitear com os inimigos à porta.” - Salmos 127:1-5 (Almeida Revista e Atualizada).

 1. Toda a construção humana é frágil, impotente:  “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam...” - v. 1.

O Espírito de Deus expõe a crise da autossuficiência.

A palavra casa significa família.

É Deus quem edifica a família. Se o seu casamento está em ruinas a pergunta é:

Quem está edificando o seu casamento? Você ou o Senhor Jesus?

Perceba que o Espírito de Deus não está sugerindo que você deixe de edificar e lutar pelo seu casamento. “...em vão trabalham os que a edificam...” - v. 1.

Somos cooperadores com Jesus na edificação da nossa família. Nós devemos ser diligentes e perseverantes em tudo o que fazemos. O problema é sermos ansiosos e tentarmos edificar tudo sozinhos, sem o Senhor. Ele deve ser reconhecido em todas as coisas que fazemos.

A pergunta é: Jesus é o arquiteto do seu casamento?

Sua família está estruturada pela Presença de Deus?

Pelo excesso de confiança em si mesmas, muitas pessoas pensam que podem edificar a casa sem a Presença de Deus em suas vidas.

Todo o esforço humano para salvar o casamento em crise sem a direção e o poder do Senhor Jesus Cristo é inútil. Toda a construção sem Deus é vã por causa da fraqueza humana.

Todo casamento em crise necessita urgentemente da edificação divina. Se o Senhor não edificar o trabalho dos construtores é inútil todo o empenho e trabalho.

Se o Senhor Jesus não for o centro da sua vida é inútil todo o comprometimento para restaurar e manter a união conjugal.

Todos nós precisamos reconhecer nossa total incapacidade de manter o casamento saudável e feliz pelos nossos próprios esforços e vontade.

Muitas pessoas tentam manter o casamento se esforçando, laborando inutilmente. Precisamos entender que o casamento não é sustentado apenas em sentimentos, suporte financeiro ou compatibilidade.

O casamento é criado e sustentado por Deus. Tudo começa Nele e termina Nele.

 2. O verdadeiro fundamento é Jesus Cristo:  Muitas pessoas pensam que podem sustentar o casamento ignorando a Palavra de Deus.

“Porque ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo.” - 1 Coríntios 3:11 (Almeida Revista e Corrigida).

A Palavra de Deus adverte que todos os esforços humanos estão contaminados pela natureza pecaminosa herdada de Adão. Somos incapazes de construir alguma coisa duradoura por nós mesmos.

Tentar manter um casamento estável e feliz sem a orientação da Palavra de Deus é a mesma coisa que construir uma casa sem alicerce.

# Os dois alicerces
24 Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudenteque edificou a sua casa sobre a rocha.
25 E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha.
26 E aquele que ouve estas minhas palavras e as não cumpre, compará-lo-ei ao homem insensatoque edificou a sua casa sobre a areia.
27 E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casae caiue foi grande a sua queda.” - Mateus 7:24-27 (Almeida Revista e Corrigida).

Deus instituiu o casamento e estabeleceu regras para que a união matrimonial permaneça de pé diante das tempestades da vida.

Casamento em crise precisa da operação e poder da Palavra de Deus. Casamentos estão desmoronando por falta de alicerce. Por isso você não pode depender apenas da sua sabedoria e determinação em vencer. Todas as soluções artificiais e força de vontade é labor inútil.

A construção é frágil se Jesus não for o fundamento e construtor. Será levada facilmente pelas chuvas, enxurradas e ventos.

O casamento edificado por Jesus Cristo suporta tempestades, correntezas dos rios, vendavais, hostilidades, crises financeiras e circunstâncias adversas.

O fundamento de Deus é consistente, determinante e sustentável. Mesmo diante das mais severas adversidades da vida o casamento permanece firme e inabalável.

Seu casamento está construído na rocha da Palavra de Deus ou na areia da sua autossuficiência, justiça e esforços?

O que você está priorizando? Sua própria felicidade ou o Senhor Jesus?

Ouço muitas pessoas dizerem: - “Eu mereço ser feliz.”

Se sua pretensa felicidade fere os princípios da Palavra de Deus caia fora sem pestanejar.

Jamais coloque seu bem estar no lugar do Senhor Jesus. Isso significa edificar casa na areia.

 3. Se o Senhor não guardar:  “... se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela.” - v. 1.

De nada adianta muros altos, portas resistentes, ferrolhos, trancas e sistemas de alarme sofisticado sem a Presença do Senhor Jesus Cristo.

O Senhor denuncia a inutilidade da ansiedade e do esforço próprio.

Você não precisa do Senhor Jesus apenas para realizar a cerimônia de casamento, onde a maioria não cumpre os votos diante de Deus e de várias testemunhas. Você necessita do Senhor para a manutenção do seu casamento.

O casal precisa da Presença diária do Espírito Santo, santificando e moldando o caráter conforme a Vontade do Pai.

Pare de tentar consertar o seu casamento através seu próprio esforço, sucesso profissional, argumentos, estratégias, discussões exaustivas... Tudo isso são apenas obras das suas próprias mãos. Isso vai te deixar ainda mais frustrado, exausto e inquieto.

Permaneça orando e descansando no Senhor.

Entregue todos os seus projetos, a sua satisfação pessoal e resultado final ao Senhor e confie Nele.

• Pare de tentar manipular os resultados.
• Pare de tentar edificar a casa com tijolos do egoísmo, pois todo o seu esforço é vão.
• Pare de tentar controlar o seu cônjuge.

Abandone agora mesmo a autoconfiança e descanse na providência divina.

 4. levantar de madrugada:  “Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde...” - v. 2.

Significa que todo o esforço humano sem a graça de Deus é inútil, sem nenhum proveito.

Muitos casamentos estão em crise porque os cônjuges procuram solucionar todos os problemas sozinhos, independente de Deus.

Deus não beneficia a preguiça, contudo aprova o homem diligente no trabalho.

Deus reprova o vício pelo trabalho, a obsessão cega pelo dinheiro e pelo bem estar. O dinheiro é patrão e não servo na vida de muitas pessoas. Demasiada preocupação pelas coisas terrenas é pecaminosa e inútil.

“O fim deles é a perdição, o deus deles é o ventre, e a glória deles é para confusão deles mesmos, que só pensam nas coisas terrenas.” - Filipenses 3:19 (Almeida Revista e Corrigida).

Ninguém consegue paz através dos próprios esforços. Se submeta ao senhorio de Jesus Cristo. Reconheça a soberania de Deus em sua vida!

 5. Comer o pão de dores:  Não pense que a solução para a crise do seu casamento está em trabalhar demasiadamente num esforço frenético. Conforto pode até trazer sensação de bem estar, mas não pode garantir segurança e felicidade para sempre.

“... comer o pão que penosamente granjeastes...” - v. 2.

Conheço muitas pessoas que vivem estafadas, na correria o tempo todo. Pare de querer carregar todo o peso dos seus problemas nas costas.

Muitos casamentos estão em crise por excesso de esforços. Quando sobra esforço, falta humildade e dependência de Deus.

Lembre-se: a estabilidade do seu casamento não depende da sua correria e agitação.

Quanto mais você se debate tentando resolver a situação mais esgotado e desanimado fica. Muitas pessoas estão estafadas vendo seu casamento desmoronar apesar de todos os seus empenhos, lutas e dedicação.

O Senhor Jesus te convida a descansar Nele.

“28 Vinde a mimtodos os que estais cansados e oprimidose eu vos aliviarei.
29 Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para a vossa alma.
30 Porque o meu jugo é suavee o meu fardo é leve.” - Mateus 11:28-30 (Almeida Revista e Corrigida).

Descanse no Senhor e confie Nele. Isso será refrigério para a sua alma.

O Espírito Santo está te demitindo do canteiro de obras. Você deve ser substituído com urgência. Seu casamento necessita urgentemente do verdadeiro construtor que é o Senhor Jesus Cristo.

 6. Quem descansa na providência divina experimenta o Verdadeiro descanso (Cristo):  “...aos seus amados ele o dá enquanto dormem.” - v. 2.

O texto não está dizendo que você deve deixar de orar e batalhar pela sua família.

Toda a ansiedade para consertar o casamento é inútil. Descanse no Senhor e confie que Ele é poderoso para restaurar as coisas que quebraram.

Esse dormir não significa preguiça ou letargia, mas confiança na soberania e providência de Deus. Enquanto dormimos o Senhor está cuidando, suprindo cada uma das nossas necessidades.

Deus condena a preguiça e também combate toda a inquietação e autossuficiência humana.

Lembre-se de que você é impotente para consertar o relacionamento com seu cônjuge. Só a graça de Deus pode restaurar um casamento em ruínas.

Muitos casais em crise de casamento não conseguem dormir. Muitos lares se tornaram ambiente de tensão e desassossego. Onde deveria ser um ambiente de descanso e paz, se torna um lugar de desarmonia e discórdia.

Todo casamento exige esforço dos cônjuges, porém o Senhor adverte sobre o risco em confiar na própria capacidade e inteligência humana. Entregue agora mesmo o controle do seu casamento ao Senhor Jesus.

Descanse na providência de Deus.

Descansar no Senhor significa abrir mão do nosso eu, dependendo inteiramente da Graça de Deus.

 7. Filhos são dádivas de Deus:  “Herança do Senhor são os filhos; o fruto do ventre, seu galardão...” - v. 3.

Filhos não são fardos pesados, mas frutos do relacionamento. São presentes, herança, aliança, recompensa (galardão) e propriedade de Deus.

“A metáfora das flechas na mão do guerreiro enseja-nos três lições: o guerreiro carrega as suas flechas, aponta suas flechas e lança-as no alvo certo. Assim, os pais carregam os filhos, preparam os filhos para a vida e criam os filhos para a glória de Deus.” (1)

Um lar edificado pelo Senhor é um ambiente de benção e proteção independentemente das circunstâncias. O lar se transforma em escudo, uma muralha.

 8. Flechas na mão do guerreiro:  “Como flechas na mão do guerreiro, assim os filhos da mocidade.” - v. 4.

Filhos não são nossa propriedade. Nossos filhos não são criados para nós, mas para Deus.

• Casamento significa o arco;
• Flechas significa os filhos.

Se o arco (casamento) está danificado, as flechas (filhos) sairão sem força e sem direção.

Quem mais sofre com os casamentos em conflito são os filhos. Quando o casamento está em crise, tudo em volta se torna um fardo e na maioria das vezes os filhos são negligenciados.

Muitos cônjuges usam filhos como escudos para se protegerem quando o casamento está desmoronando ou acabando.

Muitos chegam ao cúmulo de usar os filhos como propriedade ou moedas de troca.

 9. Pais que tem muitos filhos piedosos, criados no temor do Senhor são felizes:  “Feliz o homem que enche deles a sua aljava...” - v. 5.

Quem tem maior número de filhos enfrenta maiores provações, porém compensa a recompensa. Mas nem sempre quem tem maior número de filhos é mais feliz do que aquele que tem muitos ou nenhum filho.

Concordo com o comentário de Charles Haddon Spurgeon que diz:

“Quando os filhos e filhas são flechas, é bom ter uma aljava cheia deles; mas se são apenas gravetos, nodosos e inúteis, quanto menos, melhor. Embora sejam bem-aventurados aqueles cuja aljava está cheia, não há razão para duvidar de que muitos que não têm aljava também sejam bem-aventurados; pois uma vida tranquila pode não necessitar de uma arma tão hostil. Além disto, uma aljava pode ser pequena e ainda estar cheia; e então a bênção é obtida. De qualquer forma, nós podemos ter certeza de que a vida de um homem não consiste na abundância de filhos que ele possui.” (2)

Os filhos que nascem nos dias da mocidade, criados na disciplina e na admoestação do Senhor se tornam arrimo e consolação para os dias da velhice.

 10. Flechas protegem, defendem os pais.  "Feliz o homem que enche deles a sua aljava; não será envergonhado, quando pleitear com os inimigos à porta.” - v. 5.

Hernandes Dias Lopes comenta sobre a proteção dos filhos tanto na defesa contra os inimigos como no trabalho.

“Uma família com muitos filhos tinha não só maior capacidade de trabalho, mas também de defesa, no caso de um ataque súbito de um inimigo. Uma aljava cheia ajudaria a defender a família quando diante de um ataque.” (3)

Hernandes Dias Lopes cita Purkiser comentando que uma aljava cheia ajudaria a defender a família diante do ataque do inimigo.

“Purkiser diz que a expressão “não será envergonhado, quando pleitear com os inimigos à porta” indica uma defesa de acusações falsas no tribunal, visto que a porta da cidade era o lugar onde os anciãos se reuniam para julgar as disputas, ou pode significar, também, defender a cidade contra inimigos que estão atacando, visto que os ataques normalmente ocorriam diante da porta de entrada da cidade.” (LOPES, Hernandes Dias. 2022. apud PURKISIER, W. T., 2015, p. 308.) (4)

Os lares cristãos devem ser um ambiente de discipulado, aprendizado. A flecha precisa ser trabalhada, polida pelo guerreiro. Uma família edificada por Deus é uma porta fechada e blindada contra todos os dardos do maligno. “Como flechas na mão do guerreiro, assim os filhos da mocidade.” - v.4.

Presença de Deus no casamento é uma fortaleza blindada contra todos os ataques do maligno.

Deus tem propósitos definidos para os filhos. Por isso devemos educar os nossos filhos no temor do Senhor.

O guerreiro vive em paz no meio das mais ferrenhas batalhas. “Feliz o homem...” - v. 5. A verdadeira felicidade não está fundamentada na ausência de conflitos, mas da Presença de Jesus Cristo em meio aos conflitos.

Um lar edificado pelo Senhor Jesus é uma cidadela fortificada e não um campo de batalhas internas, com brigas, acusações e agressões.

 11. Flechas sem direção:  lares desestruturados afetam o alvo das flechas.

Casamentos em crise lançam ao mundo flechas (filhos) errantes, que só irão trazer problemas para a sociedade.

 12. Não será envergonhado:  O casamento edificado pelo Senhor é blindado, conservado pelo poder do Espírito Santo e não é envergonhado.

“... não será envergonhado, quando pleitear com os inimigos à porta.” - v. 5.

 13. Casamento para a glória de Deus.  Lembre-se que o casamento não é para sua realização e felicidade pessoal. O casamento deve redundar para a glória de Deus.

Deus é glorificado no seu relacionamento familiar com cônjuge e filhos?

 Aplicação Se o seu casamento está em crise, se humilhe diante de Deus e reconheça a Sua soberania na sua vida.

Lembre-se que uma carreira profissional bem sucedida, dinheiro, status, ostentação e vaidade não sustentam casamento. Tentar edificar um lar sem a Presença de Jesus Cristo é uma tarefa estressante e inútil. Abandone imediatamente as suas obras cheias de ansiedades, medos e frustrações e entregue os seus projetos ao verdadeiro construtor, que é Jesus Cristo.

Arrependa-se da sua autossuficiência. Reconheça que toda a suficiência está em Cristo.

A verdadeira sabedoria não é o conhecimento intelectual armazenado na mente, mas o que se manifesta em obras cotidianas. O próprio Salomão que escreveu este salmo não viveu no final de sua vida o que ele mesmo tinha escrito. Ele falhou em edificar o seu próprio lar.

Reconheça sua própria fragilidade e inutilidade diante de Deus. Pare de confiar na sua própria justiça para salvar o seu casamento.

“Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiçascomo trapo da imundícia...” - Isaías 64:6 (Almeida Revista e Corrigida).

Descanse na soberania de Deus. Pare de lutar, de se debater, de comer o pão de dores! Confie em Deus e não nos seus próprios recursos.

Jesus Cristo é o verdadeiro descanso, arquiteto e edificador da família.

Não existe fórmula mágica para restauração de casamento. O Espírito Santo te chama ao arrependimento e submissão à Palavra de Deus.

Quando o casamento está em crise a tende ncia humana é se esforçar mais e mais para resolver a situação. Porém a crise piora ainda mais com discussões acaloradas, tons de vozes mais elevados, acusações e palavras que não devem ser proferidas.

Diante das adversidades é natural da natureza humana a agir como se tudo dependesse do esforço e justiça própria, mas tudo isso é vão.

Pare de tentar resolver os problemas na força do braço, independente de Deus. Seu casamento em crise não depende da sua capacidade humana para restaurá-lo.

Substitua as ansiedades e lamentações pela oração e submissão a Deus. Coloque Jesus Cristo no centro de tudo.

Não pense que você conseguirá salvar o seu casamento se esforçando para mudar o seu comportamento.

Jamais coloque o seu cônjuge ou os filhos em primeiro lugar.

Que o Senhor Jesus esteja sempre em primeiro lugar em todas as suas motivações. Que Ele seja o construtor da sua casa e não apenas um visitante.

Antes de concluir o sermão deixo uma advertência com todo o amor e respeito para as pessoas que reduzem a vida espiritual em pedidos de oração.

Como igreja devemos orar uns pelos outros, mas infelizmente muitos crentes não cultivam o hábito da oração; da leitura, meditação e aplicação da Palavra de Deus em suas vidas diárias.

• Só querem uma porta aberta de emprego,
• Só querem que Deus abençoe os seus interesses,
• Só querem que Deus restaure os seus casamentos,
• Só querem que Deus os cure de enfermidades,
• Só querem oração por prosperidade financeira,
• Só querem conforto pessoal, mas não renunciam o pecado,
• Só querem os benefícios pessoais, mas rejeitam a santificação em Cristo,
• Só querem uma solução rápida, mas rejeitam a passar um tempo com o Senhor em oração.
• Só querem que Deus mude as circunstâncias adversas sem nenhuma intenção de mudança de vida,
• Só querem oração, mas não desejam Jesus reinando em suas vidas,
• Só querem as bênçãos que estão em Cristo, mas não querem Jesus como Salvador e Senhor de suas vidas.
• Só querem as bênçãos do Senhor, mas não querem o Senhor das bênçãos.

Muitos crentes só vivem pedindo oração numa fé superficial, sem submissão ao Senhorio de Jesus Cristo. Vivem num exercício de auto interesse, apenas buscando benefícios pessoais e alívio dos seus sofrimentos.

Pedem oração com motivações equivocadas, em desespero quando as crises chegam.

• Muitos o chamam de Senhor, Senhor, só nas horas difíceis,
• Muitos o chamam de Senhor, Senhor, mas não Lhe obedecem.

Deus rejeita a oração “fast food”. Jesus não é garçom. Pare de tentar controlar Deus. Ele é soberano!

Não trate Deus como um serviçal provedor.

Ore diretamente a Deus. Não basta pedir oração para que Deus mude as circunstâncias. Ore para que Deus mude o seu coração. Para que Ele reine sobre a sua vida. É necessário que vivamos em total submissão ao senhorio de Cristo.

Não espere as tempestades, correntezas dos rios, vendavais, hostilidades, crises financeiras e circunstâncias adversas colidirem contra a sua casa para reconhecer o senhorio de Jesus Cristo na sua vida.

Oração sem conversão de coração é inútil diante de Deus. Apenas pedir oração para o pastor ou irmãos da igreja sem reconhecer o Senhorio de Jesus Cristo é um exercício vão e ineficaz. Pedis e não recebeisporque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites.” - Tiago 4:3 (Almeida Revista e Corrigida).

Dificilmente ouvimos alguém pedir oração para que o Espírito de Deus o capacite a viver em obediência à Vontade de Deus.

Pedir oração sem intenção de mudança de vida é incoerente. Examine seu coração sob a direção do Espírito Santo.

“Porque, se nós nos julgássemos a nós mesmosnão seríamos julgados.” - 1 Coríntios 11:31 (Almeida Revista e Corrigida).

Confessai as vossas culpas uns aos outros e orai uns pelos outrospara que sareis; a oração feita por um justo pode muito em seus efeitos.” - Tiago 5:16 (Almeida Revista e Corrigida).

O principal foco da oração é a glória de Deus. Dificilmente ouvimos alguém pedir oração para que o Espírito de Deus o capacite a viver em obediência à Vontade de Deus.

Se você se identificou com esta mensagem, ore juntamente comigo, clamando a Deus, para que Ele transforme o seu próprio coração:

 Oração Senhor Jesus, confesso que tenho tentado edificar o meu casamento sozinho, pelas minhas próprias forças e capacidade. Tenho procurado gerenciar a minha própria vida. Tenho agido como construtor autônomo tentando consertar o meu casamento no muque, a minha própria maneira. Mas reconheço que minha capacidade humana é fraca e limitada. Reconheço que sem Ti nada posso fazer. Sem a Tua presença todo o meu trabalho e esforço são inúteis. Reconheço que a Tua graça é suficiente para restaurar o meu casamento. Reconheço que a verdadeira estabilidade conjugal não depende de mim, mas de Jesus que edifica todas as coisas.

Clamo pela tua intervenção soberana na minha vida e no meu casamento. Peço perdão pelo meu egoísmo, colocando os meus desejos acima da Tua Vontade. Cura as feridas, dissolvendo todas as amarras da amargura e ressentimentos. Te louvo porque estás no controle de todas as coisas. Em nome de Jesus Cristo eu te agradeço.

Amém!

Josnei Borges dos Santos

~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~

Referências bibliográficas:

(1) LOPES, Hernandes Dias. Salmos, 73-150, O livro das canções e orações do povo de Deus. vol. 2. 1. ed. São Paulo: Hagnos. 2022. p. 1380.

(2) SPURGEON, Charles. Os Tesouros de Davi, volume 3. 1. ed. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus. 2017. p. 677-678.

(3) LOPES, Hernandes Dias. Salmos, 73-150, O livro das canções e orações do povo de Deus. vol. 2. 1. ed. São Paulo: Hagnos. 2022. p. 1380.

(4) LOPES, Hernandes Dias. Salmos, 73-150, O livro das canções e orações do povo de Deus. vol. 2. 1. ed. São Paulo: Hagnos. 2022. p. 1380. apud PURKISIER, W. T. “O livro de Salmos”. In: Comentário Bíblico Beacon, vol. 3. Rio de Janeiro: CPAD, 2015, p. 308.
Postar um comentário (0)
Postagem Anterior Próxima Postagem