Religião verdadeira, pura e imaculada vs. Religião falsa, infrutífera e inaceitável por Deus - Oitava Parte: Você ouve ou escuta a Palavra de Deus?

Obs: Todos os sublinhados, grifos em negrito nos textos bíblicos são meus.

Por: Josnei Borges dos Santos

Texto base: Tiago 1:19-27.

“19 Sabeis isto, meus amados irmãos; mas todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar.
20 Porque a ira do homem não opera a justiça de Deus.
21 Pelo que, rejeitando toda imundícia e acúmulo de malícia, recebei com mansidão a palavra em vós enxertada, a qual pode salvar a vossa alma.
22 E sede cumpridores da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos.
23 Porque, se alguém é ouvinte da palavra e não cumpridor, é semelhante ao varão que contempla ao espelho o seu rosto natural;
24 porque se contempla a si mesmo, e foi-se, e logo se esqueceu de como era.
25 Aquele, porém, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecido, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventurado no seu feito.
26 Se alguém entre vós cuida ser religioso e não refreia a sua língua, antes, engana o seu coração, a religião desse é vã.
27 A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e guardar-se da corrupção do mundo.” - Tiago 1:19-27 (Almeida Revista e Corrigida).

 Você ouve ou escuta a Palavra de Deus? 

[...] mas todo o homem seja pronto para ouvir, [...].” - v.19.

Olhando para o passado, Salomão começou a refletir sobre si mesmo. Ele desperdiçou a vida na sua juventude com vaidades e loucuras, numa fantasiosa busca da felicidade. Depois de uma longa reflexão começou a escrever uma palavra de advertência sobre os dias de trevas e desafios que a vida nos reserva.

“Porém, se o homem viver muitos anos, e em todos eles se alegrar, também se deve lembrar dos dias das trevas, porque hão de ser muitos. Tudo quanto sucede é vaidade.” - Eclesiastes 11:8 (Almeida Corrigida Fiel).

“Alguns dizem que a vida é como uma escola, com a diferença de que, às vezes, só ficamos sabendo qual é a lição depois que somos reprovados nos exames. Deus nos ensina, principalmente por meio de sua Palavra, mas também o faz pela criação e pelas diversas experiências da vida.” (1)

Os maus dias de fraqueza, enfermidades, enfraquecimentos e velhice são processos naturais da vida, alcançando pobres e ricos, jovens e idosos, cristãos e não cristãos.

“1 Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais dirás: Não tenho neles prazer;
2 antes que se escureçam o sol, a lua e as estrelas do esplendor da tua vida, e tornem a vir as nuvens depois do aguaceiro;
3 no dia em que tremerem os guardas da casa, os teus braços, e se curvarem os homens outrora fortes, as tuas pernas, e cessarem os teus moedores da boca, por já serem poucos, e se escurecerem os teus olhos nas janelas;
4 e os teus lábios, quais portas da rua, se fecharem; no dia em que não puderes falar em alta voz, te levantares à voz das aves, e todas as harmonias, filhas da música, te diminuírem;
5 como também quando temeres o que é alto, e te espantares no caminho, e te embranqueceres, como floresce a amendoeira, e o gafanhoto te for um peso, e te perecer o apetite; porque vais à casa eterna, e os pranteadores andem rodeando pela praça;
6 antes que se rompa o fio de prata, e se despedace o copo de ouro, e se quebre o cântaro junto à fonte, e se desfaça a roda junto ao poço,
7 e o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu.
8 Vaidade de vaidade, diz o Pregador, tudo é vaidade.” - Eclesiastes 12:1-8 (Nova Almeida Atualizada).

Somente em Cristo o jovem pode deleitar-se da vida, desfrutando da verdadeira paz e alegria. Deve gastar todo o seu potencial físico e mental em comunhão com o Senhor. O jovem deve crescer na graça e conhecimento do Senhor, para que suas escolhas lhe garantam um futuro promissor.

A maior necessidade do ser humano é conhecer a Deus para que possa viver em íntima comunhão com Ele.

Todos nós devemos viver de forma consciente, enfrentando os desafios da vida com sabedoria do alto, honrando, servindo e buscando a Vontade de Deus em todas as circunstâncias da vida. Todos devemos aproveitar o tempo e as oportunidades presentes para nos preparar para as dificuldades futuras.

Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais dirás: Não tenho neles prazer.” - v. 1.

Precisamos estar cheios do Espírito Santo, revestidos das armaduras de Deus para resistirmos as pressões que somos submetidos neste mundo. Somente em Cristo podemos viver a cada dia glorificando a Deus.

“Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes.” - Efésios 6:13 (Almeida Revista e Corrigida).

Warren W. Wiersbe em seu comentário, descreve as dificuldades do idoso, citadas e detalhadas por Salomão.

    “Os versículos 3 a 7 oferecem uma das descrições mais imaginativas da velhice e da morte em toda a literatura. Os estudiosos não apresentam um consenso quanto aos detalhes, mas a maioria deles considera essa passagem um retrato de uma casa caindo aos pedaços e que, por fim, se transforma em pó. A habitação é uma das metáforas bíblicas para o corpo humano (Jó 4:19; 2 Co 5:1,2 [tabernáculo]; 2 Pe 1:13 [tabernáculo]), e derrubar uma casa ou tenda é um retrato da morte. O significado pode ser:

Os guardas da casa - nossos braços e mãos
ficam trêmulos.
Homens fortes - nossas pernas, joelhos e ombros enfraquecem e andamos encurvados.
Moedores - perdemos os dentes.
Janelas - a visão começa a se deteriorar.
Portas - a audição começa a falhar ou fechamos a boca pois perdemos os dentes.
Levantar - despertamos logo cedo, com o canto dos pássaros, desejosos de dormir um pouco mais.
Música - nossa voz começa a tremer e enfraquecer.
Medo - sentimos pavor de alturas e medo de cair quando andamos na rua.
Amendoeira - se ainda restam cabelos, ficam brancos como as flores da amendoeira.
Gafanhoto - arrastamo-nos de um lado para outro, como gafanhotos no final do verão.
Apetite - perdemos o apetite ou, talvez, o desejo sexual.
Casa eterna - vamos para o lar eterno e as pessoas choram por nossa morte.” (2)

Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, [...].” - v. 1. Não basta apenas lembrar, mas priorizar o reino de Deus em nossas vidas.

“Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas.” - Mateus 6:33 (Almeida Revista e Corrigida).

• Não basta apenas acreditar que existe um só Deus Todo Poderoso. Precisamos ouvir, escutar, e obedecer a Sua Palavra.
• Não basta lembrar de Deus apenas mentalmente. Precisamos colocar a Palavra que ouvimos em prática.

O tempo passa mais rápido que uma lançadeira e a velhice chega.

Meus dias passam mais depressa que a lançadeira do tecelão, e chegam ao fim do mesmo jeito que começaram: sem esperança.” - Jó 7:6 (Bíblia King James Atualizada).

A vida humana é comparada a uma casa em estado de degradação. Habitamos em casas de barro, retratando nossa aproximação da morte. O ser humano é frágil e insuficiente em si mesmo para agradar a Deus.

“17 ‘Pode um mortal ser justo diante de Deus? Pode alguém ser puro diante do seu Criador?
18 Eis que Deus não confia nos seus servos e aos seus anjos atribui imperfeições;
19 quanto mais àqueles que habitam em casas de barro, cujo fundamento está no pó, e que são esmagados como a traça!
20 Nascem de manhã e à tarde são destruídos; perecem para sempre, sem que ninguém se importe com isso.
21 Se o fio da vida lhes é cortado, morrem e não alcançam a sabedoria.’” - Jó 4:17-21 (Nova Almeida Atualizada).

Como conhecedor e fabricante de tendas, o apóstolo Paulo se utilizou de uma figura de linguagem para descrever o frágil corpo do ser humano. Ele comparou nosso corpo físico que fraqueja, enferma e perece com uma barraca ou uma tenda que são armadas para uma estadia temporária de um turista ou viajante.

A tenda que pode ser desmontada a qualquer momento.

“1 Porque sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus.
2 E, por isso, também gememos, desejando ser revestidos da nossa habitação, que é do céu;
3 se, todavia, estando vestidos, não formos achados nus.
4 Porque também nós, os que estamos neste tabernáculo, gememos carregados, não porque queremos ser despidos, mas revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida.” - 2 Coríntios 5:1-4 (Almeida Revista e Corrigida).

Também no sentido figurado Paulo fala de um edifício celestial, permanente, eterno, que não pode ser abalado. [...] temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus.” - v. 1.

• Tenda simboliza insegurança;
• Edifício significa segurança;
• Tenda é armada para uma morada transitória, temporária para o peregrino;
• O edifício celestial é uma residência segura e eterna.

“Não somos um corpo que tem um espírito, mas um espírito que habita num corpo. A morte não pode matar a personalidade humana. A tenda, que é o corpo físico, é apenas um lugar de habitação, e não o homem essencial. Agora, caminhamos pelo deserto numa tenda provisória, mas há um templo permanente preparado para a alma, onde haverá estabilidade, poder e beleza.” (3)

“Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça.” - 2 Pedro 3:13 (Almeida Revista e Corrigida).

Nossa existência neste mundo é muito frágil. Pode se romper a qualquer momento. “Vaidade de vaidade, diz o Pregador, tudo é vaidade.” - v. 8. A vida sem Cristo é fútil, sem sentido.

Devemos sempre considerar que a nossa vida é transitória e frágil. É apenas um fiozinho controlado pelo Todo Poderoso, interligando o nascimento à morte.

“Minha vida está sempre por um fio, mas não me esquecerei de tua lei.” - Salmos 119:109 (Nova Versão Transformadora).

• Num dia a pessoa pode estar sonhando com muitos projetos, noutro pode acordar com uma doença incurável que o levará fulminantemente à morte;
• Num dia pode estar arrotando grandeza, noutro pode acordar numa cama, totalmente dependente de outras pessoas.
• Num dia pode estar ostentando fortunas, noutro pode estar falido.
• Num dia pode estar amargando escassez, noutro pode estar desfrutando paz, alegria e abundância.
• Não sabemos ao certo o que o futuro nos reserva.
• Somente em Deus podemos lidar com as incertezas da vida.

A cada dia de vida morremos um pouco. Nossa vida está apenas por um fio, como neblina que aparece e logo desaparece.
Muitas pessoas vivem como se Deus não existisse, fazendo planos sem incluí-Lo nos seus projetos. Em suas fantasias mentais imaginam que detêm absoluto controle do futuro, pensando que suas realizações pessoais e profissionais dependem apenas dos seus esforços

“13 Eia, agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã, iremos a tal cidade, e lá passaremos um ano, e contrataremos, e ganharemos.
14 Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco e depois se desvanece.
15 Em lugar do que devíeis dizer: Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo.
16 Mas, agora, vos gloriais em vossas presunções; toda glória tal como esta é maligna.” - Tiago 4:13-16 (Almeida Revista e Corrigida).

Muitas pessoas arrogantes pensam que podem desconsiderar Deus, mas não podem ignorar a eternidade de suas almas sem Ele. Homens finitos pensam que podem administrar o futuro, contudo, não levam em conta que Deus é eterno.

Lembre-se sempre de que a vida é breve, por isso não podemos desperdiçá-la. Devemos escutar a Palavra de Deus e colocá-la em prática em nossas vidas diárias.

Continua ...

Josnei Borges dos Santos

Referências bibliográficas:

(1) WIERSBE, Warren W. Comentário Bíblico Expositivo: Antigo Testamento: volume III, Poéticos. 1. ed. Santo André: Geográfica editora. 2006. p. 510.

(2) WIERSBE, Warren W. Comentário Bíblico Expositivo: Antigo Testamento: volume III, Poéticos. 1. ed. Santo André: Geográfica editora. 2006. p. 509.

(3) LOPES, Hernandes Dias. 2 Coríntios: o triunfo de um homem de Deus diante das dificuldades. 1. ed. 10. reimpressão. São Paulo: Hagnos. 2024. p. 116.
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