
Obs: Todos os sublinhados, grifos em negrito nos textos bíblicos são meus.
Por: Josnei Borges dos SantosTexto base: Romanos 3:25-26“25 Deus o ofereceu como sacrifício para propiciação por meio da fé, pelo seu sangue, proclamando a evidência da sua justiça. Por sua misericórdia, havia deixado impunes os pecados anteriormente cometidos;26 mas, no presente, demonstrou a sua justiça, a fim de ser justo e justificador daquele que deposita toda a sua fé em Jesus.” - Romanos 3:25-26 (Bíblia King James Atualizada).
A morte de Cristo visa primariamente a glória de Deus. A satisfação da justiça de Deus foi concretizada no sacrifício consumado de Jesus Cristo.
I. Jesus morreu por Deus e pelo homem (Suas ovelhas)
1. A morte de Cristo estava focada em Deus:
Jesus não morreu apenas pelo homem, mas pelo próprio Deus. O perfeito sacrifício de Jesus vindica, satisfaz e glorifica a santa e justa justiça de Deus.
O pecado ofende a santidade do Todo Poderoso. Por isso exige uma reparação infinita. Jesus morreu em defesa da glória, santidade e justiça do Pai Celestial.
Foi o próprio Deus Quem providenciou o sacrifício perfeito em Jesus Cristo para a Sua própria glória. O Seu nome foi exaltado na cruz.
2. A morte de Cristo estava focada no homem (Suas ovelhas):
Jesus foi enviado pelo Pai como o Último Adão para que através de Sua perfeita obediência pagasse a dívida de desobediência do primeiro Adão perante a Lei.
Jesus morreu para satisfazer a ira de Deus contra os pecados daqueles que Lhe foram entregues pelo Pai.
O perfeito sacrifício substitutivo de Jesus pagou plenamente a dívida de pecado perante a lei, aplacando definitivamente a ira do Pai que estava sobre cada um daqueles que Jesus recebeu na eternidade passada.
3. Aliança da Redenção:
A teologia reformada ensina que antes da fundação do mundo houve um pacto (acordo) intratrinitário entre o Pai, Filho e Espírito Santo.
3.1. Acordo trinitário:
Houve um consenso divino na eternidade passada:
a. Papel do Pai: Por graça, amor e misericórdia, o Pai, em Sua soberania, escolheu e separou para Si um povo.
b. Papel do Filho: O Pai entregou o povo (ovelhas) por Ele escolhido aos cuidados do Filho; que aceitou voluntariamente assumir a natureza humana e viver em perfeita obediência diante do Pai e da lei. Jesus veio à terra para pagar o preço legal pelos pecados do povo (ovelhas) que Ele recebeu do Pai.
O Filho assumiu a responsabilidade de ser o Substituto e Salvador do povo específico (ovelhas) que Ele recebeu do Pai.
c. Papel do Espírito Santo: O Espírito Santo aceitou a missão de aplicar nos escolhidos a obra da redenção consumada em Jesus Cristo, regenerando e selando os eleitos.
• O Pai elegeu os eleitos,• O Filho aceitou voluntariamente a missão de redimir os eleitos,• O Espírito Santo assumiu voluntariamente a missão de aplicar a obra salvífica de Cristo nos eleitos.
3.2. O acordo trinitário garante certeza de salvação eterna (Nenhum dos escolhidos se perderá):
A salvação das ovelhas eleitas é segura pela inabalável soberania de Deus.
4. A Bíblia menciona um povo (ovelhas) escolhido em Cristo antes da fundação do mundo:
“Antes da criação do mundo, Deus já nos havia escolhido para sermos dele por meio da nossa união com Cristo, a fim de pertencermos somente a Deus e nos apresentarmos diante dele sem culpa. Por causa do seu amor por nós.” - Efésios 1:4 (Nova Tradução na Linguagem de Hoje).
A Palavra de Deus nos garante que antes dos tempos eternos já havia um propósito e graça “em Cristo” para os escolhidos pelo Pai.
O texto bíblico não diz que Deus previu fé no ser humano para escolher; Ele escolheu por livre iniciativa da Sua soberana graça.
“Deus nos salvou e nos chamou para sermos o seu povo. Não foi por causa do que temos feito, mas porque este era o seu plano e por causa da sua graça. Ele nos deu essa graça por meio de Cristo Jesus, antes da criação do mundo.” - 2 Timóteo 1:9 (Nova Tradução na Linguagem de Hoje).
Deus é o próprio amor transbordante em Si mesmo. A comunhão e a intimidade com Deus não parte do ser humano caído, mas da graça e misericórdia de estarmos “unidos com Jesus”.
Misericórdia significa um sentimento de compaixão pelo sofrimento do outro. É uma palavra latina formada pela junção de duas palavras:Miserere: Ter compaixão da miséria do outro.Cordis: Coração.“Miserere” + “Cordis” = Ter compaixão do coração.Misericórdia não deve ser confundida com graça.Misericórdia: significa Deus livrando o ser humano do merecido castigo da ira vindoura e do inferno.Graça: significa Deus dando ao pecador alcançado pela Sua graça a vida eterna que ele não merece.
No Antigo testamento a palavra misericórdia é conhecida como “Rehen”. Significa ventre, entranha, compaixão fraterna.
Foi Deus Quem tomou a iniciativa de nos resgatar do lamaçal do pecado, nos salvando para vivermos em íntima comunhão com Ele.
“17 Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.
18 E tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo e nos deu o ministério da reconciliação,
19 isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados, e pôs em nós a palavra da reconciliação.” - 2 Coríntios 5:17-19 (Almeida Revista e Corrigida).
Deus não nos amou pelo que nós somos, mas pelo que Ele é.
“7 O Senhor os amou e os escolheu, não porque vocês eram mais numerosos do que outros povos, pois vocês eram o menor de todos os povos.
8 Mas porque o Senhor os amava e, para cumprir o juramento que tinha feito aos pais de vocês, o Senhor os tirou com mão poderosa e os resgatou da casa da servidão, do poder de Faraó, rei do Egito.” - Deuteronômio 7:7-8 (Nova Almeida Atualizada).
Ele não nos amou por causa de uma “carência divina”. Ele nos amou e ama com incondicional; afeto profundo, visceral e pactual de forma irrevogável.
“12 Assim como está longe o oriente do ocidente, assim afasta de nós as nossas transgressões.
13 Assim como um pai se compadece de seus filhos, assim o Senhor se compadece daqueles que o temem.” - Salmo 103:12-13 (Almeida Corrigida Fiel).
Mesmo tendo que castigar o Seu povo com frequência, o amor de Deus continua misericordioso e eterno.
“"Não é Efraim o meu filho querido, o filho das minhas delícias? Pois sempre que falo contra ele, lembro dele com ternura. Por isso, o meu coração se comove por ele, e dele certamente me compadecerei", diz o Senhor.” - Jeremias 31:20 (Nova Almeida Atualizada).
Desde a eternidade o Pai amou a Suas ovelhas com amor íntimo. Amor relacional manifesto nas Suas entranhas misericordiosas.
“Há muito que o Senhor me apareceu, dizendo: Com amor eterno te amei; também com amável benignidade te atraí.” - Jeremias 31:3 (Almeida Revista e Corrigida).
Não estamos tratando aqui de um amor superficial, passivo ou distante. Jesus veio a este mundo com “entranhável amor de graça e misericórdia”.
“78 graças à entranhável misericórdia de nosso Deus, pela qual nos visitará o sol nascente das alturas,
79 para alumiar os que jazem nas trevas e na sombra da morte, e dirigir os nossos pés pelo caminho da paz.” - Lucas 1:78-79 (Almeida Revista e Atualizada).
Antes mesmo da fundação do mundo, a essência trinitária Se derramou em amor por cada uma das ovelhas. O amor de Deus não é dado sob medida para as Suas ovelhas. Mas é abundantemente derramado.
“[...] o amor de Deus está derramado em nosso coração pelo Espírito Santo que nos foi dado.” - Romanos 5:5 (Almeida Revista e Corrigida).
Estamos diariamente encharcados e inundados pela presença do próprio Deus operando em nós.
Deus nos ama com compaixão ativa, com um sentimento visceral, com entranhas de Si mesmo. Não há palavras para descrever o amor de Deus.
“18 poderdes perfeitamente compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade
19 e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus.” - Efésios 3:18-19 (Almeida Revista e Corrigida).
Deus nos ama com amor íntimo, soberano e relacional.
“A intimidade do Senhor é para os que o temem, aos quais ele dará a conhecer a sua aliança.” - Salmo 25:14 (Almeida Revista e Atualizada).
Ele não olha para os nossos sofrimentos à distância, de forma fria e passiva, mas com as suas próprias “entranhas” misericordiosas. Ele sente as nossas dores. Por isso que os salvos são preservados até o fim.
“22 As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim;
23 Novas são cada manhã; grande é a tua fidelidade.” - Lamentações 3:22-23 (Almeida Corrigida Fiel).
Deus mora no céu, mas também com os humildes, animando-os e fortalecendo-os espiritualmente.
“Porque assim diz o Alto, o Sublime, que habita a eternidade e cujo nome é Santo: "Habito no alto e santo lugar, mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos.” - Isaías 57:15 (Nova Almeida Atualizada).
Só mesmo por revelação do Espírito que é possível entender a ternura visceral de Deus que habita com o contrito.
Foi por “entranhável amor de graça e misericórdia” que Ele nos selou como Sua propriedade. O apóstolo Paulo usou um termo comercial: “Penhor”, que significa um depósito ou a primeira parcela de um pagamento. No Dia da volta do Senhor Jesus, a salvação será definitivamente consumada. Estaremos para sempre livres da presença da morte e do pecado.
“O qual também nos selou e deu o penhor do Espírito em nossos corações.” - 2 Coríntios 1:22 (Almeida Revista e Corrigida).
“13 Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa;
14 o qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão de Deus, para louvor da sua glória.” - Efésios 1:13-14 (Almeida Revista e Corrigida).
“E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o Dia da redenção.” - Efésios 4:30 (Almeida Revista e Corrigida).
Como um marido traído, Deus jamais deixou de amar a esposa infiel. O “entranhável amor de graça e misericórdia” não permite que Ele abandone o Seu povo.
“Como poderia eu abandoná-lo, Efraim? Como poderia entregá-lo, Israel? Como faria com você o que fiz com Admá? Como poderia fazer de você outra Zeboim? Meu coração se comove dentro de mim; toda a minha compaixão se manifesta.” - Oséias 11:8 (Nova Almeida Atualizada).
Deus nos ama incondicionalmente. Suas entranhas estão inflamadas de amor por nós.
Afeição profunda de Jesus Cristo não é uma oferta passiva. Na cruz Ele nos deu tudo. Ele Se entregou por nós. Entregou a Si mesmo por aqueles que se fizeram inimigos Dele, que viraram as costas para Ele.
“Mas Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.” - Romanos 5:8 (Almeida Revista e Corrigida).
Na cruz, Deus demonstrou o Seu “entranhável amor de graça e misericórdia”.
Na cruz Ele comprovou o Seu ódio pelo pecado, mas também o Seu “entranhável amor de graça e misericórdia” por cada pecador atraído no Corpo de Seu Filho Jesus Cristo.
“4 Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou,
45 e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, — pela graça sois salvos.” - Efésios 2:4-5 (Almeida Revista e Atualizada).
O marido que verdadeiramente é um nascido de novo, que recebeu um novo coração do pai, ama a esposa como Cristo amou a Sua igreja. O marido regenerado ama a esposa com amor “entranhável de graça e misericórdia”. A igreja não merecia ser amada, mas Jesus amou, se entregando e morrendo por ela.
“Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela.” - Efésios 5:25 (Almeida Revista e Atualizada).
Jesus demonstrou Seu incomparável amor na cruz. Amor genuíno não é apenas demonstrado com discursos eloquentes, mas com entrega, sacrifício, sofrimento e desprendimento.
“Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a sua vida pelos seus amigos.” - João 15:13 (Almeida Revista e Corrigida).
“7 tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
8 O amor jamais acaba; [...]” - 1 Coríntios 13:7-8 (Almeida Revista e Atualizada).
Como explicar um amor “entranhável de misericórdia” de um Deus que morre pelo culpado?
“Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim.” - Gálatas 2:20 (Almeida Revista e Corrigida).
A morte de Cristo não deve ser considerada apenas como um acontecimento histórico, mas como nossa própria experiência espiritual de crucificação, morte e ressurreição com Ele. “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim [...]” - Gálatas 2:20 (Almeida Revista e Corrigida).
Não contemple Jesus como como um Salvador que morreu para salvar toda a humanidade, mas olhe para um Deus misericordioso, que derramou o Seu sangue e morreu por você.
Contemple por fé, você mesmo, crucificado e morto na cruz com Jesus.
“[...] e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim.” - Gálatas 2:20 (Almeida Revista e Corrigida).
Temos experimentado em nós mesmos as consequências da morte de Jesus?
O apóstolo Paulo comparou o seu amor pelos irmãos com a “entranhável afeição de Jesus Cristo” pelas Suas ovelhas.
“Porque Deus me é testemunha das saudades que de todos vós tenho, em entranhável afeição de Jesus Cristo.” - Filipenses 1:8 (Almeida Revista e Corrigida).
O amor entranhado do Pai garante a aliança eterna com as Suas ovelhas. Toda a iniciativa de amar vem de Deus e não de nós mesmos.
“Nós o amamos porque ele nos amou primeiro.” - 1 João 4:19 (Almeida Revista e Corrigida).
A cruz de Cristo é clara evidência de que o amor de Deus opera em perfeita harmonia com Sua justiça, santidade, misericórdia e ira contra o pecado. Por isso a verdadeira ovelha não brinca com o pecado.
5. O Pai entregou as ovelhas ao Filho para serem redimidas por Ele:
Jesus recebeu do Pai um povo eleito, específico, com garantia eterna de salvação. Nenhuma das suas ovelhas se perderá.
Em Cristo está a nossa segurança de salvação. A segurança da salvação não está na perseverança, justiça, obras ou arbítrio humano, mas em Jesus Cristo.
“37 Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora.
39 E a vontade de quem me enviou é esta: que eu não perca nenhum de todos os que ele me deu; pelo contrário, eu o ressuscitarei no último dia.” - João 6:37, 39 (Nova Almeida Atualizada).
Glória a Deus! A salvação não depende da força ou da fidelidade em perseverar da ovelha. Se a salvação dependesse do nosso esforço, estaríamos todos eternamente perdidos.
Sou grato e glorifico a Deus diariamente pela eficácia da obra de Cristo na minha vida. Podemos descansar de que a nossa perseverança “em Cristo” já está garantida desde que não existia mundo.
Foi o Pai que confiou as ovelhas ao Filho (Jesus Cristo) para redenção.
A morte expiatória do Filho de Deus tem um alvo definido: “As ovelhas que lhe foram dadas pelo Pai”.
“11 Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas.
15 assim como o Pai me conhece a mim, e eu conheço o Pai; e dou a minha vida pelas ovelhas.” - João 10:11, 15 (Almeida Revista e Atualizada).
Jesus não morreu na cruz na tentativa de salvar toda a humanidade. A redenção de Jesus foi eficaz para salvar cada ovelha que Ele recebeu do Pai.
O Seu sacrifício na cruz não foi falho e nem insuficiente, esperando a reação (fé) humana para se concretizar. Cada uma das ovelhas que Ele recebeu foram atraídas na cruz.
O apóstolo João descreve a profecia do sumo sacerdote Caifás. Ele profetizou que Jesus morreria não apenas pela nação de Israel, mas para também reunir no Seu corpo os gentios (povos de todas as nações da terra) que andavam dispersos.
“E não somente pela nação, mas também para reunir em um só corpo os filhos de Deus, que andam dispersos.” - João 11:52 (Almeida Revista e Atualizada).
Em Sua soberania, Deus usou o mal-intencionado discurso político de Caifás para profetizar o Seu plano eterno de redenção. Caifás de forma inconsciente estava anunciando a teologia da cruz de Cristo.
Deus usou a boca de um ímpio, líder opositor de Jesus para anunciar a mensagem soteriológica da morte do Redentor, abrangendo gentios e judeus. Caifás temia a destruição da cidade pelos soldados romanos.
A morte de Jesus foi cuidadosamente planejada antes da fundação do mundo. Jesus não morreu apenas para manifestar uma oportunidade de salvação para aqueles que se decidirem a aceitá-Lo como Salvador. A salvação de Jesus não foi de forma condicional para aqueles que se determinarem a perseverarem até o fim, através dos seus próprios esforços, vontade ou fidelidade.
Salvação em Cristo não é um convite passivo que o homem pode recusar ou aceitar. Jesus morreu para realmente salvar cada uma das ovelhas que Ele recebeu do Pai na eternidade.
A obra da cruz derrubou a parede de separação entre judeus e gentios, formando uma só igreja católica, que significa universal, sob o domínio do único Sumo Pastor.
Quem são os dispersos?
Os dispersos são os as ovelhas (judeus e gentios) que pertencem a Deus desde a eternidade. Todas as ovelhas que ainda estão perambulando pelo mundo em pecado, ouvirão a voz do Bom Pastor pela pregação do Evangelho. Todas serão atraídas e convencidas pelo poder regenerador e soberano de Deus.
“31 Agora, é o juízo deste mundo; agora, será expulso o príncipe deste mundo.
32 E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim.” - João 12:31-32 (Almeida Revista e Corrigida).
Quem são esses “todos” atraídos no corpo de Cristo?
“Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia.” - João 6:44 (Nova Almeida Atualizada).
Esses “todos” são judeus e gentios atraídos pelo Pai e trazidos até Jesus. Pessoas de todas as etnias, classes sociais e nações.
“E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro e de abrir os seus selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda tribo, e língua, e povo, e nação.” - Apocalipse 5:9 (Almeida Revista e Corrigida).
O “atrair” é muito mais do que um convite divino para a salvação. O “atrair” é a ação soberana do Espírito Santo, regenerando e chamando eficazmente o perdido.
Nenhuma das ovelhas que Ele recebeu do Pai se perderá ou será arrebatada da Sua poderosa mão.
O levantamento na cruz é o “podium” de vitória, a glorificação triunfante de Jesus Cristo sobre o inimigo. “Agora, é o juízo deste mundo; agora, será expulso o príncipe deste mundo.” - v. 31 (Almeida Revista e Corrigida).
“38 Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, mas a vontade daquele que me enviou.
39 E a vontade de quem me enviou é esta: que eu não perca nenhum de todos os que ele me deu; pelo contrário, eu o ressuscitarei no último dia.” - João 6:38-39 (Nova Almeida Atualizada).
“27 As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem.
28 Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão.
29 Aquilo que meu Pai me deu é maior do que tudo; e da mão do Pai ninguém pode arrebatar.
30 Eu e o Pai somos um.” - João 10:27-30 (Almeida Revista e Atualizada).
Em Sua oração sacerdotal Jesus orou pelas Suas ovelhas.
“Eu rogo por eles; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus.” - João 17:9 (Almeida Revista e Corrigida).
Jesus não intercede pelo mundo, porque este sistema de mundo está sob o poder do maligno.
“Sabemos que somos de Deus e que todo o mundo está no maligno.” - 1 João 5:19 (Almeida Revista e Corrigida).
O mundo rejeita a luz de Cristo.
“18 Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.
19 E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más.
20 Porque todo aquele que faz o mal aborrece a luz e não vem para a luz para que as suas obras não sejam reprovadas.
21 Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque são feitas em Deus.” - João 3:18-21 (Almeida Revista e Corrigida).
Jesus morreu voluntariamente pelas Suas ovelhas, aceitando conscientemente a missão recebida do Pai na eternidade. Ninguém tirou a vida de Jesus à força. Foi Ele Quem Se entregou espontaneamente.
“Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la. Este mandato recebi de meu Pai.” - João 10:18 (Almeida Revista e Atualizada).
6. Jesus aceitou voluntariamente a Sua missão de redimir as ovelhas que Lhes foram entregues pelo Pai:
Antes que o Universo fosse criado, Jesus aceitou voluntariamente a missão de encarnar-se para viver em perfeita obediência à lei. Ele quitou a dívida em definitivo, resgatando na cruz cada uma das ovelhas que Lhe foram entregues pelo Pai.
“14 Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem a mim,
15 assim como o Pai me conhece a mim, e eu conheço o Pai; e dou a minha vida pelas ovelhas.” - João 10:14-15 (Almeida Revista e Atualizada).
7. Jesus se refere aos eleitos como “aqueles que eram do Pai” e que “Lhes foram entregues” na eternidade passada:
Jesus tem um povo que Lhe pertence desde a eternidade. Jesus entregou a Sua própria vida pelas ovelhas que Lhe foram entregues pelo Pai.
“2 assim como lhe deste poder sobre toda carne, para que dê a vida eterna a todos quantos lhe deste.
6 Manifestei o teu nome aos homens que do mundo me deste; eram teus, e tu mos deste, e guardaram a tua palavra.
9 Eu rogo por eles; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus.
24 Pai, aqueles que me deste quero que, onde eu estiver, também eles estejam comigo, para que vejam a minha glória que me deste; porque tu me hás amado antes da criação do mundo.” - João 17:2, 6, 9, 24 (Almeida Revista e Corrigida).
Deus já tinha um propósito para os Seus filhos antes que o mundo existisse. Sem que houvesse qualquer obra ou mérito humano, Ele já nos amou.
8. Jesus Cristo foi predestinado “para morrer como Cordeiro substituto” do “povo escolhido para a redenção”, conforme o conselho de paz na eternidade passada:
O sacrifício vicário de Jesus Cristo já estava consumado na mente do Pai, nosso Deus eterno e Todo Poderoso.
“18 sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que, por tradição, recebestes dos vossos pais,
19 mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado,
20 o qual, na verdade, em outro tempo, foi conhecido, ainda antes da fundação do mundo, mas manifestado, nestes últimos tempos, por amor de vós;” - 1 Pedro 1:18-20 (Almeida Revista e Corrigida).
A redenção das ovelhas de Cristo foi planejada antes da fundação do mundo. Não foi um plano de emergência. Não foi uma reação tardia do Pai, pego de surpresa pelo pecado de Adão no Jardim do Éden. Na mente do Pai o sacrifício de Cristo já estava consumado em favor dos Seus escolhidos. Desde a fundação do mundo já existia o Livro da Vida com o nome de cada uma das Suas ovelhas escrito.
9. Escritos no “Livro da Vida do Cordeiro” desde a eternidade passada:
A certeza de que os nossos nomes estão escritos no Livro da Vida do Cordeiro nos faz descansar até mesmo nas mais severas tribulações.
“E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.” - Apocalipse 13:8 (Almeida Revista e Corrigida).
Os nomes dos redimidos já estão escritos no Livro da Vida do Cordeiro desde a fundação do mundo. O decreto soberano do Pai garante tanto a eleição quanto a perseverança daqueles que já estão escritos no livro da vida.
10. Escritos no “Livro dos Decretos e da Providência de Deus”:
“Os teus olhos me viram a substância ainda informe, e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda.” - Salmo 139:16 (Almeida Revista e Atualizada).
Também é denominado como o “livro dos dias”, mencionado no Salmo 139:16. Trata-se do plano divino para cada uma das ovelhas individualmente, antes que qualquer dia existisse. Creio que diariamente Deus está cumprindo os Seus propósitos em nossas vidas.
Não se trata do “Livro da Vida”, mas do “Livro dos decretos e da providência de Deus”.
Eu não estou neste mundo por acaso ou fora do controle do Todo Poderoso. A história e duração de minha vida está em Suas poderosas mãos. Antes que eu nascesse, Deus já tinha planos para mim. Ele não apenas conhece o meu futuro, mas o planejou soberanamente pela Sua graça.
Eu não surpreendo Deus, porém é Ele que me surpreende com seu amor, graça e misericórdia todos os dias.
Deus é soberano e tem sob controle a história do Universo. Ele não é um expectador passivo, surpreendido com as coisas que estão acontecendo no mundo.
11. Qual é o agente da fé? A graça ou a iniciativa humana?
“26 Mas vós não credes, porque não sois das minhas ovelhas.
27 As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem.” - João 10:26-27 (Almeida Revista e Atualizada).
A salvação se origina na escolha soberana do Pai Celestial e não do livre arbítrio do ser humano.
“Mas vós não credes, porque não sois das minhas ovelhas.” - João 10:26 (Almeida Revista e Atualizada).
As verdadeiras ovelhas creem porque pertencem ao rebanho. Crer é evidência de quem é ovelha. Jesus não disse que os incrédulos deveriam crer para se tornarem ovelhas. Mas que as ovelhas creem porque já são ovelhas. Isso muda tudo. Toda a glória, louvor e adoração pela salvação pertencem a Deus.
A ovelha não gera fé salvadora em si mesma. Ela não crê por uma fé autogerada. A capacidade de crer vem de Deus, que garante regeneração e perseverança para aqueles que lhe pertencem antes da fundação do mundo.
A ovelha não se torna ovelha pelo mérito, arbítrio ou iniciativa própria. A Palavra nos revela que as ovelhas já pertenciam ao Pai na eternidade passada. O Pai já é dono das ovelhas. Elas Lhe pertencem desde a eternidade. Ele confiou essas ovelhas ao Seu Filho Jesus Cristo.
O motivo da incredulidade dos líderes religiosos que viviam confrontando Jesus era o fato de não serem ovelhas do Senhor. Eles não pertenciam ao rebanho de Deus.
Deus não chama a crer pelo livre arbítrio decaído para se tornar ovelha. A pessoa crê porque já é conhecida como ovelha pelo Pai antes da fundação do mundo e não pela vontade humana decaída.
Ser ovelha é a causa do crer e não ao contrário.
Fé não é a causa de uma pessoa se tornar em ovelha, mas é o resultado soberano de que a pessoa já pertence ao rebanho de Deus antes que existisse mundo.
Jesus orou pelo povo escolhido, as ovelhas que Lhe foram dadas pelo Pai antes dos tempos eternos. As ovelhas já pertencem ao Pai e ao Filho de antemão.
“37 Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora.
39 E a vontade de quem me enviou é esta: que eu não perca nenhum de todos os que ele me deu; pelo contrário, eu o ressuscitarei no último dia.” - João 6:37, 39 (Nova Almeida Atualizada).
“Aquilo que meu Pai me deu é maior do que tudo; e da mão do Pai ninguém pode arrebatar.” - João 10:29 (Almeida Revista e Atualizada).
Foi o Pai soberano que entregou as ovelhas ao Filho para o decreto eterno da redenção. Portanto, “crer” é o resultado da condição de já ser ovelha, de pertencer ao rebanho de Deus desde toda a eternidade.
Sei que esse tipo de mensagem não ganha seguidores nas Redes Sociais. Muito pelo contrário; afasta as pessoas que ainda confiam no livre arbítrio caído para se salvarem. O que estou compartilhando aqui é loucura para muitos.
“18 Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus.´
21 Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação.” - 1 Coríntios 1:18, 21 (Almeida Revista e Corrigida).
As pessoas que não creem, demonstram através da incredulidade, que não pertencem ao rebanho que o Pai entregou ao Filho antes da fundação do mundo.
Quem é ovelha crê no Evangelho, obedece e segue Jesus. Mas, quem não é ovelha, demonstra com suas atitudes que não pertence ao aprisco do Senhor. O homem natural é incapaz de se arrepender e perseverar. Ele não reconhece a soberania de Deus em sua vida por iniciativa própria. Fé é fruto de quem já é ovelha, sem depender de mérito, obediência ou prévia decisão.
Existe um vínculo entre a eleição, fé e obediência.
“26 Mas vós não credes, porque não sois das minhas ovelhas.
27 As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem.” - v. 26-27 (Almeida Revista e Atualizada).
Quem não é ovelha permanece na incredulidade.
Termino a primeira parte deste estudo agradecendo ao Soberano Deus, por Sua livre decisão de ter nos escolhidos em Cristo antes de ter criado o mundo. Em Cristo desfrutamos de segurança inabalável. Nenhum demônio, poder ou circunstância pode nos arrebatar das Suas poderosas mãos.
Se você se identificou com esta mensagem, ore juntamente comigo.
Oração: Deus Soberano. Tu reinas em todo o Universo. Tua Palavra nos revela que Tu nos conheceste e nos amaste antes da fundação do mundo. Éramos ovelhas perdidas, errantes, mas Tu, óh Pai, nos resgatou do mundo e nos trouxeste para o Teu aprisco. Não porque previu que faríamos coisas boas, mas pelo beneplácito de Tua Vontade. Te agradecemos porque a salvação não depende da nossa fidelidade ou esforço. Obrigado por ter escrito os nossos nomes no Livro da Vida antes dos tempos eternos. Somos agradecidos por ouvirmos a voz do Sumo Pastor todos os dias. Capacita-nos a vivermos em obediência a Tua Palavra. Em nome de Jesus te agradecemos.Amém!Continua ...Josnei Borges dos Santos