Libertos do Jugo Religioso - Legalismo Religioso (Usos e Costumes) versus Cristo Crucificado

Obs: Todos os sublinhados, grifos em negrito nos textos bíblicos são meus.

Por: Josnei Borges dos Santos

Textos base: Gálatas 5:1; 1 Coríntios 2:1-5

Foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Portanto, permaneçam firmes e não se deixem submeter novamente a um jugo de escravidão.” - Gálatas 5:1 (Nova Versão Internacional).

“1 E eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não fui com sublimidade de palavras ou de sabedoria.
2 Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado.
3 E eu estive convosco em fraqueza, e em temor, e em grande tremor.
4 A minha palavra e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do Espírito e de poder.
5 para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus.” - 1 Coríntios 2:1-5 (Almeida Revista e Corrigida).

Em vez de colocar jugo nas costas do povo o apóstolo Paulo pregava exclusivamente Cristo crucificado. Ele estava apoiado no poder de Deus e não em sabedoria de homens.

O apóstolo Paulo combatia veementemente os falsos profetas que insistiam incansavelmente em introduzir filosofias pagãs ao Evangelho. O mesmo acontece em nossos dias, em que falsos mestres estão sempre tentando acrescentar mais alguma coisa ao perfeito sacrifício de Jesus Cristo.

Paulo se empenhava para que o povo permanecesse na simplicidade do Evangelho de Cristo.

“1 Tomara que me suportásseis um pouco na minha loucura! Suportai-me, porém, ainda.
2 Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus; porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo.
3 Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos e se apartem da simplicidade que em Cristo.
4 Porque, se alguém for pregar-vos outro Jesus que nós não temos pregado, ou se recebeis outro espírito que não recebestes, ou outro evangelho que não abraçastes, com razão o sofrereis.” - 2 Coríntios 11:1-4 (Almeida Revista e Corrigida).

Muitos líderes religiosos vivem mais focados em legalismo, impondo regras humanas sobre as pessoas, do que exaltar a suficiência de Jesus Cristo em suas ministrações.

“6 Estou muito surpreso em ver que vocês estão passando tão depressa daquele que os chamou na graça de Cristo para outro evangelho,
7 o qual, na verdade, não é outro. Porém, há alguns que estão perturbando vocês e querem perverter o evangelho de Cristo.
8 Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu pregue a vocês um evangelho diferente daquele que temos pregado, que esse seja anátema.” - Gálatas 1:6-8 (Nova Almeida Atualizada).

O povo precisa de libertação e não de regras. O povo está cansado de regras.

“10 Porque é mandamento sobre mandamento, mandamento sobre mandamento, regra sobre regra, regra sobre regra, um pouco aqui, um pouco ali.
12 Ao qual disse: Este é o descanso, dai descanso ao cansado; e este é o refrigério; porém não quiseram ouvir.
13 Assim, pois, a palavra do Senhor lhes será mandamento sobre mandamento, mandamento sobre mandamento, regra sobre regra, regra sobre regra, um pouco aqui, um pouco ali; para que vão, e caiam para trás, e se quebrantem e se enlacem, e sejam presos.
14 Ouvi, pois, a palavra do Senhor, homens escarnecedores, que dominais este povo que está em Jerusalém.” - Isaías 28:10-14 (Almeida Corrigida Fiel).

O apóstolo Paulo não andava com uma lista de regras com proibições humanas debaixo do braço, pois sabia que essa prática não tem proveito algum, apenas escraviza as pessoas.

 1. O Evangelho da Graça está centralizado na crucificação, morte, ressurreição e ascensão vitoriosa de Jesus Cristo. 

“Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado.” - v. 2 (Almeida Revista e Corrigida).

O apóstolo Paulo estava sempre focado na centralidade de Cristo, reconhecendo a soberania de Deus em sua vida. Não existe outro evangelho a ser pregado. A verdadeira pregação deve enfatizar o sacrifício vicário de Jesus Cristo. Devemos pregar Cristo crucificado.

Não vemos Paulo adicionando regras, rituais ou mandamentos em suas ministrações. Ele pregava que a justificação ocorre somente pela fé.

Nos dias de hoje a cruz de Cristo é pouco ou nada propagada em muitos púlpitos. Estão pregando um “falso evangelho horizontal”, “mensagem híbrida” voltada apenas para as necessidades físicas, pessoais, materiais e sentimentais do ser humano.

“18 Porque muitos há, dos quais muitas vezes vos disse e agora também digo, chorando, que são inimigos da cruz de Cristo.
19 O fim deles é a perdição, o deus deles é o ventre, e a glória deles é para confusão deles mesmos, que pensam nas coisas terrenas.” - Filipenses 3:18-19 (Almeida Revista e Corrigida).

Estão pregando um “falso evangelho” antropocêntrico. Cristo deve ser o centro das pregações e não o homem.

Paulo pregava o Evangelho Cristocêntrico.

 2. O apóstolo Paulo priorizava o Evangelho da graça. 

“1 E eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não fui com sublimidade de palavras ou de sabedoria.
2 Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado.
4 A minha palavra e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do Espírito e de poder,” - v. 1, 2, 4 (Almeida Revista e Corrigida).

O apóstolo Paulo não dependia de eloquência para pregar, mas do poder de Deus na sua vida, focando exclusivamente no Cristo crucificado.

Paulo estava fundamentado na graça e soberania de Deus, rejeitando a sabedoria, mandamentos e regras humanas. Dependia totalmente do Espírito Santo.

O apóstolo Paulo não estava em busca de seguidores ou likes nas redes sociais. Ele gastou a sua vida pregando o Evangelho.

    “Certa igreja tinha um belo vitral exatamente atrás do púlpito. O vitral retratava Jesus Cristo na cruz. Um pastor convidado, bem mais baixo que o pastor titular, pregava certo domingo. Uma garotinha passou algum tempo ouvindo; depois se virou para a mãe e perguntou:
    - Onde está o homem que sempre fica ali na frente para a gente não ver Jesus?
    Muitos pregadores da Palavra engrandecem de tal modo a si mesmos e a seus dons que deixam de revelar a glória de jesus Cristo. Paulo gloriava-se na cruz de Cristo (Gl 6:14) e fazia dela o centro de sua mensagem.” (1)

“Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu, para o mundo.” - Gálatas 6:14 (Almeida Revista e Corrigida).

Paulo não era como muitos pregadores que estão sempre procurando engrandecer a si mesmos. Ele se gloriava na cruz de Cristo. Não transformava ambiente de pregação em espetáculo público.

Paulo estava tratando com uma igreja dividida onde os pregadores humanistas intelectuais eram idolatrados.

Ele não estava em busca de fã clube. Não se utilizava de discursos eloquentes para ganhar aplausos das pessoas.

“para que, como está escrito: Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor.” - 1 Coríntios 1:31 (Almeida Revista e Corrigida).

 3. O apóstolo Paulo se gloriava em suas fraquezas. 

“E eu estive convosco em fraqueza, e em temor, e em grande tremor.” - v. 3 (Almeida Revista e Corrigida).

Paulo reconhecia sua insuficiência e fragilidade humana. Reconhecia que necessitava da graça e eleição divina para ser bem sucedido no seu ministério. Ele pregou em fraqueza, temor e grande tremor. Evitava postura de autoritarismo rígido ou cobranças excessivas para convencer pessoas. Sempre ministrava a Palavra zelando pela saúde mental e espiritual dos irmãos.

“A minha palavra e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do Espírito e de poder.” - v. 4 (Almeida Revista e Corrigida).

Devemos observar a abordagem de Paulo aos irmãos de Corinto. Ele não foi ostentando superioridade, mas sua carta estava focada no amor.

“Se tenho de me gloriar, vou me gloriar no que diz respeito à minha fraqueza.” - 2 Coríntios 11:30 (Nova Almeida Atualizada).

Paulo não estava tratando de fraqueza física ou emocional, mas da sua total dependência do poder de Deus. Ele não pregava com soberba, vanglória ou autoconfiança, mas com humildade e simplicidade.

 4. O apóstolo Paulo pregava em fraqueza para que a fé das pessoas não se apoiasse no mensageiro. 

Qual era o objetivo de Paulo pregar em fraqueza e humildade?

para que a vossa não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus.” - v. 5 (Almeida Revista e Corrigida).

Paulo refutou os pregadores que se utilizavam da retórica da autoexaltação, filosofias motivacionais e tradição humanas para ganhar a atenção dos ouvintes. Evitava que a fé dos crentes se apoiasse na persuasão humana.

O apóstolo Paulo não pregava autoajuda, mensagens moralistas baseadas em sabedoria humana. Ele apontava para a suficiência de Cristo.

“Porque Cristo enviou-me não para batizar, mas para evangelizar; não em sabedoria de palavras, para que a cruz de Cristo se não faça .” - 1 Coríntios 1:17 (Almeida Revista e Corrigida).

Na Nova Almeida Atualizada diz: “Porque não me enviou Cristo para batizar, mas para pregar o evangelho; não com sabedoria de palavra, para que se não anule a cruz de Cristo.” - 1 Coríntios 1:17.

Cobranças legalistas anulam o perfeito sacrifício de Jesus Cristo.

“Não anulo a graça de Deus; pois, se a justiça é mediante a lei, segue-se que morreu Cristo em vão.” - Gálatas 2:21 (Almeida Revista e Atualizada).

Paulo conduzia os irmãos à liberdade, protegendo-os dos falsos líderes legalistas.

“Vocês que querem que Deus os aceite porque obedecem à lei estão separados de Cristo e não têm a graça de Deu” - Gálatas 5:4 (Nova Tradução na Linguagem de Hoje).s.

Paulo ia na contramão dos pregadores da sua época, que valorizavam a prática do exibicionismo e retóricas filosóficas para atrair o povo.

Muitas pessoas lotam estádios e ambientes onde a Bíblia é pregada para se deleitarem com a eloquência do pregador. Dão mais importância ao pregador do que a Palavra de Deus.

As pessoas de Corinto se acotovelavam por espaço para ouvir os discursos eloquentes dos filósofos e mestres itinerantes.

Em Corinto havia pessoas adorando mais a homens do que a Deus.

“3 Porque, se há ciúmes e brigas entre vocês, será que isso não mostra que são carnais e andam segundo os padrões humanos?
4 Quando alguém diz: "Eu sou de Paulo", e outro diz: "Eu sou de Apolo", não é evidente que vocês andam segundo padrões humanos?
5 Quem é Apolo? E quem é Paulo? São servos por meio de quem vocês creram, e isto conforme o Senhor concedeu a cada um.
6 Eu plantei, Apolo regou, mas o crescimento veio de Deus.
7 De modo que nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que o crescimento.” - 1 Coríntios 3:3-7 (Nova Almeida Atualizada).

Paulo fazia questão que os irmãos de Corinto soubessem que ele era apenas um vaso de barro.

“Temos, porém, esse tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós.” - 2 Coríntios 4:7 (Almeida Revista e Corrigida).

Apesar de ser reconhecido como apóstolo, ele se apresentou com humildade, sabendo que não dependia da sua capacidade intelectual, mas do poder do Espírito Santo.

Isso não significa que os pregadores não devam se preocuparem em se prepararem para ministrar a Palavra de Deus, mas que não devem confiar em suas próprias capacidades.

“não que, por nós mesmos, sejamos capazes de pensar alguma coisa, como se partisse de nós; pelo contrário, a nossa suficiência vem de Deus.” - 2 Coríntios 3:5 (Almeida Revista e Atualizada).

O apóstolo Paulo pregava no poder de Deus que realmente transforma a vida das pessoas. Devemos nos preparar para usar os dons recebidos pregando a Palavra de Deus. Depois que a Palavra for ministrada, devemos deixar o resto com Deus. A eficácia do Evangelismo, da pregação da Palavra, depende exclusivamente do Espírito Santo.

“Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego.” - Romanos 1:16 (Almeida Revista e Corrigida).

O centro de nossas pregações deve ser Cristo e Sua obra expiatória e não o homem. A mensagem deve ser Cristocêntrica e pneumatológica e não antropocêntrica. Ele reconhecia que necessitava do poder do Espírito Santo na sua vida. Sem o Espírito Santo não há regeneração e salvífica.

Devido a condição de depravação total, nenhum ser humano está habilitado em si mesmo para compreender as coisas espirituais. Se o Espírito Santo não iluminar a mente do homem, transformando e concedendo fé salvadora ao coração, ele jamais irá crer e receber a Jesus.

“[...] E ninguém pode dizer que Jesus é o Senhor, senão pelo Espírito Santo.” - 1 Coríntios 12:3 (Almeida Revista e Corrigida).

Ninguém pode receber Jesus sem a operação do Espírito Santo, quebrando a resistência do coração de pedra.

“Certa mulher, chamada Lídia, da cidade de Tiatira, vendedora de púrpura, temente a Deus, nos escutava; o Senhor lhe abriu o coração para que estivesse atenta ao que Paulo dizia.” - Atos 16:14 (Nova Almeida Atualizada).

É o Espírito Santo que arranca as escamas da incredulidade dos olhos do homem natural, abrindo seus olhos espirituais para que ele creia em Jesus Cristo.

“Porque Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo.” - 2 Coríntios 4:6 (Almeida Revista e Corrigida).

A salvadora e operosa não depende da persuasão intelectual do ser humano, mas do poderoso milagre de Deus.

“Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.” - 1 Coríntios 2:14 (Almeida Revista e Corrigida).

Pregação eloquente, elaborada pela sabedoria humana, sem o poder de Deus é vazia e inútil. Se o pregador não depender do Espírito Santo para preparar o sermão e depois ministrar, o seu sermão não tem nenhum poder para mudar o coração enrijecido pelo pecado. A transformação de vidas acontece quando a Palavra pregada é acompanhada pelo poder do Espírito Santo.

Paulo pregava a simplicidade da cruz na dependência do Espírito Santo numa cidade onde a eloquência e a filosofia eram idolatradas pelo povo. Ele não queria ser o centro da pregação. Não tinha em seu coração atrair seguidores para si mesmo. O objetivo era que a fé dos irmãos de Corinto não se fundamentasse na sabedoria de homens.

Paulo pregava a centralidade absoluta da cruz, confrontando a religiosidade judaica e a filosofia grega.

“21 Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação.
22 Porque os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedoria;
23 mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus e loucura para os gregos.
24 Mas, para os que são chamados, tanto judeus como gregos, lhes pregamos a Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus.” - 1 Coríntios 1:21-24 (Almeida Revista e Corrigida).

A Palavra da cruz era o tema de suas pregações.

“Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus.” - 1 Coríntios 1:18 (Almeida Revista e Corrigida).

Paulo demonstrava zelo pastoral numa postura simples e humilde.

Devemos estar atentos contra o moralismo e o legalismo que substitui a obra de Cristo pelos mandamentos humanos.

Os legalistas escravizam a consciência das pessoas. O apóstolo Paulo estabeleceu um princípio diante de Deus. Priorizar a Palavra da Cruz.

O centro do Evangelho é a pessoa de Cristo e Sua obra. Não é filosofia moral e nem regras humanas.

A verdadeira pregação expositiva foca em Cristo tratando sobre regeneração, justificação, santificação, salvação e não esforço mecânico para cumprir regras e mandamentos.

Paulo refuta qualquer tentativa de somar os artifícios humanos ou exigências legalistas à suficiência de Cristo.

O legalismo religioso tira o foco da graça, por isso Paulo evitava agir com autoritarismo ou domínio. Ele apascentava, edificando a igreja com amor, na alegria e poder do Espírito Santo.

O verdadeiro Evangelho não é sobre obras humanas, mas sobre a suficiência de Jesus Cristo.

“Eu, eu sou o Senhor, e fora de mim não salvador.” - Isaías 43:11 (Almeida Revista e Atualizada).

Foco central é Jesus Cristo.

“3 Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras,
4 e que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.” - 1 Coríntios 15:3-4 (Almeida Revista e Corrigida).

“Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim.” - João 14:6 (Almeida Revista e Corrigida).

“E em nenhum outro salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.” - Atos 4:12 (Almeida Revista e Corrigida).

Os pregadores legalistas precisam abandonar as pregações sobre regras, mandamentos e usos e costumes, e começar a proclamar o Cristo que cumpriu todas as exigências da lei.

O líder legalista está apenas focado no desempenho externo, ignorando a mensagem do novo nascimento que realmente transforma a vida das pessoas. Para os legalistas, as regras são mais importantes do que a saúde mental e espiritual das pessoas.

O apóstolo Paulo não “pregava o evangelho moralista” que estão pregando nos dias de hoje, em que a pessoa vive focada no que ela deve ofertar ou fazer para se tornar digna da bênção. Esse tipo de “evangelho” infla a glória humana, alimenta o orgulho da pessoa que se torna credora e Deus o devedor.

Transformam a graça em merecimento, negando a Palavra da cruz. O herói se torna o ser humano que cumpriu todas as exigências das “campanhas realizadas” e do “dinheiro ofertado”. O vencedor é o homem que “que teve força e coragem para vencer o gigante” e não Jesus Cristo que venceu em nosso lugar na cruz do calvário.

O verdadeiro Evangelho não exalta a força do homem, mas a suficiência de Jesus Cristo.

O falso evangelho transformou o perfeito sacrifício de Cristo numa mera transação comercial, em que os falsos mestres se beneficiam com o medo, cobiça e desejos de recompensas terrenas imediatas de seus seguidores.

Reduziram o relacionamento íntimo com Deus por barganhas (relação de troca). A pessoa planta a semente (dinheiro) num envelope, na expectativa de receber infinitamente mais.

Deus não pode ser devedor de nada. Tudo o que o regenerado recebe é por graça e não por esforço.

O apóstolo Paulo pregava a Palavra da cruz e deixava o resto com o Espírito Santo.

Por isso que eu não fico cobrando nada dos irmãos e irmãs da Comunidade. Eu não sou fiscal e nem guru de ninguém. Misericórdia! Eu não sou mais competente para cuidar dos irmãos e irmãs do que Deus. Eu tenho absoluta certeza que o Espírito Santo jamais conduzirá o crente ao erro.

Eu não preciso ficar fiscalizando as pessoas porque eu sei que o Espírito de Deus as capacita a tomarem sábias decisões, de como se vestirem e se portarem de forma honesta que glorifique a Deus.

Os legalistas religiosos corrompem o Evangelho da Graça inventando e impondo regras e mandamentos em suas pregações.

Quando a pessoa recebe Jesus como Senhor e Salvador de sua vida, ela também se torna habitação do Espírito Santo. Daí em diante o Espírito irá a instruir na verdade, protegendo-a de falsos ensinos.

“20 Mas vocês têm uma unção que procede do Santo, e todos vocês têm conhecimento.
27 Quanto a vocês, a unção que receberam dele permanece em vocês, e não precisam que alguém os ensine; mas, como a unção dele recebida, que é verdadeira e não falsa, os ensina acerca de todas as coisas, permaneçam nele como ele os ensinou.” - 1 João 2:20, 27 (Nova Versão Internacional).

Esta unção não se trata de poder místico ou óleo físico, que você vê algumas pessoas derramando com um garrafão de cinco litros na própria cabeça, ensopando todo o corpo.

A unção que estamos tratando aqui é o resultado do milagre do novo nascimento.

O Espírito Santo remove a cegueira espiritual e capacita o regenerado a discernir o espírito do erro.

Isso não significa que a unção do Espírito dispensa o ensino da Palavra de Deus na Comunidade.

“16 Pois toda a Escritura Sagrada é inspirada por Deus e é útil para ensinar a verdade, condenar o erro, corrigir as faltas e ensinar a maneira certa de viver.
17 E isso para que o servo de Deus esteja completamente preparado e pronto para fazer todo tipo de boas ações.” - 2 Timóteo 3:16-17 (Nova Tradução na Linguagem de Hoje).

Todo crente tem dentro de si a garantia eterna de que pertence a Deus e que permanecerá na fé até o fim.

Esta garantia não significa que o crente com a unção de Deus já saiba tudo sobre Deus, e que não precise mais da comunhão com os outros irmãos para o compartilhamento da Palavra. Muito pelo contrário, o texto bíblico nos ensina que a mente do crente é iluminada pelo Espírito Santo para ele não seja enganado por falsos mestres.

“porque surgirão falsos cristos e falsos profetas e farão tão grandes sinais e prodígios, que, se possível fora, enganariam até os escolhidos.” - Mateus 24:24 (Almeida Revista e Corrigida).

Este versículo bíblico retrata a impossibilidade de apostasia definitiva dos eleitos. Os falsos milagres e ensinamentos não impressionam a mente iluminada pelo Espírito Santo.

As pessoas que se desviam e caem em absoluta apostasia, é clara evidência que nunca receberam um coração regenerado do Pai. Os renascidos em Cristo são protegidos pelo Espírito Santo que lhes dá discernimento espiritual para resistirem à apostasia total e todas as investidas do maligno.

“Eles saíram do nosso meio, mas na realidade não eram dos nossos, pois se fossem dos nossos, teriam permanecido conosco; o fato de terem nos abandonado revela que nenhum deles era realmente dos nossos.” - 1 João 2:19 (Bíblia King James Atualizada).

Um filho de Deus pode até ser atraído superficialmente, por um curto espaço de tempo pelos falsos mestres, mas jamais permanecerá de forma irreversível no engano.

Por isso que a Palavra de Deus garante que é impossível que um filho de Deus seja iludido pelos enganos doutrinários, ou que chegue ao ponto de abandonar a Cristo, apostatando definitivamente da fé.

Os falsos cristos e falsos profetas enganam a muitos com seus sinais, mas é absolutamente impossível enganar os salvos. A Bíblia diz que somos propriedades exclusivas de Deus, selados com o Espírito Santo para o dia da redenção.

“4 Antes da criação do mundo, Deus já nos havia escolhido para sermos dele por meio da nossa união com Cristo, a fim de pertencermos somente a Deus e nos apresentarmos diante dele sem culpa.
13 A mesma coisa aconteceu também com vocês. Quando ouviram a verdadeira mensagem, a boa notícia que trouxe para vocês a salvação, vocês creram em Cristo. E Deus pôs em vocês a sua marca de proprietário quando lhes deu o Espírito Santo, que ele havia prometido.” - Efésios 1:4, 13 (Nova Tradução na Linguagem de Hoje).

O poder do diabo e do engano é real, mas o poder de Deus é maior. O poder de Deus opera como guardião, guardando e protegendo os regenerados dos falsos mestres e de todo engano satânico.

“3 Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos,
4 para uma herança incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos céus para vós outros
5 que sois guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para a salvação preparada para revelar-se no último tempo.” - Pedro 1:3-5 (Almeida Revista e Atualizada).

Deus é soberano e tudo está debaixo do Seu controle. Até mesmo os dias de provação dos filhos de Deus.

“E, se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria; mas, por causa dos escolhidos, serão abreviados aqueles dias.” - Mateus 24:22 (Almeida Revista e Corrigida).

Oro para que o Espírito Santo revele o verdadeiro evangelho no seu coração, para que você possa descansar sua fé na obra consumada de Jesus Cristo e não no que você pode fazer para se manter salvo.

O verdadeiro Evangelho anula a necessidade de cobranças de autojustificação no progressivo processo de santificação.

O Espírito Santo não depende da habilidade retórica do pregador. Não estou dizendo isso para animar as pessoas que não leem a bíblia durante a semana inteira, e mesmo assim pregam duas ou três vezes por semana na congregação.

A verdadeira obediência que realmente agrada a Deus é aquela que flui de um coração regenerado.

Somos vitoriosos sobre o pecado pelo sacrifício de Jesus Cristo e não pelos nossos sacrifícios e obras humanas.

 Oração:  Santo, justo, misericordioso e consolador Pai Celestial. Meu coração transborda em adoração e gratidão. Reconheço a Tua soberania, poder, graça e infinita misericórdia na minha vida. Tu és o Deus Criador e sustentador de todas as coisas.
Reconheço a fragilidade de minha natureza caída, por isso careço desesperadamente da absoluta suficiência de Jesus Cristo em minha vida.
Te agradeço pelo poder do Teu Espírito, iluminando o meu entendimento; operando em mim a capacidade de descansar na perfeita obra de Jesus Cristo.
Jesus Cristo é a resposta para todos as minhas ansiedades, medos, angústias ou preocupações. Em Cristo eu tenho tudo o que preciso para viver uma vida de piedade, amor e misericórdia.
Mesmo em meio as mais violentas tempestades da vida, posso descansar na certeza de que a Tua graça me basta. Esvazia-me de mim mesmo para que a Tua glória se manifeste em minha vida.
Em nome de Jesus Cristo te agradeço.
Amém!

Josnei Borges dos Santos

Referências bibliográficas:

(1) WIERSBE, Warren W. Comentário Bíblico Expositivo: Novo Testamento: volume I. 1. ed. Santo André: Geográfica. 2006. p. 748-749.
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