Confessando diariamente a sublimidade e a supremacia de Jesus Cristo em nossas vidas

Obs: Todos os subginhados, grifos em negrito nos textos bíblicos são meus.

Por: Josnei Borges dos Santos

Texto base: Mateus 16:13-20

A confissão de Pedro

“13 Indo Jesus para os lados de Cesareia de Filipe, perguntou a seus discípulos: Quem diz o povo ser o Filho do Homem?
14 E eles responderam: Uns dizem: João Batista; outros: Elias; e outros: Jeremias ou algum dos profetas.
15 Mas vós, continuou ele, quem dizeis que eu sou?
16 Respondendo Simão Pedro, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.
17 Então, Jesus lhe afirmou: Bem-aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelaram, mas meu Pai, que está nos céus.
18 Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.
19 Dar-te-ei as chaves do reino dos céus; o que ligares na terra terá sido ligado nos céus; e o que desligares na terra terá sido desligado nos céus.
20 Então, advertiu os discípulos de que a ninguém dissessem ser ele o Cristo.” - Mateus 16:13-20 (Almeida Revista e Atualizada).

 1. Por que Jesus fez a pergunta sobre Sua identidade na cidade pagã e idolatra de Cesareia de Felipe? 

Indo Jesus para os lados de Cesareia de Filipe [...]” - v. 13 (Almeida Revista e Atualizada).

O fato de Jesus ter feito a pergunta sobre Sua identidade no distrito de Cesareia de Filipe não foi acidental. Jesus precisava de um local reservado para ensinar os Seus discípulos. Ele demonstra aos seus discípulos a fraqueza e inutilidade dos falsos deuses locais.

Jesus confrontou o paganismo e o poder imperial. Ele escolheu um local neutro e hostil, longe dos astutos fariseus e da multidão da Galileia, para mostrar o contraste teológico entre a soberania dos reinos terrenos, os seus falsos deuses, com a Soberania do verdadeiro Messias, Criador do Universo, o verdadeiro Deus que sustenta todas as coisas.

Jesus saiu do território estritamente judaico, conduzindo os discípulos para Cesareia de Felipe, que era o apogeu da idolatria, onde a maior parte da população não era judia. Estava situada cerca de 40 quilômetros ao norte do Mar da Galileia.

Jesus escolheu o distrito de Cesareia de Filipe, uma terra gentia para fazer a pergunta sobre Sua identidade. A cidade exibia templos, grutas devocionais, estátuas de falsos deuses. Nesse lugar idolatravam o deus Pã e também tinha sido estabelecido culto imperial a César.

A cidade exibia templos devotados ao imperador romano César Augusto que era visto como um deus. Também tinha Grutas de culto ao deus Pã onde ocorriam rituais de depravação sexual.

A pergunta de Jesus na cidade de Cesareia de Filipe foi pedagógica. Ele estava ensinando os Seus discípulos que a Sua identidade divina não se mistura com filosofias e mitologias mundanas.

Jesus levou os Seus discípulos a Cesareia de Felipe para contrastar o sistema de culto pagão de deuses mortos com o verdadeiro culto e adoração do Deus Vivo. O Messias divino contrastando o messianismo nacionalista e político terreno.

Jesus queria demonstrar aos discípulos que a Igreja não é edificada sobre ídolos espirituais ou poderes políticos deste mundo caído, mas sobre Cristo, o Filho do Deus vivo.

 2.  O que significa a expressão (termo) Filho do Homem? 

“[...] perguntou a seus discípulos: Quem diz o povo ser o Filho do Homem?” - v. 13 (Almeida Revista e Atualizada).

Pedro confessou que Jesus é, ao mesmo tempo 100% homem, por isso é descrito como Filho do homem; e Jesus é 100% Deus, descrito como Filho do Deus vivo.

 2.1.  União hipostática (Natureza divina e humana de Jesus) 

É a união eterna e indissolúvel a partir da encarnação.

A expressão Filho do Homem aponta para a união hipostática em que o Deus verdadeiro assumiu a natureza humana para cumprir em perfeita obediência e submissão voluntária a Aliança da Redenção (plano redentor).

     a.  Somente alguém que fosse verdadeiramente homem podia ser o nosso substituto legal na cruz e pagar o preço do nosso pecado.  Somente um humano poderia pagar a dívida de pecado. Somente um humano poderia derramar o sangue na cruz e morrer.

     b.  Somente alguém que fosse verdadeiramente Deus poderia suportar a infinita ira de Deus.  Nenhum ser humano tem suporte para esgotar a ira de Deus em Si mesmo. Deus é imortal. Nenhum ser humano tem poder sobre a morte. Foi a divindade de Cristo e o poder do Espírito Santo que garantiram a Sua ressurreição após o sacrifício na cruz do Calvário.

“Assim, ao Rei eterno, imortal, invisível, Deus único, honra e glória para todo o sempre. Amém!” - 1 Timóteo 1:17 (Nova Almeida Atualizada).

A essência divina não pode sofrer mutação, dor, sangrar ou cessar de existir.

“Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não mudança, nem sombra de variação.” - Tiago 1:17 (Almeida Revista e Corrigida).

Jesus precisou da nossa natureza humana para morrer e nos substituir na cruz.

“E, visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas, para que, pela morte, aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo.” - Hebreus 2:14 (Almeida Revista e Corrigida).

“Porque há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem.” - 1 Timóteo 2:5 (Almeida Revista e Corrigida).

Jesus Cristo Homem fala das duas naturezas. Natureza humana e natureza divina.

O homem não poderia morrer na cruz para salvar a si mesmo, visto que a sua dívida de pecados é impagável.

“7 Mas não são capazes de se redimir da morte e pagar um resgate a Deus.
8 O preço para resgatar uma vida é altíssimo, e ninguém é capaz de pagar o suficiente
9 para viver para sempre e jamais ver a sepultura.” - Salmos 49:7-9 (Nova Versão Transformadora).

A humanidade de Jesus sucumbiu à morte. Mas o poder da Sua divindade ressuscitou o corpo de Jesus.

“17 Por isso, o Pai me ama, porque eu dou a minha vida para a reassumir.
18 Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la. Este mandato recebi de meu Pai.” - João 10:17-18 (Almeida Revista e Atualizada).

A natureza humana de Jesus morreu na cruz, porém foi sustentada pelo poder da natureza divina.

Somente a natureza divina poderia suportar ou esgotar a ira divina sem ser destruída. Foi a natureza divina que sustentou a humanidade de Jesus na cruz, satisfazendo plenamente a justiça de Deus.

Nenhum ser humano em sua estrutura fraca e finita suportaria a infinita ira de Deus sobre a cruz.

Se Jesus fosse apenas homem, seria incapaz de salvar. Se fosse apenas Deus, não poderia morrer pela humanidade, pois Deus não morre.

“Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade.” - Colossenses 2:9 (Almeida Revista e Corrigida).

Ele experimentou as nossas fraquezas humanas para ser um Sumo Sacerdote compassivo. Jesus precisou compartilhar da carne e do sangue para obedecer a lei e morrer na cruz como nosso substituto. Ele participou dos nossos sofrimentos, fraquezas para interceder por nós como Sumo Sacerdote, misericordioso e fiel.

“14 E, visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas, para que, pela morte, aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo,
15 e livrasse todos os que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à servidão.
16 Porque, na verdade, ele não tomou os anjos, mas tomou a descendência de Abraão.
17 Pelo que convinha que, em tudo, fosse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote naquilo que é de Deus, para expiar os pecados do povo.
18 Porque, naquilo que ele mesmo, sendo tentado, padeceu, pode socorrer aos que são tentados.” - Hebreus 2:14-17 (Almeida Revista e Corrigida).

“14 Visto que temos um grande sumo sacerdote, Jesus, Filho de Deus, que penetrou nos céus, retenhamos firmemente a nossa confissão.
15 Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado.” - Hebreus 4:15-16 (Almeida Revista e Corrigida).

Foi necessário Jesus se tornar em tudo semelhante aos homens para ser um sacerdote manifestando misericórdia.

Ele pode ser nosso Sumo Sacerdote porque participou das fraquezas e tentações humanas no Seu ministério terreno.

 3.  Significado do termo “Cristo Filho de Deus” 

“Respondendo Simão Pedro, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.” - v. 16 (Almeida Revista e Atualizada).

A graça soberana revelou a Pedro o Messias prometido. O apóstolo reconheceu o Cristo encarnado. “[...] Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.” - v. 16.

 3.1.  Cargo único:  “Cristo” Significa (O Messias) o ungido.

 3.2.  Ofício triplo:  A função de Jesus é tríplice: Profeta, Sacerdote e Rei.

     a.  Ofício de Profeta:  Jesus revela a Palavra e a vontade de Deus.

     b.  Ofício de Sacerdote:  Jesus Se ofereceu a Si mesmo como sacrifício substitutivo e expiatório. Ressuscitado ascendeu vitorioso ao céu e intercede por cada um daqueles que Ele recebeu na eternidade.

     c.  Ofício de Rei:  Jesus governa soberanamente o Universo, protege o Seu povo, subjugando os seus inimigos.

 3.3.  Filho do Deus vivo:  Não significa que Jesus teve início de dias.

     a.  Jesus não foi criado e nem teve Seu início nascendo numa manjedoura:  Sua divindade é eterna. Ele não deixou de ser Deus ao nascer como homem.

Jesus não teve começo temporal. Na manjedoura teve início a Sua natureza humana. Na união hipostática Jesus passou a ter duas naturezas completas em uma só pessoa: 100% Deus e 100% homem, sem divisão ou confusão. Plenamente Deus e plenamente homem.

Na manjedoura não teve início de Sua existência. Ele sempre existiu e sempre foi Deus.

“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.” - João 1:14 (Nova Versão Internacional).

Jesus é eterno. Ele não tem começo e nem fim.

“"E você, Belém-Efrata, que é pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de você me sairá aquele que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade."” - Miquéias 5:2 (Nova Almeida Atualizada).

“E, agora, glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse.” - João 17:5 (Almeida Revista e Corrigida).

O Deus eterno esvaziou-Se assumindo a carne humana, sem deixar de ser o verdadeiro Deus.

“6 Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus.
7 Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens;
8 e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz.” - Filipenses 2:6-8 (Almeida Revista e Corrigida).

O próprio Filho pré-existente apregoou Sua existência eterna e atemporal.

“Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que, antes que Abraão existisse, eu sou.” - João 8:58 (Almeida Revista e Corrigida).

“Deus disse a Moisés: Eu Sou o Que Sou. Disse mais: — Assim você dirá aos filhos de Israel: "Eu Sou me enviou a vocês.” - Êxodo 3:14 (Nova Almeida Atualizada).

Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso.” - Apocalipse 1:8 (Almeida Revista e Corrigida).

     b.  Jesus é o Deus eterno:  Ele é o Verbo eterno, que já existia desde a eternidade passada no seio do Pai:

“1 No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
2 Ele estava no princípio com Deus.” - João 1:1-2 (Almeida Revista e Corrigida).

Jesus não teve começo no tempo. Ele é Criador e não criatura.

“16 Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele.
17 E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele.” - Colossenses 1:16-17 (Almeida Corrigida Fiel).

Ele é o Criador de todas as coisas.

“Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.” - João 1:3 (Almeida Revista e Corrigida).

 3.4.  Natureza humana de Jesus sem pecado:  Jesus assumiu a nossa natureza humana, contudo sem nenhuma mancha ou culpa do pecado original do primeiro Adão.

• Jesus nunca cometeu pecado em pensamento, palavra ou ação.
• Ele não herdou a corrupção adâmica em Sua natureza humana.
• Sua divindade garante que a Sua humanidade permaneça santa.

Jesus possuía um corpo verdadeiro, real, com alma, mente e vontade humana, porém não possuiu a natureza caída (depravação total) do ser humano.

• Jesus em Sua humanidade teve um corpo;
• Compartilhou a humanidade humana;
• Compartilhou das nossas fraquezas físicas;
• Sentiu fome;
• Sentiu cansaço;
• Sentiu dor;
• Chorou;
• Foi tentado;
• E morreu numa cruz.

 4. Revelação do Pai (Não de carne ou sangue) 

“Então, Jesus lhe afirmou: Bem-aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelaram, mas meu Pai, que está nos céus.” - v. 17 (Almeida Revista e Atualizada).

Pedro não recebeu a revelação da divindade de Cristo por Si mesmo, mas por iluminação e revelação interna do Espírito Santo.

Pedro recebeu a revelação pela operação monergista, soberana e iluminadora do Espírito Santo. Em Pedro manifestou-se a graça irresistível de Deus.

A graça irresistível não deriva da carne, do livre arbítrio natural humano. O homem natural está espiritualmente morto e cego às verdades espirituais.

“Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.” - 1 Coríntios 2:14 (Almeida Revista e Corrigida).

O intelecto humano decaído pelo pecado é incapaz de ter revelação de Deus por si mesmo. Se o Espírito Santo não remover a cegueira, nenhum ser humano pode contemplar a glória de Deus. Se não tiver a iniciativa da iluminação divina, o coração do homem não regenerado permanece em densas trevas espirituais.

A mente e a vontade do homem caído estão totalmente afetadas pelo pecado. A carne e o sangue são incapazes de reconhecer a verdadeira identidade de Jesus. Sem regeneração, ninguém verá a Deus.

“3 Jesus respondeu e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus.
5 Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus.
6 O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito.” - João 3:3, 5-6 (Almeida Revista e Corrigida).

Precisamos entender que um morto está impossibilitado de dar o primeiro passo em direção a Deus, se não tiver a operação do Espirito Santo em sua vida.

A confissão de Pedro destaca com exclusividade a eleição e revelação do Pai Celestial.

O homem não regenerado, está totalmente imerso nas trevas do pecado. Ele é incapaz de discernir a Cristo pela sua própria capacidade mental ou intelectual. Sem a iluminação interna e soberana do Espírito Santo ele permanece ignorante em relação as coisas espirituais.

Pedro não teve a revelação pela sua própria sabedoria ou esforço intelectual, mas pela graça soberana do Pai Celestial.

Necessitamos diariamente da graça soberana de Deus para iluminar o nosso entendimento.

 4.1.  Como o homem natural vê Jesus? 

O homem natural vê Jesus apenas de forma horizontal. Não tem discernimento espiritual para reconhecer Jesus em Sua divindade.

• O homem não regenerado vê Jesus apenas como um grande líder,
• Um grande mestre,
• um personagem histórico,
• um mero homem iluminado,
• um profeta,
• um mestre,
• um guia espiritual,
• um revolucionário,
• um reformador social,
• um terapeuta,
• um sábio que desafiou os intelectuais,
• um personagem histórico,
• um exemplo de amor,
• um mero milagreiro,
• um homem incompreendido que morreu numa cruz.
• Um homem bondoso que curava as pessoas,
• Um homem que alimentava os famintos,
• Um homem que apregoava justiça social,
• Um homem que demonstrou exemplo de ética e moral para o mundo.

Todas essas opiniões humanas são insuficientes para a salvação.

 5. Igreja edificada sobre a pedra 

“Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.” - v. 18 (Almeida Revista e Atualizada).

A Rocha que a Igreja está fundamentada é o próprio Cristo.

“Porque ninguém pode pôr outro fundamento, além do que está posto, o qual é Jesus Cristo.” - 1 Coríntios 3:11 (Almeida Revista e Corrigida).

Não podemos interpretar a pedra como Pedro, mas como a confissão de Pedro sobre a divindade do Senhor Jesus. O próprio Cristo como o fundamento da igreja.

A Rocha firme e inabalável não é a pessoa falível do apóstolo Pedro, mas a sua confissão da divindade de Cristo.

A igreja de Cristo não está edificada em Pedro, mas no conteúdo da própria confissão de Pedro (petros). “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.” - v. 16 (Almeida Revista e Atualizada).

 6. As portas do inferno não prevalecerão contra a igreja 

Dar-te-ei as chaves do reino dos céus; o que ligares na terra terá sido ligado nos céus; e o que desligares na terra terá sido desligado nos céus.” - v. 19 (Almeida Revista e Atualizada).

Jesus declara que Sua Igreja está edificada protegida, blindada contra as investidas do império da morte, num território onde dedicava culto ao imperador e ao deus grego Pã. Foi diante do santuário associado às portas do inferno que Jesus declarou o triunfo da Sua Igreja.

A Gruta deus Pã era associada à entrada para o mundo dos mortos. Esse lugar estava envolvido com os rituais de fertilidade. Essa caverna era vista como a entrada para o submundo. Era considerada a “porta do inferno”. Foi exatamente nesse lugar que Jesus declarou:

“Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.” - v. 18.

Jesus ressaltou o decreto irrevogável do Pai Celestial. Destacou a absoluta impotência das trevas diante do inabalável Reino de Deus.

Jesus destacou a inabalabilidade da Sua Igreja.

A Igreja é edificada sobre o decreto do Deus soberano e não sobre os frágeis méritos, esforços ou obras humanas.

“Quem pratica o pecado é do diabo, porque o diabo vive pecando desde o princípio. Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo.” - 1 João 3:8 (Almeida Revista e Corrigida).

A igreja de Cristo não teme os poderes seculares e espirituais deste mundo caído em pecados.

Nada pode deter o avanço vitorioso da Igreja de Cristo. A igreja é sustentada pelo poder soberano e não por frágeis poderes humanos.

“14 havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz.
15 E, despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo.” - Colossenses 2:14-15 (Almeida Revista e Corrigida).

Os poderes seculares demoníacos deste mundo são impotentes para resistir a graça irresistível do nosso Deus soberano, que decreta e executa todas as coisas, conforme a Sua vontade.

A igreja de Cristo triunfa sobre os poderes das trevas, sempre avançando invencivelmente; aniquilando, assolando, destruindo fortalezas espirituais.

“3 Porque, andando na carne, não militamos segundo a carne.
4 Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas;
5 destruindo os conselhos e toda altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo entendimento à obediência de Cristo.” - 2 Coríntios 10:3-5 (Almeida Revista e Corrigida).

O Reino de Cristo não avança por poderes políticos humanos ou pelos reinos caídos deste mundo.

Precisamos entender que o avanço do Evangelho da Graça em territórios pagãos e hostis não depende de fórmulas mágicas ou da força humana.

Igreja está segura em Jesus Cristo.

Descansamos na promessa de que a igreja de Cristo permanece segura, inabalável. Esta promessa nos conforta e tranquiliza nos períodos de tentações e perseguições. Estamos protegidos em Jesus Cristo.

 7. As Chaves do Reino dos céus e o ato de ligar e desligar 

“Dar-te-ei as chaves do reino dos céus; o que ligares na terra terá sido ligado nos céus; e o que desligares na terra terá sido desligado nos céus.” - v. 19 (Almeida Revista e Atualizada).

As chaves do Reino significam a autoridade da pregação do Evangelho.

É o ministério da Palavra de Deus que liga e desligana terra e no céu.

As Chaves do Reino não pertencem a um bispo primaz (exclusivo), mas confiadas à Igreja visível de Jesus Cristo.

A existência e perseverança da Igreja não dependem de forças humanas, mas da iniciativa do Deus soberano em outorgar fé e capacitar à cada um que Ele escolheu a perseverar em obediência à Sua Palavra.

As chaves do Reino descritas em Mateus 16:19 e o poder de desligar descrito em Mateus 18:18, referem-se estritamente ao ministério da Palavra de Deus e a disciplina eclesiástica que deve ser exercida na Igreja visível.

• As chaves do Reino não devem ser interpretadas como autoridade conferida a Pedro, que transmite aos seus sucessores;
• As chaves do Reino não devem ser interpretadas como poder sacramental para absolver pecados;
• As chaves do Reino não devem ser interpretadas como status de “super-autoridade” a líderes religiosos para supostamente abençoar ou amaldiçoar pessoas.
• As chaves do Reino não devem ser interpretadas ou usadas como desculpas para manipular pessoas
• As chaves do Reino não devem ser interpretadas como ligar e desligar bençãos ou maldições espirituais sobre pessoas, empresas ou sistema político.
• As chaves do Reino não devem ser interpretadas como técnica da famigerada teologia da “confissão positiva” ou “determinação”.

 8. Por que Jesus ordenou que os Seus discípulos não dissessem a ninguém que Ele era o Cristo? 

“Então, advertiu os discípulos de que a ninguém dissessem ser ele o Cristo.” - v. 20 (Almeida Revista e Atualizada).

Muitos judeus tinham um conceito político-nacionalista equivocado a respeito de Jesus. Eles esperavam um líder militar e político que exterminasse o Império Romano.

Jesus já conhecia a intenção deles:

“Sabendo, pois, Jesus que haviam de vir arrebatá-lo, para o fazerem rei, tornou a retirar-se, ele só, para o monte.” - João 6:15 (Almeida Revista e Corrigida).

O povo ainda não estava preparado para saber que Jesus era o Rei-Messias prometido nas Escrituras. Eles necessitavam da compreensão do perfeito sacrifício de Jesus Cristo na cruz.

Jesus os ensinava a enxergá-Lo pela ótica espiritual, como o Messias prometido (O Cordeiro de Deus) e não pela ótica carnal como um líder (libertador militar) para libertar Israel da opressão do Império Romano.

O povo não esperava um Servo Sofredor que terminaria Seu ministério terreno morto numa cruz, como um perverso criminoso. Os judeus esperavam um líder político temporal que conquistasse o trono terreno de Roma.

O povo não esperava um Libertador espiritual que seria um dia exposto diante da nação, pregado numa cruz com uma coroa de espinhos na cabeça.

A centralidade do ministério de Jesus é Ele mesmo crucificado, morto e ressuscitado e não um visível poder político. Até aos dias de hoje, o povo vive na expectativa de liberdade física e política, e não de liberdade espiritual “em Jesus Cristo”.

Jesus não queria que o povo se agitasse e desviasse o foco da redenção Nele. Se eles soubessem que Jesus era o Rei prometido, com certeza se agitariam numa revolta popular, para coroá-Lo rei.

Era necessário evitar que tivessem distorções políticas do messianismo. A hora da Sua morte na cruz ainda não havia chegado. Antes, Jesus precisava cumprir a “expiação vicária” pelos pecados do Seu povo.

 Conclusão 

O que nós podemos aprender com esta passagem bíblica?

• Esta mensagem enfatiza a soberania de Deus;
• A necessidade de revelação espiritual;
• A fé genuína não vem pela carne ou pelo sangue, mas revelação do Pai Celestial
• Centralidade de Jesus Cristo;
• É Jesus quem edifica a igreja;
• A segurança da igreja “em Jesus Cristo”.
• Jesus não foi apenas um profeta entre os homens. Jesus é o Filho do Deus vivo.
• A igreja visível e invisível está edificada na soberania de Deus e na confissão do apóstolo Pedro: “Jesus Cristo, Filho do Deus vivo”.
• A Igreja está edificada na confissão de Pedro e não na pessoa de Pedro.

Na confissão de Pedro, encontramos a revelação da segurança da Igreja contra o inferno e a missão de testemunhar diariamente Jesus Cristo em nossas vidas.

Rejeitamos o primado papal. A Rocha, a Pedra, é o próprio Senhor Jesus Cristo, ou a confissão messiânica feita por Pedro.

A Igreja é edificada sobre a pessoa poderosa e inabalável do Deus-Homem (Jesus Cristo); ou a confissão do cascalho, pedrinha Pedro.

A Igreja subsiste e triunfa por intermédio de Jesus Cristo, o nosso Arquiteto, Alicerce e Sustentador.

As chaves do Reino e o poder de ligar e desligar, não conferem poder mágico ao homem para desfrute de suas próprias vontades. As chaves do Reino pertencem a igreja de Cristo, exercidas no ministério da pregação da Palavra de Deus e disciplina eclesiástica para ordem e saúde da Comunidade.

O Evangelho da Graça nos despe de toda soberba intelectual e espiritual, nos conduzindo em humildade; diariamente confessando Jesus Cristo que é o dom da graça soberana concedida pelo Pai Celestial.

Em Cristo a nossa confiança é inabalável. Não precisamos temer as hostilidades do mundo secular.

 Aplicação 

 1.  Jesus é o Filho do Deus Vivo:  Ele é o Senhor de nossas vidas?

 2.  Onde está firmada a nossa fé?  Na tradição religiosa ou na revelação do Espírito Santo?

Religiosidade sem revelação da Pessoa de Cristo não salva.

 3.  No qual Jesus está fundamentada a nossa fé?  Como enxergamos Cristo?

Jesus nos pergunta hoje. quem dizeis que Eu sou?”

De que maneira você e eu enxergamos Cristo? Ver apenas o Jesus histórico não é suficiente. Ele é “[...] o Cristo, o Filho do Deus vivo.” - v. 16 (Almeida Revista e Atualizada).

• Ele é a Rocha da Sua salvação?
• Ele é o Senhor absoluto de sua vida?
• Sua fé está baseada na sua carne?
• Nas suas opiniões?
• Ou na revelação do Espírito?
• Na revelação da Palavra de Deus?
• Na revelação do perfeito sacrifício de Jesus Cristo?

O Jesus conhecido pela opinião pública não tem poder para salvar ou satisfazer a alma humana.

• O mundo enxerga Jesus apenas como um provedor de sonhos ou desejos das pessoas,
• um “coach”,
• um homem místico,
• um profeta moralista.

Se a nossa confissão for a mesma do apóstolo Pedro, de que Jesus é o Messias, o Deus Vivo e único Salvador; significa que somos membros dessa igreja fundamentada sobre a Rocha, e que as portas do inferno não podem detê-la.

Nossa fé não pode estar baseada em opiniões populares, mas no perfeito sacrifício de Jesus Cristo.

A confissão de Pedro descortinou a revelação divina da identidade de Cristo.

Jesus é o Filho do Deus Vivo, o Senhor absoluto de todas as coisas. Ele governa cada átomo e cada detalhe do Universo, nada acontece fora do Seu divino plano soberano. Ele governa os reinos, a história e a vida de cada habitante do planeta, sem perder o controle.

Ele governa o Universo e todas as coisas pelo Seu poder. Todas as coisas foram criadas por Ele e para Ele.

Ele é o Filho unigênito do Pai, o Deus verdadeiro revelado em carne. Sua obra e Seu senhorio cumprem o pacto da redenção estabelecido ainda antes da fundação do mundo.

Jesus não deve ser visto apenas como um guia moral, mas o Rei soberano que governa o Universo e o coração de cada pessoa regenerada. Ele é a cabeça da Igreja.

A Igreja não governa a si mesma. Ela é regida pela autoridade suprema de Jesus. Sendo Ele completo, a Sua igreja se torna completa unida a Ele.

O cristão genuíno reconhece o senhorio de Cristo em sua vida. Sua própria vontade é submetida à perfeita vontade do Senhor Jesus.

Nós já morremos para o pecado e vivemos para Jesus Cristo. Devemos nos submeter à Sua Palavra. Tudo o que somos e temos pertence a Ele.

Não basta apenas levantar a mão e “aceitar Jesus como Salvador”. Toda a pessoa que recebeu um novo coração do Pai reconhece Jesus Cristo como o Senhor absoluto de todas as áreas da sua vida.

Somos preservados por Jesus, para perseverar em fé e obediência até o dia da Sua volta.

Ele é o Senhor absoluto de toda a criação e salvação de cada um daqueles que Ele recebeu do Pai na eternidade.

Devemos confessar diariamente a sublimidade e a supremacia de Jesus Cristo em nossas vidas.

O apóstolo Paulo disse que considerava todas as coisas como perda diante da sublimidade de Jesus Cristo. Todas as coisas consideradas valiosas para o mundo perdem o sentido diante Dele.

Toda a plenitude divina está Nele. Ele é o Sustentador de todas as coisas. Ele é o resplendor da glória de Deus. Ele é suficiente em Si mesmo e Senhor sobre todas as coisas. Todo Joelho se dobrará diante da Sua Presença.

 Oração:  Amado Pai Celestial, Pai das Luzes. Deus de amor, graça, misericórdia e de revelação.
Somos gratos pelo Teu Espírito soberano que ilumina diariamente a nossa mente.
Te louvamos, com o coração transbordando em adoração e gratidão, por ter aberto os nossos olhos e entendimento, revelando-nos a pessoa de nosso Senhor Jesus Cristo, nosso único Salvador, fundamento da Igreja.
Somos gratos por ter nos firmado na Tua Verdade e não em homens. Somos gratos pela ousadia, para anunciarmos o Evangelho da Graça com intrepidez.
Somos gratos por ter aberto o nosso entendimento para seguirmos a sã doutrina e rejeitarmos veementemente às falsas doutrinas.
Somos gratos pela promessa de que as portas do inferno não podem prevalecer contra a Tua Igreja.
Perdoa-nos, Pai, pelo nosso egoísmo em priorizar os nossos interesses, em detrimento do Teu Reino.
Capacita-nos a levarmos diariamente o morrer de Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste em nosso corpo.
Capacita-nos a vivermos como sal e luz nesta terra.
Revela-nos mais e mais da Tua Verdade em nossos corações.
Capacita-nos a viver sob o senhorio de Jesus Cristo, tomando diariamente a nossa cruz e seguindo-O. Nosso único Salvador, Mestre, nosso tudo.
Edifica-nos e usa-nos para a Tua glória.
Em nome de Jesus Cristo, nosso Senhor, Amém!

Graça e Paz!

Josnei Borges dos Santos
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