Obs: Todos os sublinhados, grifos em negrito nos textos bíblicos são meus.
Por: Josnei Borges dos SantosTexto base: Romanos 3:25-26“25 Deus o ofereceu como sacrifício para propiciação por meio da fé, pelo seu sangue, proclamando a evidência da sua justiça. Por sua misericórdia, havia deixado impunes os pecados anteriormente cometidos;26 mas, no presente, demonstrou a sua justiça, a fim de ser justo e justificador daquele que deposita toda a sua fé em Jesus.” - Romanos 3:25-26 (Bíblia King James Atualizada).
4.5. Distinção entre “paz com Deus” e a “paz de Deus”
Os conceitos justificação, regeneração e santificação, nos ajudam a entender o que Jesus faz fora de nós (tribunal divino). E o que o Espírito Santo opera internamente em nós.
“Paz com Deus” e a “paz de Deus” são frutos da graça de Deus, porém distintos nos conceitos teológicos.
4.5.1. “Paz com Deus”
A expressão “paz com Deus” está baseada diretamente na “doutrina da justificação”.
“Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo.” - Romanos 5:1 (Almeida Revista e Corrigida).
Justificação é um ato legal, judicial e instantâneo de Deus. A justificação não muda a natureza interior do ser humano, mas altera seu status legal diante do Tribunal de Deus.
Antes da justificação éramos inimigos de Deus, debaixo da condenação divina.
O Evangelho da Graça trata a relação entre Deus, o pecado e o pecador com muita seriedade. Por isso precisamos refutar o ditado popular muito usado no meio religioso de que “Deus odeia o pecado, mas ama o pecador”.
A ira de Deus está dirigida tanto ao pecado como para o pecador impenitente. O pecado é uma afronta contra a santidade e justiça de Deus.
A justiça e santidade de Deus não toleram pecado.
“Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal e a opressão não podes contemplar [...]” - Habacuque 1:13 (Almeida Revista e Atualizada).
O homem caído é pecador por natureza. Corpo, mente, vontade e afeições estão em franca rebelião contra Deus.
“Entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais.” - Efésios 2:3 (Almeida Revista e Atualizada).
O ser humano decaído não é neutro em relação as coisas de Deus. Já no ventre materno, ele se encontra em estado de rebelião e inimizade contra Deus.
“Porque, se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida.” - Romanos 5:10 (Almeida Revista e Corrigida).
“4 Pois tu não és Deus que se agrade com a iniquidade, e contigo não subsiste o mal.
5 Os arrogantes não permanecerão na tua presença; odeias todos os que praticam a iniquidade.
6 Tu destróis os que proferem mentira; o Senhor abomina o sanguinário e o fraudulento.” - Salmo 5:4-6 (Nova Almeida Atualizada).
O homem caído vive em rebeldia e alienação espiritual, hostil à santidade de Deus. Ele odeia a Deus e foge de Sua presença.
“Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser.” - Romanos 8:7 (Almeida Revista e Corrigida).
O pecador é o agente voluntariamente unido ao seu próprio pecado.
“4 O Senhor está no seu santo templo; nos céus o Senhor tem o seu trono; os seus olhos estão atentos, as suas pálpebras sondam os filhos dos homens.
5 O Senhor põe à prova o justo e o ímpio; mas ele abomina o que ama a violência.” - Salmo 11:4-5 (Nova Almeida Atualizada).
“Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda impiedade e injustiça dos homens que detêm a verdade em injustiça.” - Romanos 1:18 (Almeida Revista e Corrigida).
4.5.2. O efeito catastrófico do pecado destruiu o relacionamento entre Deus e o homem
Em seu estado de inocência e retidão espiritual, Adão desfrutava de um relacionamento sem barreiras, dialogando face a face com Seu Criador. Não existia medo, vergonha ou qualquer outro obstáculo entre o homem e Deus.
Porém a vida eterna e a comunhão ininterrupta entre o homem e o Soberano Criador tinha uma condição: “O homem teria que viver em perfeita obediência pessoal às ordenanças de Deus.” Não poderia comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal.
O Criador não deu ao primeiro Adão ordenança impossível para cumprir. O nosso representante (cabeça federal), tinha ferramentas morais para cumprir perfeitamente o mandamento de Deus e herdar a vida eterna, para si e toda a sua descendência.
Como já comentei neste estudo, as consequências do pecado de Adão no Jardim do Éden forma imediatas. O homem perdeu a retidão original e todas as suas faculdades passaram a ser totalmente inclinadas para o pecado.
Abriu-se um infinito abismo entre Deus e o homem.
“1 Eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar; nem o seu ouvido, agravado, para não poder ouvir.
2 Mas as vossas iniquidades fazem divisão entre vós e o vosso Deus, e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça.” - Isaías 59:1-2 (Almeida Revista e Corrigida).
Diante de um abismo infinito, a justa justiça de Deus é inflexível. Ela exige um sacrifício infinito para aplacar a ira divina.
O homem é incapaz de ultrapassar esse abismo para reatar a comunhão com Deus.
4.5.3. Reconciliação é obra monergista de Deus
Foi Deus Quem tomou a iniciativa em remover a inimizade jurídica e relacional entre Ele e o pecador, enviando Jesus Cristo (o Último Adão – Cabeça Federal dos eleitos).
A reconciliação só é possível através dos méritos de Jesus Cristo. Somente a perfeita obediência e sacrifício do Filho de Deus podem aplacar a ira divina e satisfazer a justiça de Deus.
Jesus Cristo é o único Mediador entre Deus e os homens.
“Porque há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem.” - 1 Timóteo 2:5 (Almeida Revista e Corrigida).
Gentios e judeus foram unidos por Deus, mediante o perfeito sacrifício de Jesus Cristo.
“11 Portanto, lembrai-vos de que vós, noutro tempo, éreis gentios na carne e chamados incircuncisão pelos que, na carne, se chamam circuncisão feita pela mão dos homens;
12 que, naquele tempo, estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel e estranhos aos concertos da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo.
13 Mas, agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto.
14 Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derribando a parede de separação que estava no meio,
15 na sua carne, desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz,
16 e, pela cruz, reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades.” - Efésios 2:11-16 (Almeida Revista e Corrigida).
Pessoas de todas as tribos, línguas, povos e nações são alcançadas pela obra consumada de Jesus Cristo.
“E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro e de abrir os seus selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda tribo, e língua, e povo, e nação.” - Apocalipse 5:9 (Almeida Revista e Corrigida).
“9 Depois destas coisas, vi, e eis grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro, vestidos de vestiduras brancas, com palmas nas mãos;
10 e clamavam em grande voz, dizendo: Ao nosso Deus, que se assenta no trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação.” - Apocalipse 7:9-10 (Almeida Revista e Atualizada).
Os regenerados são embaixadores de Deus na terra, anunciando o Evangelho glorioso de nosso Senhor Jesus Cristo.
Os salvos em Jesus Cristo anunciam aos quatro cantos deste mundo, que Jesus sofreu na cruz a ira divina, que estava destinada aos eleitos de Deus.
Voluntariamente, Jesus assumiu na cruz, a punição da Lei em nosso lugar.
“Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós, porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro.” - Gálatas 3:13 (Almeida Revista e Corrigida).
Jesus Cristo foi feito pecado por nós para aplacar (propiciar) a justa ira divina. A culpa do homem foi imputada (creditada) a Cristo, e a perfeita justiça de Cristo foi imputada ao regenerado.
“Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.” - 2 Coríntios 5:21 (Almeida Revista e Corrigida).
Jesus sorveu até a última gota do cálice da ira de Deus. A justa ira de Deus contra o pecado e o pecador foi plenamente satisfeita no substituto Jesus Cristo.
“3 Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso.
4 Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido.
5 Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.
6 [...] o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos.
8 [...] por causa da transgressão do meu povo, foi ele ferido.
10 Todavia, ao Senhor agradou moê-lo, fazendo-o enfermar [...].
11 Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito; o meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos, porque as iniquidades deles levará sobre si.
12 Por isso, eu lhe darei muitos como a sua parte, e com os poderosos repartirá ele o despojo, porquanto derramou a sua alma na morte; foi contado com os transgressores; contudo, levou sobre si o pecado de muitos e pelos transgressores intercedeu.” - Isaías 53:4-6, 8, 10-12 (Almeida Revista e Atualizada).
O perfeito sacrifício de Jesus pôs fim à inimizade jurídica. Jesus recebeu sobre Si toda a punição da Lei.
“E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.” - João 19:30 (Almeida Revista e Corrigida).
A cruz foi o tribunal jurídico onde foi esgotada a justa e santa ira de Deus.
“E ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo.” - 1 João 2:2 (Almeida Revista e Corrigida).
Jesus morreu por nós quando ainda éramos pecadores.
“Mas Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.” - Romanos 5:8 (Almeida Revista e Corrigida).
A ira de Deus permanece sobre todos aqueles que rejeitam o Evangelho de Jesus Cristo. Todo ser humano já nasce condenado, debaixo da ira de Deus.
“18 Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.
36 Aquele que crê no Filho tem a vida eterna, mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece.” - João 3:18, 36 (Almeida Revista e Corrigida).
“21 A vós também, que noutro tempo éreis estranhos, e inimigos no entendimento pelas vossas obras más, agora contudo vos reconciliou
22 No corpo da sua carne, pela morte, para perante ele vos apresentar santos, e irrepreensíveis, e inculpáveis.” - Colossenses 1:21-22 (Almeida Corrigida Fiel).
“Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.” - Tiago 4:4 (Almeida Revista e Corrigida).
A Palavra de Deus revela inimizade de duas vias. Inimizade do homem para com Deus e de Deus para com o homem. O problema do homem decaído é que ele se encontra totalmente incapacitado em si mesmo em esboçar qualquer reação para fazer as pazes com Deus.
A reconciliação com Deus é um ato soberano e gracioso do próprio Deus. A iniciativa partiu inteiramente do Pai soberano, cheio de amor, graça e misericórdia.
“17 Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.
18 E tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo e nos deu o ministério da reconciliação,
19 isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados, e pôs em nós a palavra da reconciliação.” - 2 Coríntios 5:17-19 (Almeida Revista e Corrigida).
O perfeito sacrifício de Jesus Cristo removeu completamente a ira de Deus para todo o sempre. O resultado do perfeito sacrifício de Jesus Cristo é “paz com Deus”. Hoje temos paz com Deus porque a taça da ira divina foi totalmente esvaziada em Jesus Cristo na cruz.
“Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo.” - Romanos 5:1 (Almeida Revista e Corrigida).
Paz com Deus citada em Romanos 5:1 não é um sentimento psicológico, mas o final da inimizade jurídica. Acabou a ira de Deus sobre nós através da justificação em Cristo; e a nossa guerra e hostilidade contra Ele, através da obra de regeneração pelo Espírito Santo.
O perfeito sacrifício de Jesus Cristo rompeu definitivamente a inimizade entre Deus e nós. Jesus cancelou o escrito de dívida que era contra nós. Deus não está mais contra nós. Foi o nosso Justo Advogado (Jesus Cristo) Quem morreu para pagar a nossa impagável dívida. Foi o Supremo Juiz (Deus Pai) que emitiu o veredito de “absolvido” (inocente). Jesus rasgou a promissória na cruz. Não existe mais nenhum documento de acusação contra a pessoa que foi justificada.
“14 Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz.
15 E, despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo.” - Colossenses 2:14-15 (Almeida Revista e Corrigida).
A ausência de condenação é inabalável na vida do regenerado.
A ausência de condenação não depende da nossa instável fidelidade, autojustiça caída, nem mesmo do falido desempenho ou do escravizado esforço humano. A ausência de condenação depende se estamos unidos em Jesus Cristo ou não. São os méritos Dele creditados a nós que nos mantém justificados (não culpados) diante de Deus.
“Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida.” - João 5:24 (Almeida Revista e Atualizada).
Não existe mais juízo condenatório contra um filho de Deus. “[...] não entra em juízo, mas passou da morte para a vida.”. O verbo está no passado. “[...] passou [...]”. O julgamento do regenerado já aconteceu na cruz. Descanse nesta promessa de Deus.
O julgamento do Dia Final do Juízo já foi antecipado na cruz. Jesus Cristo já nos livrou da ira futura.
“E para aguardar dos céus o seu Filho, a quem ele ressuscitou dentre os mortos, a saber, Jesus, que nos livra da ira vindoura.” - 1 Tessalonicenses 1:10 (Nova Almeida Atualizada).
Ninguém pode nos acusar. Nem Satanás, nem a Lei e nem mesmo a nossa própria consciência que é falha por causa da nossa natureza caída. A graça de Deus é superior à nossa consciência (sentimento de culpa – acusação interna).
“Pois, se o nosso coração nos acusar, certamente, Deus é maior do que o nosso coração e conhece todas as coisas.” - 1 João 3:20 (Almeida Revista e Atualizada).
Na Nova Versão Transformadora diz: “E, ainda que a consciência nos condene, Deus é maior que nossa consciência e sabe todas as coisas.” - 1 João 3:20.
A permanência do estado de inocentes diante de Deus, não depende de perfeição emocional do ser humano, mas da fidelidade de Deus.
Se Jesus Cristo pagou pelos pecados do Seu povo, a dívida está totalmente paga. Deus não pode punir o substituto (Jesus Cristo) duas vezes.
A cruz se manifestou como um trono de julgamento e graça ao mesmo tempo.
Deus seria injusto se cobrasse repetidas vezes a mesma dívida de pecados.
É o próprio Deus que protege o crente para que ele persevere até o fim.
Gentios e judeus foram unidos em Cristo, como um só povo de Deus.
“14 Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derribando a parede de separação que estava no meio,
15 na sua carne, desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz,
16 e, pela cruz, reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades.
17 E, vindo, ele evangelizou a paz a vós que estáveis longe e aos que estavam perto;
18 porque, por ele, ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito.
19 Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos Santos e da família de Deus;
20 edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina;
21 no qual todo o edifício, bem-ajustado, cresce para templo santo no Senhor,
22 no qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus no Espírito.” - Efésios 2:14-22 (Almeida Revista e Corrigida).
Não se trata de um sentimento interior de serenidade, mas de um status jurídico. Deus nos declarou “absolvidos - inocentes” no tribunal divino. Não existe mais nenhuma acusação contra nós.
“1 Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o espírito.
38 Porque estou certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir,
39 nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor!” - Romanos 8:1, 38-39 (Almeida Revista e Corrigida).
A segurança para quem está unido a Jesus Cristo é total e a glorificação no Dia Final é certa.
Quando o Pai olha para o regenerado, não encontra nenhum motivo para punição. Quando o Pai olha para uma pessoa que nasceu de novo, Ele vê os méritos de Cristo. A perfeita justiça de Cristo foi imputada em todos aqueles que receberam a graça de crer no Evangelho da Graça.
Agora, Deus não está mais contra nós. Nenhuma condenação contra nós. Nada e ninguém pode nos acusar diante de Deus.
A condenação não foi apenas suspensa temporariamente e nem tão pouco é condicional. Nossa absolvição em Jesus Cristo foi integral e eterna.
Nada e ninguém pode apelar por recursos, para abrir um processo legal contra aqueles que já foram justificados por Deus.
A reconciliação nos transformou em filhos de Deus.
“Vede quão grande amor nos tem concedido o Pai: que fôssemos chamados filhos de Deus. Por isso, o mundo não nos conhece, porque não conhece a ele.” - 1 João 3:1 (Almeida Revista e Corrigida).
“15 Porque não recebestes o espírito de escravidão, para, outra vez, estardes em temor, mas recebestes o espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai.
16 O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.
17 E, se nós somos filhos, somos, logo, herdeiros também, herdeiros de Deus e coerdeiros de Cristo; se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados.” - Romanos 8:15-17 (Almeida Revista e Corrigida).
Nossa posição jurídica foi mudada pelo perfeito sacrifício de Jesus Cristo. O Pai não olha mais para nós com ira judicial, mas com amor paternal.
Inutilmente, Satanás tenta trazer nossos pecados à tona, nos acusando em nossa consciência, mas todas as suas acusações perderam o valor legal. A ira de Deus foi definitivamente aplacada em Jesus Cristo.
O termo Satanás significa literalmente “acusador”. Mas Ele já foi derrotado pelo perfeito sacrifício de Jesus Cristo. Não existe mais punição condenatória para o justificado. A dívida foi totalmente quitada.
Jesus atua como nosso Advogado e Sumo Sacerdote Celestial intercedendo por nós.
“14 E, visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas, para que, pela morte, aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo,
15 e livrasse todos os que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à servidão.
16 Porque, na verdade, ele não tomou os anjos, mas tomou a descendência de Abraão.
17 Pelo que convinha que, em tudo, fosse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote naquilo que é de Deus, para expiar os pecados do povo.
18 Porque, naquilo que ele mesmo, sendo tentado, padeceu, pode socorrer aos que são tentados."” - Hebreus 2:14-18 (Almeida Revista e Corrigida).
A obra consumada de Jesus Cristo nos deu acesso ao trono da graça de Deus.
“14 Visto que temos um grande sumo sacerdote, Jesus, Filho de Deus, que penetrou nos céus, retenhamos firmemente a nossa confissão.
15 Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado.
16 Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno.” - Hebreus 4:14-16 (Almeida Revista e Corrigida).
O argumento que nos mantém justo diante de Deus não são nossas justificativas ou comportamentos morais diários, mas o sangue de Jesus Cristo aspergido sobre nossas vidas.
“19 Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus,
20 pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne.” - Hebreus 10:19-20 (Almeida Revista e Atualizada).
A graça de Deus é a identidade do regenerado. Estamos escondidos em Cristo.
“Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.” - Colossenses 3:3 (Almeida Revista e Corrigida).
Quando o Pai celestial olha para a pessoa por Ele justificada não vê o histórico de pecados, mas a perfeita justiça de Cristo imputada (creditada) nele.
Existe lugar mais seguro no Universo para estarmos refugiados? A nossa união com Cristo é o fundamento de segurança absoluta, inabalável.
Estamos escondidos dentro do próprio Deus.
Não existe nenhuma possibilidade de perdermos a vida eterna. Nossa vida eterna está escondida, dentro do próprio Cristo. É um lugar seguro, inabalável.
Deus nos olha e vê a perfeição do Seu Filho em nós. É a obediência perfeita de Jesus creditada na nossa conta que nos mantém perfeitos diante de Deus.
Jamais devemos nos esquecer de que Deus nos enxerga através dos méritos do Seu Filho Jesus Cristo.
O diabo com suas acusações não pode nos tocar.
“Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não vive pecando; mas o que de Deus é gerado conserva-se a si mesmo, e o maligno não lhe toca.” - 1 João 5:18 (Almeida Revista e Corrigida).
Se a aceitação dependesse da minha capacidade de me manter perfeito, eu estaria eternamente perdido. A justiça própria do ser humano é trapo de imundícia.
“Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; e todos nós caímos como a folha, e as nossas culpas, como um vento, nos arrebatam.” - Isaías 64:6 (Almeida Revista e Corrigida).
Mas a justiça de Cristo é perfeita. Por isso o apóstolo Paulo descartou sua própria justiça, reconhecendo a necessidade do revestimento da justiça de Cristo.
“Porque todos quantos fostes batizados em Cristo já vos revestistes de Cristo.” - Gálatas 3:27 (Almeida Revista e Corrigida).
Nesta passagem bíblica de Gálatas 3:27, o apóstolo Paulo não está tratando sobre batismo nas águas. Batismo significa a nossa união espiritual com Cristo. Não fomos apenas salvos por Cristo, mas somos salvos em Cristo, através da nossa união com Ele.
O apóstolo Paulo exaltava a justiça que não era dele.
“E seja achado nele, não tendo a minha justiça que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus, pela fé.” - Filipenses 3:9 (Almeida Revista e Corrigida).
A perfeita obediência, justiça e santidade de Jesus são imputadas (creditadas) a nós.
“5 Mas, para quem não trabalha, porém crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é atribuída como justiça.
6 E é assim também que Davi declara ser bem-aventurado aquele a quem Deus atribui justiça, independentemente de obras.” - Romanos 4:5-6 (Nova Almeida Atualizada).
O Pai não vê nudez numa pessoa que nasceu de novo. Jesus Cristo é a veste espiritual do regenerado.
Deus não nos declara justo pelas nossas obras, mas pela justiça de Cristo em nós. Estamos vestidos pela perfeição de Cristo.
“[...] para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.” - 2 Coríntios 5:21 (Almeida Revista e Corrigida).
Não estamos mais identificados com o nosso passado ou capacidade humana, mas com a suficiência de Jesus Cristo em nós.
A perfeição não está baseada no nosso desempenho, mas centralizado na doutrina da nossa união com Cristo e na justificação pela fé.
É a própria vida de Cristo se manifestando em nós.
“Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim.” - Gálatas 2:20 (Almeida Revista e Corrigida).
Através da imputação da justiça de Cristo em nós, o Pai vê a perfeição do Seu Filho em nós. O Pai nos vê santos e irrepreensíveis diante Dele.
“Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor,” - Efésios 1:4 (Almeida Revista e Corrigida).
Na Nova Versão Transformadora diz: “Mesmo antes de criar o mundo, Deus nos amou e nos escolheu em Cristo para sermos santos e sem culpa diante dele.” - Efésios 1:4.
“21 A vós também, que noutro tempo éreis estranhos, e inimigos no entendimento pelas vossas obras más, agora contudo vos reconciliou
22 No corpo da sua carne, pela morte, para perante ele vos apresentar santos, e irrepreensíveis, e inculpáveis.” - Colossenses 1:21-22 (Almeida Corrigida Fiel).
O fato de estarmos unidos “em Cristo” indica que a sentença condenatória contra nós foi plenamente executada e esgotada Nele.
O decreto soberano do Pai é imutável. A pessoa por Ele justificada jamais retornará ao estado de inimizade ou condenação.
O Espírito Santo testifica em nossas mentes que nossos pecados foram definitivamente perdoados em Jesus Cristo.
Agora acabou o medo e todas as intimidações de Satanás. Se a salvação dependesse da minha performance espiritual para mantê-la, com certeza viveria em constante terror e desespero. Mas constantemente glorifico a Deus, porque a salvação é monergista.
• Deus planejou a salvação,• a executou na cruz do Calvário,• a aplicou na regeneração, dando um novo coração,• e a preserva no salvo até o final.
O regenerado está absolvido dos pecados do passado, presente e futuro. Isso não acontece por méritos humanos. A ausência de condenação acontece porque o salvo está unido a Jesus Cristo.
“16 E nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem por nós. Deus é amor, e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus, nele.
17 Nisto é em nós aperfeiçoado o amor, para que, no Dia do Juízo, mantenhamos confiança; pois, segundo ele é, também nós somos neste mundo.
18 No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor.
19 Nós amamos porque ele nos amou primeiro.” - 1 João 4:16-19 (Almeida Revista e Atualizada).
Quando Deus olha para o crente, Ele não vê as falhas, mas enxerga os méritos de Cristo imputados nele.
Foi Deus Quem estabeleceu paz eterna por meio da consumada obra de Jesus Cristo.
“Paz com Deus” não significa sensação de paz interior, mas o final de uma penalidade jurídica, a inimizade cessou para sempre. A ira divina foi aplacada na cruz.
Deus imputou (creditou) a justiça perfeita de Cristo em nós.
O problema do ser humano não regenerado não está apenas na inquietação de sua alma, mas na hostilidade legal do seu coração contra Deus. Ele se encontra sob uma severa guerra jurídica.
“Entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais.” - Efésios 2:3 (Almeida Revista e Atualizada).
“Porque, se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida.” - Romanos 5:10 (Almeida Revista e Corrigida).
“Paz com Deus” significa o fim da hostilidade legal entre Deus e o pecador.
“Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o espírito.” - Romanos 8:1 (Almeida Revista e Corrigida).
O tribunal divino está fechado contra nós. A “paz com Deus” não depende das nossas ações ou sentimentos diários, mas exclusivamente da obra consumada por Jesus Cristo.
O perdão em Cristo não é temporário; até ao primeiro pecado que a pessoa cometer. A sentença de “culpado” foi completamente cancelada em Jesus Cristo.
Jesus não pagou apenas 50% da dívida e deixou o restante para pagarmos através da nossa performance humana. O processo judicial foi definitivamente encerrado na cruz.
Por que a salvação não pode ser perdida?
Porque a salvação depende exclusivamente da fidelidade de Deus e não do frágil e falido esforço do homem. Por isso que a ausência de condenação é absoluta para quem está unido a Jesus Cristo.
4.6. “Paz de Deus”
“Paz de Deus” é fruto da regeneração e santificação. A expressão “paz de Deus” está ligada ao milagre interior do novo nascimento. Se a justificação soluciona a culpa externa; a regeneração resolve a corrupção interna, arrancando o coração de pedra e dando um coração de carne.
“Paz de Deus” é fruto da regeneração e santificação.
“E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus.” - Filipenses 4:7 (Almeida Revista e Atualizada).
O Espírito Santo passa a habitar dentro do crente, manifestando o seu fruto.
“22 Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade,
23 mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei.” - Gálatas 5:22 (Nova Almeida Atualizada).
A paz gerada pela regeneração não é forense (posição jurídica externa), mas uma experiencia subjetiva e espiritual interna. Trata de paz psicológica na absoluta soberania de Deus. Descanso da alma na providência divina e na suficiência de Jesus Cristo em meio às tribulações.
“E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados por seu decreto.” - Romanos 8:28 (Almeida Revista e Corrigida).
Só desfruta da verdadeira paz quem recebe a revelação divina de que Deus está no controle de todas as coisas.
“Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus; serei exaltado entre as nações, serei exaltado sobre a terra.” - Salmo 46:10 (Almeida Edição Contemporânea).
Não se turbe pelo amanhã. Deus é soberano e tem o controle de toda a história.
“O Senhor pelejará por vós, e vos calareis.” - Êxodo 14:14 (Almeida Revista e Corrigida).
Quando estamos descansados na suficiência de Cristo cessa toda a nossa autossuficiência. É o reconhecimento de que tudo o que temos e somos vem de Deus.
“1 Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela.
2 Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão que penosamente granjeastes; aos seus amados ele o dá enquanto dormem.” - Salmo 127:1-2 (Almeida Revista e Atualizada).
“Descanse no Senhor e espere nele; não se irrite por causa daquele que prospera em seu caminho, por causa do que realiza os seus maus desígnios.” - Salmo 37:7 (Nova Almeida Atualizada).
“1 A minha alma encontra descanso somente em Deus; dele vem a minha salvação.
2 Só ele é a minha rocha e a minha salvação; é ele a minha defesa, jamais serei abalado.
5 Ó minha alma, espera somente em Deus; dele vem a minha esperança.” - Salmo 62:1-2, 5 (Almeida Edição Contemporânea).
“Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.” - Mateus 6:34 (Almeida Revista e Corrigida).
“6 Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que, a seu tempo, vos exalte,
7 lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.” - 1 Pedro 5:6-7 (Almeida Revista e Corrigida).
“28 Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.
29 Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para a vossa alma.
30 Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.” - Mateus 11:28-30 (Almeida Revista e Corrigida).
“Paz de Deus” não é ausência de tribulação, mas uma tranquilidade espiritual interna que persiste nas mais severas circunstâncias da vida.
“6 Não estejais inquietos por coisa alguma; antes, as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus, pela oração e súplicas, com ação de graças.
7 E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus.” - Filipenses 4:6-7 (Almeida Revista e Corrigida).
A verdadeira paz está ancorada na soberania e providência de Deus.
“28 E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo.
29 Não se vendem dois passarinhos por um ceitil? E nenhum deles cairá em terra sem a vontade de vosso Pai.
30 E até mesmo os cabelos da vossa cabeça estão todos contados.
31 Não temais, pois; mais valeis vós do que muitos passarinhos.” - Mateus 10:28-31 (Almeida Revista e Corrigida).
Os renascidos em Cristo desfrutam de uma paz inexplicável.
“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.” - João 14:27 (Almeida Revista e Corrigida).
“Tu, Senhor, conservarás em perfeita paz aquele cujo propósito é firme, porque ele confia em ti.” - Isaías 26:3 (Nova Almeida Atualizada).
O cristão que descansa na soberania e providência de Deus não vive preocupado, pois sabe que o amanhã já está na provisão do Todo Poderoso.
“1 Senhor, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim.
2 Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo.
3 Espera, ó Israel, no Senhor, desde agora e para sempre."” - Salmo 131:1-3 (Almeida Revista e Atualizada).
A segurança do regenerado não depende do seu estado emocional, mas das inabaláveis fidelidade e providência de Deus.
“Porque assim diz o Senhor Jeová, o Santo de Israel: Em vos converterdes e em repousardes, estaria a vossa salvação; no sossego e na confiança, estaria a vossa força, mas não a quisestes.” - Isaías 30:15 (Almeida Revista e Corrigida).
“9 Portanto, resta ainda um repouso para o povo de Deus.
10 Porque aquele que entrou no seu repouso, ele próprio repousou de suas obras, como Deus das suas.” - Hebreus 4:9-10 (Almeida Revista e Corrigida).
“[...] Qual é o seu único conforto na vida e na morte?RESPOSTA. O meu único conforto é que – corpo e alma, na vida e na morte¹ – não pertenço a mim mesmo,² mas ao meu fiel Salvador, Jesus Cristo,³ que, ao preço do seu próprio sangue, pagou⁴ totalmente por todos os meus pecados e me libertou completamente do domínio do pecado.⁵ Ele me protege tão bem⁶ que, contra a vontade de meu Pai do céu, não perderei nem um fio de cabelo.⁷ Na verdade, tudo coopera para o meu bem e o seu propósito é para a minha salvação.⁸ Portanto, pelo seu Espírito Santo ele também me garante a vida eterna⁹ e me torna disposto a viver para ele daqui em diante, de todo o coração.¹⁰¹Rm 14.8; 1Ts 5.9,10. ²1Co 6.19,20. ³1Co 3.23; Tt 2.14. ⁴1Pe 1.18,19; 1Jo 1.7; 1Jo 2.2,12. ⁵Jo 8.34-36; Hb 2.14,15; 1Jo 3.8. ⁶Jo 6.39; Jo 10.27-30; 2Ts 3.3; 1Pe 1.5. ⁷Mt 10.29,30; Lc 21.18. ⁸Rm 8.28. ⁹Rm 8.16; 2Co 1.22; 2Co 5.5; Ef 1.13,14. ¹⁰Rm 8.14; 1Jo 3.3.” (Bíblia de Estudo Genebra. Catecismo de Heidelberg, Domingo I, Pergunta I) (1)
Mente descansada em Deus.
• A “paz com Deus” na justificação é instantânea; enquanto a “paz de Deus” na santificação é progressiva e dinâmica.• A “paz com Deus” trata de absolvição no tribunal divino; enquanto a “paz de Deus” trata da mudança de mortos espiritualmente para vivos pelo poder de Deus.• A “paz com Deus” na justificação é inabalável, não pode ser perdida, nem sofrer variação (aumentando ou diminuindo); enquanto a “paz de Deus” na santificação é variável, podendo crescer ou diminuir, dependendo da comunhão que a pessoa vive pela fé.• A “paz com Deus” na justificação é instantânea, sólida e perfeita, enquanto a “paz de Deus” na santificação, pode oscilar na vida diária do regenerado.• “Paz com Deus” muda nossa posição legal; enquanto a “paz de Deus” muda nossa condição interna.
Embora a justificação, regeneração e santificação sejam conceitos distintos, todos operam juntos na pessoa salva por Jesus Cristo.
Por isso o regenerado vive fundamentado na graça e salvação monergística de Deus. Se curvando em profunda gratidão e adoração pela revelação da obra soberana do Espírito Santo que o enxerta em Cristo; aplicando todos os benefícios da obra consumada do substituto que morreu em seu lugar numa cruz.
Oração: Pai Celestial. Deus de toda a graça, amor e misericórdia. Me prostro em profunda gratidão e adoração pelo perfeito sacrifício de Jesus Cristo e poder do Espírito Santo que revela e aplica diariamente a obra da redenção em minha vida. Te louvo pelos méritos de Jesus Cristo em minha vida e pela revelação da minha união com Jesus Cristo. A justiça de Cristo é minha justiça. A vida de Cristo é minha vida. Obrigado pela herança e suficiência de Jesus Cristo em minha vida. Te louvo porque me amaste antes mesmo da fundação do mundo. Te louvo porque a permanência da salvação não depende do meu desempenho pessoal, mas da Tua graça e fidelidade em minha vida.
Em nome de Jesus Cristo, te agradeço.Amém!
Continua ...Josnei Borges dos Santos
Referências bibliográficas:
(1) Bíblia de Estudo Genebra. 2ª Edição Revisada e Ampliada. Cultura Cristã. 2009. Catecismo de Heidelberg, Domingo I, Pergunta I. p. 1760.
