Jesus não morreu apenas pelo homem, mas para vindicar, satisfazer e glorificar a santa e justa justiça de Deus - Sétima Parte: Como pode um Juiz Justo e Santo absolver o culpado e ainda permanecer Justo e Santo?

Obs: Todos os sublinhados, grifos em negrito nos textos bíblicos são meus.

Por: Josnei Borges dos Santos

Texto base: Romanos 3:25-26

“25 Deus o ofereceu como sacrifício para propiciação por meio da fé, pelo seu sangue, proclamando a evidência da sua justiça. Por sua misericórdia, havia deixado impunes os pecados anteriormente cometidos;
26 mas, no presente, demonstrou a sua justiça, a fim de ser justo e justificador daquele que deposita toda a sua fé em Jesus.” - Romanos 3:25-26 (Bíblia King James Atualizada).

 4.4.  Universalidade da queda: 

O primeiro Adão não foi apenas o pai biológico da raça humana, mas o representante (cabeça federal) diante do Tribunal do Pai Celestial.

Já compartilhei neste estudo que Adão não cumpriu o pacto das obras (aliança das obras). Se ele tivesse cumprido a aliança das obras garantiria vida eterna para si mesmo e para toda a sua posteridade.

A desobediência do primeiro Adão foi creditada a toda sua descendência.

    “[...] Todo o gênero humano caiu pela primeira transgressão de Adão?
    Resposta: Visto que o pacto foi feito com Adão não só para ele, mas também para a sua posteridade,¹ todo o gênero humano, que dele procede por geração ordinária, pecou nele e caiu com ele na sua primeira transgressão.²
    Referências bíblicas
    ¹Gn 1.28; Gn 5.3; At 17.26; ²1Co 15.21,22; Rm 5.12-14.” (1) (A Bíblia de Estudo Genebra. O Breve catecismo de Westminster, Pergunta 16)

A queda no Jardim do Éden não tornou o homem parcialmente anêmico, doente ou neutro, mas espiritualmente morto.

A teologia sistemática divide a doutrina do pecado original em dois conceitos jurídicos centrais e interligados: A culpa imputada e a corrupção herdada.

 4.4.1.  Culpa imputada: 

Trata do status legal de condenação da raça humana diante do Tribunal de Deus.

Trata-se de uma corrupção hereditária, um contágio moral herdado de Adão.

Culpa imputada refere-se ao aspecto jurídico (forense) do nosso representante (primeiro Adão) na queda.

A culpa imputada nos torna culpados e condenados sob a ira do Deus santo e justo que exige a punição do pecado.

“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus, nosso Senhor.” - Romanos 6:23 (Almeida Revista e Corrigida).

A transmissão de pecado se dá pela representação jurídica do primeiro Adão (cabeça federal). A culpa e a sentença de morte do nosso primeiro pai, no Jardim do Éden foram imputadas (creditadas) a todos nós.

As pessoas não nascem inocentes para depois se contaminarem com a convivência com outras pessoas. Todo ser humano já é concebido no ventre materno legalmente condenado perante o Tribunal Celestial.

“Eis que em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe.” - Salmo 51:5 (Almeida Corrigida Fiel).

Davi reconhece que a culpa por ter cometido adultério com Bate-Seba e o assassinato de Urias não era apenas um comportamento isolado, mas fruto da natureza pecaminosa herdada de Adão.

“3 Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim.
4 Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que é mal à tua vista, para que sejas justificado quando falares, e puro quando julgares.” - Salmo 51:3-4 (Almeida Corrigida Fiel).

Davi orou focado na sua ofensa contra a santidade do Juiz Supremo do Universo. A raiz da culpa de Davi era o pecado original e a depravação total, sua própria essência humana corrompida já na concepção (fertilização) no ventre materno.

A rebelião de Davi foi contra a justiça e santidade de Deus, embora tivesse prejudicado Bete-Seba e Urias.

“Contra ti, contra ti somente pequei [...]” - Salmo 51:4 (Almeida Corrigida Fiel).

Davi reconheceu que o homem já é pecador antes que cometa o primeiro pecado neste mundo. A infecção pecaminosa já operava nele desde o útero materno.

O Salmo 51:5 trata diretamente com as duas dimensões do pecado original. A culpa herdada (imputada) e a corrupção herdada (depravação da natureza humana).

A desobediência do primeiro Adão.

Davi não estava dizendo que o ato conjugal de seus pais foi pecaminoso, nem tampouco que sua mãe traiu Jessé ao engravidar. Davi estava tratando sobre à sua linhagem adâmica.

A culpa herdada (imputada) e a corrupção herdada (depravação da natureza humana) andam juntas. Não podem ser separadas.

No Salmo 51 Davi clama a Deus pela remoção da culpa herdada. Ele apela para a remoção da culpa judicial, clamando por perdão e justificação.

“Purifica-me com hissopo, e ficarei puro; lava-me, e ficarei mais branco do que a neve.” - Salmo 51:7 (Almeida Corrigida Fiel).

Após a queda o homem ficou marcado pela nódoa do pecado, mas Deus é poderoso para purificar o pecador e torná-lo mais alvo do que a neve.

“[...] lava-me, e ficarei mais branco do que a neve.” - Salmo 51:7 (Almeida Corrigida Fiel).

Davi se prostrou com a boca no pó, reconhecendo sua falência jurídica diante do Tribunal Celestial. Este versículo trata da justificação pela fé, do sacrifício vicário e da remoção da culpa judicial.

Davi clamou para que o sangue do sacrifício fosse aplicado sobre ele.

“Purifica-me com hissopo [...]” - Salmo 51:7 (Almeida Corrigida Fiel).

Davi apela para o ato judicial de Deus, no qual Deus (Juiz Supremo), no tribunal divino, decidiu não imputar a nossa culpa na nossa conta, mas nos declarar justos pelos méritos de Seu Filho Jesus Cristo.

“1 Bem-aventurado aquele cuja transgressão é perdoada, e cujo pecado é coberto.
2 Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não imputa maldade, e em cujo espírito não há engano.” - Salmo 32:1-2 (Almeida Revista e Corrigida).

Davi já havia confessado sua culpa herdada de Adão.

“Eis que em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe.” - Salmo 51:5 (Almeida Corrigida Fiel).

Na lei mosaica os sacerdotes usavam uma planta chamada hissope para aspergir o sangue dos sacrifícios sobre os leprosos cerimonialmente imundos. A referência bíblica está em Levítico 14:4-7 e Números 19:18.

Davi reconhece que estava espiritualmente leproso e que necessitava urgentemente da intervenção soberana de Deus. Davi não podia se purificar sozinho. Regeneração e justificação são obras exclusivamente monergistas do Pai Celestial.

• Justificação é a solução para culpa imputada.
• Regeneração é solução para a culpa herdada, recurso para a corrupção inerente da natureza humana.
• A justificação resolve nossa posição legal diante do tribunal divino.
• A regeneração resolve a nossa condição moral e espiritual interna.
• Na justificação, Deus atua como Juiz no tribunal divino.
• Na regeneração, O Espírito Santo atua como regenerador.
• Na justificação, Deus atua no tribunal divino.
• Na regeneração, Deus atua no coração (interior do ser humano).
• A justificação não muda o coração do homem. Muda seu status legal de condenado para absolvido. Declara legalmente justo (não culpado) com base nos méritos de Cristo. A justiça perfeita de Jesus Cristo é imputada no eleito (Romanos 8:1, 33).
• A regeneração não trata de causas jurídicas, mas de mudança interior, tirando o coração de pedra desobediente e dando um coração de carne obediente. Altera a condição moral e espiritual de morto para vivo.
• Na justificação passamos da condenação jurídica para a absolvição eterna.
• Na regeneração passamos da morte para a vida eterna (Efésios 2:1,4,5).
• A justificação trata sobre mudança, posição legal (de condenado para filho de Deus).
• Na regeneração trata de mudança de condição (de morto para vivo).

Na justificação somos agraciados pelos méritos de Cristo creditado a nós.

“Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.” - 2 Coríntios 5:21 (Almeida Revista e Corrigida).

“Mas, para quem não trabalha, porém crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é atribuída como justiça.” - Romanos 4:5 (Nova Almeida Atualizada).

Na Nova Tradução na Linguagem de Hoje diz: “Porém a pessoa que não põe a sua esperança nas coisas que faz, mas simplesmente crê em Deus, é a fé dessa pessoa que faz com que ela seja aceita por Deus, o Deus que trata o culpado como se ele fosse inocente.” - Romanos 4:5.

Na regeneração somos agraciados pela natureza divina em nosso interior.

“3 Visto como, pelo seu divino poder, nos têm sido doadas todas as coisas que conduzem à vida e à piedade, pelo conhecimento completo daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude,
4 pelas quais nos têm sido doadas as suas preciosas e mui grandes promessas, para que por elas vos torneis coparticipantes da natureza divina, livrando-vos da corrupção das paixões que há no mundo.” - 1 Pedro 1:3-4 (Almeida Revista e Atualizada).

A justificação é um ato forense, legal, judicial. Regeneração é circuncisão do coração, recriação interna.

“10 E estais perfeitos nele, que é a cabeça de todo principado e potestade;
11 no qual também estais circuncidados com a circuncisão não feita por mão no despojo do corpo da carne: a circuncisão de Cristo.” - Colossenses 2:10-11 (Almeida Revista e Corrigida).

“14 Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu, para o mundo.
15 Porque, em Cristo Jesus, nem a circuncisão nem a incircuncisão têm virtude alguma, mas sim o ser uma nova criatura.” - Gálatas 6:14-15 (Almeida Revista e Corrigida).

“Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas, segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo.” - Tito 3:5 (Almeida Revista e Corrigida).

Deus resolve o nosso problema da culpa imputada nos absolvendo legalmente diante do tribunal divino. Passamos de inimigos para reconciliados com Deus.

“17 Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.
18 E tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo e nos deu o ministério da reconciliação,
19 isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados, e pôs em nós a palavra da reconciliação.” - 2 Coríntios 5:17-19 (Almeida Revista e Corrigida).

Deus resolveu o nosso problema da corrupção herdada (depravação total – natureza corrompida) atuando como um cirurgião, trocando o nosso coração perverso e corrupto por um novo coração.

“26 E vos darei um coração novo e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei o coração de pedra da vossa carne e vos darei um coração de carne.
27 E porei dentro de vós oumeu espírito e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis os meus juízos, e os observeis.” - Ezequiel 36:26-27 (Almeida Revista e Corrigida).

Deus não opera reformas ou melhorias no coração humano. Ele dá vida onde não existia vida, da mesma forma que Ele criou o Universo a partir do nada.

“No princípio, criou Deus os céus e a terra.” - Gênesis 1:1 (Almeida Revista e Corrigida).

Devemos observar com atenção que Davi não pediu para Deus devolver-lhe a salvação, mas a alegria da salvação.

“Torna a dar-me a alegria da tua salvação, e sustém-me com um espírito voluntário.” – Salmo 51:12 (Almeida Corrigida Fiel).

Na Bíblia King James Atualizada diz: “Restitui-me a alegria da tua salvação e sustenta-me com um espírito disposto a obedecer.” - Salmo 51:12.

O regenerado pode até cair em grave pecado temporariamente, porém jamais permanecerá chafurdado na lama. Vai sofrer terríveis consequências pelo pecado, sendo punido pela vara da correção divina, contudo, jamais perderá a salvação.

O pecado destrói a alegria e a convicção de salvação. A pessoa se sente desmotivada para a vida.

Davi entendeu que não existe purificação sem sangue derramado.

“Com efeito, quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e, sem derramamento de sangue, não há remissão.” - Hebreus 9:22 (Almeida Revista e Atualizada).

Davi não buscava apenas uma purificação externa cerimonial. Ele buscava em Deus muito mais do que isso. Ele sentia a necessidade de uma purificação espiritual profunda, que removesse do seu coração a raiz do pecado herdado de Adão, que o corrompeu desde o ventre materno.

Davi teve revelação de que necessitava desesperadamente de um substituto inocente para purificação.

“Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e, pelas suas pisaduras, fomos sarados.” - Isaías 53:5 (Almeida Revista e Corrigida).

Pelos olhos da fé, Davi enxergou a ira divina judicial contra o seu pecado aplacada pelo perfeito sacrifício do substituto enviado pelo Pai.

“E ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo.” - 1 João 2:2 (Almeida Revista e Corrigida).

O status legal do regenerado em Cristo é de completa absolvição perante o Tribunal de Deus.

“Vinde então, e raciocinemos juntos, diz o Senhor: ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã.” - Isaías 1:18 (Almeida Corrigida Fiel).

O sangue aspergido de Jesus Cristo aplacou a ira divina, satisfazendo a justa e perfeita justiça de Deus.

“25 Deus o ofereceu como sacrifício para propiciação por meio da fé, pelo seu sangue, proclamando a evidência da sua justiça. Por sua misericórdia, havia deixado impunes os pecados anteriormente cometidos;
26 mas, no presente, demonstrou a sua justiça, a fim de ser justo e justificador daquele que deposita toda a sua fé em Jesus.” - Romanos 3:25-26 (Bíblia King James Atualizada).

“Não por meio de sangue de bodes e de bezerros, mas pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção.” - Hebreus 9:12 (Almeida Revista e Atualizada).

“Porque, com uma única oferta, aperfeiçoou para sempre os que estão sendo santificados.” - Hebreus 10:14 (Nova Almeida Atualizada).

Davi não orou apenas por uma melhora moral em seus comportamentos diários. Ele reconhece que a culpa herdada pelo pecado original precisava ser removida.

Davi já tinha revelação do sacrifício vicário de Jesus Cristo. Hissope aponta para o derramamento do sangue de Cristo na cruz. Hissope aponta para a propiciação (apaziguamento da ira de Deus) por intermédio de um sacrifício vicário (Jesus morreu como nosso substituto).

Davi olha para o perfeito sacrifício do Messias. Ele teve a revelação de que o sangue de touro e bodes não podiam remover definitivamente o pecado.

“Porque é impossível que o sangue de touros e de bodes remova pecados.” - Hebreus 10:4 (Nova Almeida Atualizada).

Os sacrifícios de animais no Antigo Testamento serviam apenas como uma sombra ou símbolo, mas não como uma solução de redenção definitiva da culpa humana.

Os sacrifícios de animais eram constantemente repetidos porque eram insuficientes para purificar o pecado e a consciência humana.

“Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus.” - Romanos 3:24 (Almeida Revista e Corrigida).

“7 Davi disse: "Feliz aquele cujas maldades Deus perdoa e cujos pecados ele apaga!
8 Feliz aquele que o Senhor não acusa de cometer pecado!"” - Romanos 4:7-8 (Nova Tradução na Linguagem de Hoje).

O sacrifício de Jesus Cristo foi apenas um e definitivamente eficaz para nos justificar e garantir a vida eterna.

O texto trata da depravação total herdada.

Davi também clama a Deus por regeneração. Ele reconhece que necessita da cura da corrupção interna através da regeneração e do progressivo processo de santificação.

“Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto.” - Salmo 51:10 (Almeida Corrigida Fiel).

Todo ser humano necessita de uma nova criação interior.

“Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.” - 2 Coríntios 5:17 (Almeida Revista e Corrigida).

A culpa imputada refere-se ao status legal e judicial do ser humano diante do tribunal celestial, enquanto a corrupção herdada trata da natureza pecaminosa, da inclinação ativa e contínua para o pecado.

Para entendermos a doutrina do pecado original é importante sabermos a diferença entre nossa situação legal (status externo - forense – transferência jurídica) e da nossa condição moral e espiritual (condição interna – transmissão biológica e espiritual).

A culpa imputada é externa (tribunal de Deus), enquanto a corrupção herdada é interna (natureza humana).

O estado jurídico do homem não regenerado perante o tribunal divino é de condenação.

Todos nós nascemos sob o peso da culpa legal.

Davi não tentou amenizar o seu pecado de adultério e homicídio, transferindo a sua culpa aos seus pais, porém reconheceu a sua própria miséria humana desde a sua concepção.

O texto bíblico não trata de uma possível justificativa de Davi, tentando transferir a culpa do seu pecado para seus pais.

O primeiro Adão agiu como cabeça jurídica de toda a humanidade. Quando ele pecou, a penalidade e o veredito de culpa foram legalmente imputados a todos os seus descendentes.

“[...] Desobediência, o fator da queda no Éden
Uma vez que não é um delito leve, mas um crime abominável, aquele que Deus puniu com tanta severidade, somos levados a considerar a própria natureza do pecado na queda de Adão, a qual transmitiu a todo o gênero humano horrível punição de Deus.³” (2) (CALVINO, João)

A solução para a culpa imputada está na justiça imputada de Jesus Cristo a nós.

Davi orou focado na satisfação penal vicária, na qual o sangue aspergido de Jesus Cristo satisfez plenamente a justa e perfeita justiça de Deus.

O sacrifício consumado de Jesus aplacou a ira divina, nos reconciliando com o Pai. Nossa culpa foi transferida para o nosso substituto na cruz, e a justiça do Filho de Deus foi imputada a nós.

“Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo: graça e paz vos sejam multiplicadas.” - 1 Pedro 1:2 (Almeida Revista e Corrigida).

A justa justiça de Deus exigia que o castigo fosse aplicado. Jesus foi sacrificado na cruz como nosso substituto, nos justificando e nos reconciliando, gerando paz entre Deus e nós.

“13 Portanto, se o sangue de bodes e de touros e a cinza de uma novilha, aspergidos sobre os contaminados, os santificam quanto à purificação da carne,
14 muito mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, a si mesmo ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas, para servirmos ao Deus vivo!
22 De fato, segundo a lei, quase todas as coisas são purificadas com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão.” - Hebreus 9:13-14, 22 (Nova Almeida Atualizada).

Deus exige a punição do pecado. O sangue de Jesus Cristo satisfez a justiça divina de uma vez por todas.

“Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.” - 2 Coríntios 5:21 (Almeida Revista e Corrigida).

Substituição penal significa que Jesus Cristo assumiu o lugar dos réus e absorveu plenamente a culpa.

As ações externas do ser humano estão diretamente conectadas à herança espiritual do primeiro Adão.

Não existe consenso entre os teólogos sobre a ordem da salvação, no que trata sobre as doutrinas da regeneração e justificação. Entretanto, devemos observar que Deus justifica o ímpio. Ele não está justificando uma pessoa moralmente boa. Isso significa que Deus inocenta o pecador pelos méritos de Jesus Cristo.

“Todavia, ao que não trabalha, mas crê em Deus, que justifica o ímpio, sua fé lhe é creditada como justiça.” - Romanos 4:5 (Bíblia King James Atualizada).

A fé não é a causa meritória da salvação do homem. A fé é apenas um instrumento.

No milagre do novo nascimento acontece uma mudança de condição e não perfeição moral. Deus capacita o coração do homem a obedecê-Lo. Regeneração não torna o crente perfeito.

Após ao milagre da regeneração a pessoa inicia o processo de santificação. A presença do Espírito Santo no novo coração capacita o crente a viver em santificação. Todo o regenerado recebe a Divina Semente que o capacita a viver em santificação diária.

“Qualquer que é nascido de Deus não vive na prática do pecado; porque a sua semente permanece nele; e não pode viver pecando, porque é nascido de Deus.” - 1 João 3:9 (Almeida Revista e Corrigida).

“DA SANTIFICAÇÃO
[...] Os que são eficazmente chamados e regenerados, tendo sido criado neles um novo coração e um novo espírito, são, além disso, santificados, real e pessoalmente, pela virtude da morte e da ressurreição de Cristo, por sua Palavra e pelo seu Espírito, que neles habita;¹ o domínio de todo o corpo do pecado é neles destruído,² as suas várias concupiscências são mais e mais enfraquecidas e mortificadas,³ e eles são mais e mais vivificados e fortalecidos em todas as graças salvadoras,⁴ para a prática da verdadeira santidade, sem a qual ninguém verá a Deus.⁵
Referências bíblicas
¹1Co 1.30; At 20.32; Fp 3.10; Rm 6.5-6; Jo 17.17,19; Ef 5.26; 2Ts 2.13; ²Rm 6:6,14; ³Gl 5.24; ⁴Cl 1.10,11; Ef 3.16-19; ⁵2Co 7.1; Cl 1.28; Cl 4.12; Hb 12.14.” (3) (Bíblia de Estudo Genebra. A Confissão de Fé de Westminster, Capítulo XIII, Sessão I)

O homem decaído é incapaz de santificar a si mesmo. Pelos seus próprios esforços. A santificação é fruto da regeneração. O regenerado ainda peca, mas não vive na prática do pecado.

“12 De sorte que, meus amados, assim como sempre obedecestes, não só na minha presença, mas muito mais agora na minha ausência, assim também operai a vossa salvação com temor e tremor;
13 porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade.” - Filipenses 2:12-13 (Almeida Revista e Corrigida).

“[...] Essa santificação é no homem todo,⁶ porém imperfeita nesta vida; ainda persistem, em todas as partes dele, restos da corrupção; daí nasce uma guerra contínua e irreconciliável – a carne lutando contra o Espírito, e o Espírito contra a carne.⁷
Referências bíblicas
⁶1Ts 5.23; ⁷1Jo 1.10; Fp 3.12; Gl 5.17; 1Pe 2.11.” (4) (Bíblia de Estudo Genebra. A Confissão de Fé de Westminster, Capítulo XIII, Sessão II)

Deus é soberano, mas o crente é responsável pelos seus atos diários. O Espírito Santo age e o regenerado reage vivendo em santificação, crescendo na graça e conhecimento.

“5 Mortificai, pois, os vossos membros que estão sobre a terra: a prostituição, a impureza, o apetite desordenado, a vil concupiscência e a avareza, que é idolatria;
6 pelas quais coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência;
7 nas quais também, em outro tempo, andastes, quando vivíeis nelas.
8 Mas, agora, despojai-vos também de tudo: da ira, da cólera, da malícia, da maledicência, das palavras torpes da vossa boca.” - Colossenses 3:5-8 (Almeida Revista e Corrigida).

O apóstolo Paulo inicia o capítulo 3 de Colossenses tratando sobre nossa posição jurídica em Cristo. A partir do versículo 5 ele começa a comentar sobre a santificação do crente unido a Jesus Cristo.

“Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.” - Colossenses 3:3 (Almeida Revista e Corrigida).

Todos os dias somos despidos dos trajes sujos e contaminados pelo pecado e revestidos do novo traje espiritual e limpo pelos méritos de Cristo.

“9 Não mintais uns aos outros, pois que já vos despistes do velho homem com os seus feitos
10 e vos vestistes do novo, que se renova para o conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou.” - Colossenses 3:9-10 (Almeida Revista e Corrigida).

O conhecimento revela a gravidade do pecado e juízo divino.

“E vos vestistes do novo, que se renova para o conhecimento [...]” - v. 10 (Almeida Revista e Corrigida).

Todas as áreas do ser humano foram afetadas pelo pecado, inclusive a mente, que precisa ser renovada diariamente pela Palavra e poder do Espírito Santo.

“22 que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano,
23 e vos renoveis no espírito do vosso sentido,
24 e vos revistais do novo homem, que, segundo Deus, é criado em verdadeira justiça e santidade.” -Efésios 4:22-24 (Almeida Revista e Corrigida).

“[...] Nesta guerra, embora prevaleçam por algum tempo as corrupções que restam,⁸ contudo, pelo contínuo socorro da eficácia do santificador Espírito de Cristo, a parte regenerada do homem novo vence,⁹ e assim os santos crescem em graça,¹⁰ aperfeiçoando a sua santidade no temor de Deus.¹¹
Referências bíblicas
⁸Rm 7.23; ⁹Rm 6.14; 1Jo 5.4; Ef 4.15,16; ¹⁰2Pe 3.18; 2Co 3.18; ¹¹2Co 7.1.” (5) (Bíblia de Estudo Genebra. A Confissão de Fé de Westminster, Capítulo XIII, Sessão III)

A carne permanece viva e deve ser combatida em ação diária e ininterrupta pelo poder do Espírito Santo. Santificação é a visível manifestação da nossa união com Cristo.

“Levamos sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a vida dele se manifeste em nosso corpo.” - 1 Coríntios 4:10 (Nova Almeida Atualizada).

O esforço e disciplina humano no processo de santificação, dependem exclusivamente do poder capacitador do Espírito Santo, e não do livre-arbítrio decaído do homem.

“11 Assim também vós considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus, nosso Senhor.
12 Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências;
13 nem tampouco apresenteis os vossos membros ao pecado por instrumentos de iniquidade; mas apresentai-vos a Deus, como vivos dentre mortos, e os vossos membros a Deus, como instrumentos de justiça.
14 Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça.” - Romanos 6:11-14 (Almeida Revista e Corrigida).

O crente tem a garantia e certeza de glorificação final.

“28 E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados por seu decreto.
29 Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.
30 E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou.” - Romanos 8:28-30 (Almeida Revista e Corrigida).

A certeza de santificação até o final (Dia da volta do Senhor Jesus), não repousa na força ou fidelidade do homem, mas na fidelidade de Deus.

“Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus.” - Filipenses 1:6 (Almeida Revista e Atualizada).

O agente da salvação é Deus e não o homem.

“E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.” - 1 Tessalonicenses 5:23 (Almeida Revista e Corrigida).

O crente é revestido com as virtudes de Cristo, para viver numa constante comunhão com o Espírito Santo, que aplica diária e ativamente as verdades da cruz em seu coração.

Deus muda a disposição do coração do homem.

Antes odiava, hostilizava Deus.

“Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser.” - Romanos 8:7 (Almeida Revista e Corrigida).

Depois da regeneração a pessoa passa a desejar, amar e obedecer a Deus. Ela não é mais escrava do pecado e da velha natureza.

“26 E vos darei um coração novo e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei o coração de pedra da vossa carne e vos darei um coração de carne.
27 E porei dentro de vós o meu espírito e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis os meus juízos, e os observeis.” - Ezequiel 36:26-27 (Almeida Revista e Corrigida).

O domínio absoluto do pecado foi quebrado. O temor e tremor a Deus vem pelo Espírito Santo. O coração regenerado ojeriza o pecado.

“Então, vos lembrareis dos vossos maus caminhos e dos vossos feitos, que não foram bons; e tereis nojo em vós mesmos das vossas maldades e das vossas abominações.” - Ezequiel 36:31 (Almeida Revista e Corrigida).

A pessoa morre para o pecado para viver uma nova vida espiritual “em Jesus Cristo”. A união com Cristo em Sua crucificação, morte e ressurreição quebra o domínio do pecado.

“4 Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça seja mais abundante?
2 De modo nenhum! Nós que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?
3 Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na sua morte?
4 De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida.
22 Mas, agora, libertados do pecado e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para santificação, e por fim a vida eterna.” - Romanos 6:1-4, 22 (Almeida Revista e Corrigida).

A regeneração nos une com Cristo.

O crente não vence a carne através de disciplinas rígidas, legalismo, ascetismo, esforço próprio, técnicas ou fidelidade humana. O desejo e poder para perseverar e lutar contra o pecado vem da “união com Cristo”, poder do Evangelho e do Espírito Santo.

“Que sois guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para a salvação preparada para revelar-se no último tempo.” - 1 Pedro 1:5 (Almeida Revista e Atualizada).

A atividade diária do regenerado é sustentada pela graça divina. O crente sabe que o pecado e o diabo já foram derrotados na cruz.

Deus não justifica o homem com base em sua bondade moral, gerada por um novo coração e a presença (poder) do Espírito Santo para obedecer. Deus justifica o homem baseado exclusivamente na justiça imputada de Jesus Cristo, que é recebida pela fé.

A regeneração capacita o homem a crer e não o tornar aceitável a Deus através da própria justiça, méritos ou obras.

Deus não olha para o coração regenerado para justificar. Ele olha para os méritos de Jesus Cristo (justiça de Cristo imputada ao pecador).

Regeneração não torna o homem moralmente perfeito, mas muda a inclinação do coração. O milagre do novo nascimento não elimina completamente o pecado. O homem regenerado depende diariamente da graça e misericórdia de Deus para vencer o conflito contínuo entre a carne e o Espírito.

“16 Digo, porém: Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne.
17 Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne; e estes opõem-se um ao outro; para que não façais o que quereis.” - Gálatas 5:16-17 (Almeida Revista e Corrigida).

O milagre da regeneração não remove a presença do pecado na vida do crente, mas remove o poder do pecado. O regenerado não é mais escravo do pecado.

Justificação não transforma o homem. A transformação acontece pelo processo diário e ativo da santificação, pelo poder do Espírito Santo.

Novo nascimento opera uma mudança interna, enquanto a justificação opera uma mudança jurídica no tribunal de Deus.

Deus não torna a pessoa intrinsecamente justa, mas a declara justa. Deus olha para a pessoa justificada por Ele e vê a perfeita obediência e sacrifício de Jesus Cristo.

 Quando Deus olha para nós, Ele enxerga os méritos de Cristo imputados em nós. 

Quando Deus olha para a pessoa regenerada, Ele vê a justiça e perfeita obediência de Jesus creditadas na conta dessa pessoa. Todos os que experimentaram o milagre do novo nascimento estão vestidos pelos méritos de Cristo.

Nosso pecado foi colocado sobre Cristo e a justiça Dele foi colocada sobre nós.

“Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.” - 2 Coríntios 5:21 (Almeida Revista e Corrigida).

Fomos despidos dos trapos de imundície (justiça própria).

“Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; e todos nós caímos como a folha, e as nossas culpas, como um vento, nos arrebatam.” - Isaías 64:6 (Almeida Revista e Corrigida).

A nova criatura em Cristo está vestida das vestes da salvação.

“Eu me regozijo muito no Senhor; a minha alma se alegra no meu Deus. Pois ele me cobriu com vestes de salvação, e me envolveu com o manto de retidão, como o noivo que se adorna com um turbante, e como a noiva que se enfeita com as suas joias.” - Isaías 61:10 (Almeida Edição Contemporânea).

O regenerado é revestido de Cristo.

“Porque todos quantos fostes batizados em Cristo já vos revestistes de Cristo.” - Gálatas 3:27 (Almeida Revista e Corrigida).

Jesus cumpriu perfeitamente a lei em nosso lugar.

“Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim, pela obediência de um, muitos serão feitos justos.” - Romanos 5:19 (Almeida Revista e Corrigida).

“5 Mas, para quem não trabalha, porém crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é atribuída como justiça.
6 E é assim também que Davi declara ser bem-aventurado aquele a quem Deus atribui justiça, independentemente de obras.” - Romanos 4:5-6 (Nova Almeida Atualizada).

“E seja achado nele, não tendo a minha justiça que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus, pela fé.” - Filipenses 3:9 (Almeida Revista e Corrigida).

O Pai nos vê cobertos pelo perfeito sacrifício de Jesus.

“Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o espírito.” - Romanos 8:1 (Almeida Revista e Corrigida).

Deus nos vê através de Cristo.

“Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.” - Colossenses 3:3 (Almeida Revista e Corrigida).

“7 Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo.
8 E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas e as considero como esterco, para que possa ganhar a Cristo
9 e seja achado nele, não tendo a minha justiça que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus, pela fé.” - Filipenses 3:7-9 (Almeida Revista e Corrigida).

“Para louvor e glória da sua graça, pela qual nos fez agradáveis a si no Amado.” - Efésios 1:6 (Almeida Revista e Corrigida).

Deus declara a pessoa justa com base jurídica no tribunal celestial e não pela obra da regeneração operada no interior do homem pelo Espírito Santo.

“33 Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica.
34 Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós.” - Romanos 8:33-34 (Almeida Revista e Atualizada).

 A linguagem é estritamente jurídica: 

 Acusação:  “Quem intentará acusação [...]” - v. 33.

 Justificação:  “[...] É Deus quem os justifica.” - v. 33.

 Condenação:  “Quem os condenará? [...]” - v. 34.

Justiça imputada por resgate legal de Jesus Cristo. Termo comercial e legal, em que Cristo paga o resgate e o Juiz Supremo absolve o pecador.

“24 sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus,
25 ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus;
26 para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus.” - Romanos 3:24-26 (Almeida Revista e Corrigida).

O Evangelho da Graça nos despe de toda a soberba. Não deixa nenhuma brecha para pensarmos que somos mais fortes ou espertos do que outros, escolhendo e nos decidindo por Cristo. Fé não é obra nossa, mas presente, dádiva, dom de Deus.

“Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus.” - Efésios 2:8 (Almeida Revista e Atualizada).

O regenerado é grato a Deus pela graça irresistível. O Pai Celestial já decidiu nos salvar em Jesus Cristo na eternidade passada. Ele já nos salvou e é poderoso para nos manter perseverantes até o fim, pelo poder do Espírito Santo.

 Oração:  Deus Soberano, Pai de misericórdia. Reconheço que sou totalmente dependente da Tua constante graça para perseverar. Te agradeço porque tiraste a venda dos meus olhos, me libertaste da miséria, escravidão e da ignorância espiritual, para viver em novidade de vida, crescendo na graça e no conhecimento. Te agradeço porque fui enxertado em Cristo. Em Cristo vivo, movo-me e existo. Em Cristo fui plenamente justificado, para a Tua glória.
A Ti, seja dada glória, eternamente por meio de Jesus Cristo.
Amém!

Continua  ...

Josnei Borges dos Santos

Referências bibliográficas:

(1) Bíblia de Estudo Genebra. 2ª Edição Revisada e Ampliada. Cultura Cristã. 2009. O Breve catecismo de Westminster, Pergunta 16. p. 1829.
(2) CALVINO, João. As Institutas, Edição Clássica, Volume 2. 3. ed. São Paulo: Cultura Cristã. 2022. Capítulo I, Seção 4. p. 16.
(3) Bíblia de Estudo Genebra. 2ª Edição Revisada e Ampliada. Cultura Cristã. 2009. A Confissão de Fé de Westminster, Capítulo XIII, Seção I. p. 1973.
(4) Bíblia de Estudo Genebra. 2ª Edição Revisada e Ampliada. Cultura Cristã. 2009. A Confissão de Fé de Westminster, Capítulo XIII, Seção II. p. 1973.
(5) Bíblia de Estudo Genebra. 2ª Edição Revisada e Ampliada. Cultura Cristã. 2009. A Confissão de Fé de Westminster, Capítulo XIII, Seção III. p. 1973.
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